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UMA VINGANÇA, UMA MULHERICE

“Vingança é um prato que se come frio”. Será?

Era uma vez uma mulher chamada Marisa cuja amiga, Luana, a procurou para contar uma coisa horrorosa: que uma colega transou com seu namorado no carro dela, Marisa!!!!!

“Juraaaaa?!?!?Que cretinooooooooo!!!! E o pior que foi verdade”! Marisa se lembrou atá da noite em que emprestou o carro para o cabra que disse que ajudaria a mãe a fazer não sei o que. “Mas como você soube, Luana”? “A Mônica, minha colega me contou, a própria! Ela não sabia que ele era seu namorado, mas viu no carro as fotos de suas filhas naqueles imãs. Ela só te viu uma vez na vida, lembra? Eu, você e as meninas estávamos na praia quando ela veio me cumprimentar, mexeu com elas… lembrada agora”?

 Marisa ficou com aquela ideia fixa que só o ódio e o ciúme conseguem produzir. Ficou pensando em como faria para se vingar. Quando o cara ligava ela mandava a empregada dizer que estava dormindo, que saiu… Celular ela atendia com uma desculpa para desligar logo, não queria que a raiva passasse. Quando sentia que ia passando, tratava de lembrar de tudo!
Um dia encontrou um amigo de infância tão danado quanto ela. Planejaram uma vingança meio perigosa, mas para ela, à altura. Saíram vestidos de preto tipo umas 2 horas da madrugada. Acharam o carro do “féla”, estacionado. Se encostaram no mesmo como se estivessem namorando. Enquanto fingiam se beijar, o amigo jogava diluente de tinta de carro no teto e o líquido corria tanto para o capô quanto para a mala. Depois picharam o carro com ofensas.

No dia seguinte, o (ex) namorado procurou por Marisa espumando de raiva. Ela, muito calminha por fora (“Segurei a onda, Luna, tipo criminal!”), Ele disse: “Marisa, você é um desperdício para a Globo! É uma atriz! Para não dizer outra coisa, sua pilantra”!

“Luana, eu neguei, neguei e neguei! Essas coisas a gente nunca diz que fez! Eu sou daquelas que se o cara me pegar dando um beijo em outro eu nego! Faço que nem homem! Nego”! Luana, agora vendo que a amiga estava vingada, ou melhor, sentindo-se assim, contou-lhe os detalhes do que ocorrera dentro do meu carro naquela noite cretina.

Marisa ainda curte a vingança com o amigo. Aliás, passaram a namorar. Para ela, deu tudo certo. Mulherice muito, muito discutível…

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MULHERES GAYS + MULHERES HÉTERO = MULHERICES

Há uma grande amiga de Valentina, desde os tempos de escola, que é gay. Sempre brincava com ela dizendo: “Valentina, se você não se casar até 1992, vai ter que namorar comigo”.

Valentina se casou a primeira vez em 1989 e ligou para a amiga, rindo, dizendo que agora as esperanças dela estariam por encerradas. A amiga Carla, sempre muito bem humorada, também riu e ficou feliz por ela.

“E o tempo passou a correr a correr e a correr; e o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor…”, como na cantiga de roda “A Linda Rosa Juvenil”. Elas então se perderam uma da outra, seguindo vida afora. Quase vinte e cinco anos depois, quando de repente reencontrou outra amiga de escola (Ana), Valentina se lembrou da amiga tão querida e não sossegou durante mais ou menos umas duas horas pendurada ao telefone enquanto não conseguisse um contato com Carla. E conseguiu.

As três amigas (Ana, Valentina e Carla) foram de táxi para um restaurante, tomaram quatro garrafas de prosecco, riram, trocaram confidências como antes, lembraram-se de histórias antigas, uma delícia. Ainda seguem se encontrando, as três, ou em duplas.

Um dia, Carla veio fazer um convite para Valentina, em nome da grande amizade delas: “Eu tenho um aniversário para ir, e vai estar lá uma pessoa com a qual eu morei e amei muito, mas que, mesmo hoje não tendo nada a ver mais comigo, eu não gostaria que me visse sozinha”. Valentina topou na mesma hora. E foram.

Na festa, Carla entrou na frente trazendo Valentina pela mão. E não é que a primeira pessoa com quem deram de cara foi com a tal? Carla apertou a mão de Valentina tão forte… E foi um tal de mulher vir falar conosco (a festa era gay, e de homem só havia dois caras, também gays), de agarrarem Carla na frente de Valentina dizendo que estavam com saudade dela, inclusive a ex.

Valentina era a mulher mais bonita da festa, seguida por Carla. Foram para a pista de dança e ar-ra-sa-ram dançando e rindo! Todos ficavam olhando, e a ex se posicionou de costas para elas, como se não se importasse. Em festa de gay, ficar de costas, é algo quase impossível, para vermos a que ponto a vontade de fingir indiferença chegou aquela mulher.

Apesar de só haver gays, Valentina percebeu uma mulherice muito recorrente em mulheres hétero: tentarem provocar ciúmes no parceiro(a) do(a) outro(a). Aquela coisa de agarrarem Carla falando para Valentina “Você não tem ciúme, né?” ou “A gente adora ela, você não liga tá?”, é um desses modos de ser das mulheres e, vejam só, gays ou não. Valentina achava que isso só acontecia quando acompanhada por homens, pois algumas vezes em que estava com um namorado/marido e alguma ex estava no recinto, isso sempre acontecia, inclusive a ponto de sentarem no colo dos caras; mas se surpreendeu com as gays agindo assim, inclusive a bolinando, dando um jeito de tocar-lhe na cintura, esbarrar nela… Já isso homem não faz, a não ser que seja muito ordinário: tocar numa mulher acompanhada não é coisa de homem, mas é de mulher. Mulheres gays cometem mulherices de mulheres hétero e vice-versa.

Mas, no fim da noite, voltaram para casa juntas, Valentina dirigindo, pois a amiga tomara cinco copos generosos de whisky para aguentar o rojão de tantas emoções que deve ter sido aquela festa para ela. Agradeceu à Valentina e riu pedindo desculpas quando precisava abraçá-la por trás, dançando (“Fui obrigada a tirar umas casquinhas suas! Elas não acreditariam, pois você não tem jeito de gay.”). Valentina disse: “Querida, eu sou sua amiga. Amiga é para isso”!

(Imagem: abcles.com.br )

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SOBRE “AS CANALHAS”, o programa

Assisti a um dos episódios de “As Canalhas”, novo programa do canal GNT. A história tinha como personagens principais uma estagiária bem jovem, recém contratada, e seu chefe (casado), dono de uma agência de publicidade. O cara era uma caricatura desse tipo de profissional, todo de preto com suspensórios, chapéu e gravatas coloridas. A moça era engraçadinha e muito esperta. O programa tratou, na verdade, de homices e não de mulherices.

1ª homice: o chefe cantando a moça que, de início, ficou animada com o pequeno assédio; mas logo começou a observar que ele também jogava charme para todas as mulheres da agência (2ª homice), o que a fez constatar que não passava de um idiota. Até aí, tudo nos conformes, pois demonstrou que a moça não cumpria o protocolo de se achar mais especial do que as demais (uma mulherice muito recorrente: achar que um safado, quando interessante, vai desistir de tudo só para ficar com ela, A escolhida!).

3ª homice: as atitudes do cara, insistindo em “comer” a moça, desprezando a ideia de que seus comportamentos ora sedutores, ora cheios de desculpas, não significavam que ela não estivesse a fim, talvez apenas “fazendo um doce”.

 4ª homice: as atitudes da moça (sim, ela agia sob a tutela das homices, e não das mulherices). Pensava do alto de sua ingenuidade que o cara não percebia suas desculpas (o que até poderia ser, já que os homens se acham;  mas também porque homem não se importa muito com nossas respostas quando tem em mente a conquista, algo para satisfazer seu ego e seu p…. Geralmente não fica pensando se a mulher está dando desculpas ou não. Como eu já escrevi numa das “Rapidinhas”, “homem com tesão é pior do que homem apaixonado”.

5ª homice: A moça tinha a pretensão de estar enganando o cara, agindo como se fosse um homem: manter a chama acesa com pequenas provocações (homem geralmente não diz que não te quer, apenas curte o assédio se não estiver muito a fim, mas não dispensa); marcar e não aparecer, dar desculpas das mais esdrúxulas (beirando o inverossímil) e manter-se como interessada.

6ª homice: A moça curtia sadicamente a mobilização do cara, mas sem perceber que estava a serviço do mesmo.

7ª homice: Ter que dar para o chefe pois não havia mais saída, já que se envolvera demais. Aliás, nesse momento da história ocorre uma mulherice: ela se consulta com uma amiga que lhe dá esse conselho idiota. Como não há saída? As mulheres não podem desistir de seguir com uma relação, ainda que não totalmente desenvolvida? Tem que ir até o fim? Ah! Outras mulherices ocorrem também, mas cometidas pela esposa traída, que chega à firma e bate no cara e grita perguntando sobre quem ele está “comendo” (mulherice), mas vai embora e continua casada com ele  (mulherice).

8ª homice: o chefe transa com a estagiária no banheiro da firma, goza num minuto, lógico, e ela ali, com nojo de tudo, mas dando para o cara.

Por fim, ela arruma outro emprego e o cara fica meio que a ver navios.

Bem, analisando o episódio, todas as atitudes são em nome de homices, até sexo no banheiro com todo mundo sabendo, aconteceu. E o pior: com a moça achando que estava no comando porque mantinha o cara mobilizado. Ao contrário, ele tinha todo o tempo do mundo, e teve o que queria. E ela? O que ela queria? Príncipe não era, já que de início percebeu o tipo do cara e sabia criticá-lo.

Era suficiente sentir-se dominando (falsamente) uma situação para no fim dar para o cara, ponto de partida da história? Há um filósofo, Derridà, que fala que apenas inverter posições não muda o jogo, o mantém cada vez mais forte; seria como se tivéssemos que realizar uma espécie de deslocamento, o que não houve.

Que pena que a figura feminina da história apenas agiu como um homem agiria, com o agravante de achar que estava pilotando tudo, mas que não passou de uma comandada. Ainda estamos sob o ideário do poder masculino nas relações, por isso em situações assim, a mulher acaba agindo com um, como o verdadeiro original. Há outras coisas para aprendermos com os homens, sem dúvida, como fazer sexo pelo simples prazer ou ter uma praticidade espetacular para enxergar o mundo. Aqui, não foi o caso.

Espero que o título “As Canalhas”, não signifique apenas que as mulheres irão se limitar a imitar os homens no seu pior, vingando-se sozinhas (epa! pior no sentido das queixas das mulheres). Pois esse filme a gente já viu, e morre no final.

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PULOU A JANELA E FOI SE VINGAR

Ela já tinha 47 anos quando fez uma coisa de adolescente: fugiu pela janela à noite para encontrar um ex-amor.

Num misto de vingança com curiosidade, decidiu ligar para um ex-namorado, daqueles que a gente nunca esquece. O marido a traía muito, vivia meio cansada disso. E armou um plano perfeito.

 Saiu de tardinha e voltou após o marido já estar em casa, de modo que a visse estacionar na porta (antes, pedira à filha de 20 anos para estacionar o carro da mesma na rua de trás; a filha era de seu primeiro casamento).
Entrou toda alegrinha, jantaram, tomou banho e depois disse ao marido que iria dormir com a filha a seu pedido, pois queria que assistissem o filme “As Pontes de Madson”, juntas. O cara, nem aí. Deve ter gostado, pois ficava horas vendo futebol na cama.
Ela então se pintou, se perfumou e pulou a janela do quarto da filha, o carro devidamente preparado para a fuga. Passou a noite toda fora. Quando chegou, o dia quase amanhecia, a rua vazia, fazia frio. Entrou pela janela, colocou o pijama que nem o Super Homem faria após salvar a vida de alguém pela noite; e foi fazer o café da manhã para todos.
Ria por dentro, mas ao mesmo tempo sem saber se agira direito, especialmente com a filha, obrigada à cumplicidade. Mas aquilo não se tratava de moralidade, mas de mulherice!

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MULHERICE COMEÇA NA INFÂNCIA

Essa história é sobre ovos e escola. A inspiração veio diretamente dos EUA (verdade!).

Quando Valentina tinha apenas 9 anos, começou a sofrer uma espécie de bullying por parte de uma colega de sala. Ocorre que Valentina era muito mais bonita do que a outra e também muito querida pelos meninos da sala e também da escola. Mas até aí, tudo bem. Só que a colega começou a apertar o desconforto de Valentina, Continuar lendo

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VALENTINA NA ESCOLA E OS GAROTOS APAIXONADOS

Essa é da época em que Valentina tinha seus 13, 14 anos. Embora muito jovem, já era uma pessoa decidida e sensível ao mesmo tempo. Gostava de esportes, corria muito bem na pista de atletismo na escola, nadava, mergulhava, era muito destemida. Comandava a turma, tinha muitas amigas e alguns poucos amigos, digamos assim. “Alguns” eram os garotos mais descolados e engraçados, os demais, bem, os demais ela não curtia muito. Por quê, você pergunta? Continuar lendo

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RAPIDINHA 13

Não caia na tentação de tratar seu marido como se fosse um filho, chamando sua atenção a toda hora, como se ele não soubesse fazer nada direito. Há homem que geralmente não diz nada, mas um dia dá um jeito de fazer algo que nos assusta, parecendo dizer “Tá vendo do que aquele bobão é capaz?”.

(Imagem: bokelberg.com)

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