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POR QUE DIABOS VOCÊ NÃO CONSEGUE DIZER QUE ESTÁ APAIXONADO E, AO CONTRÁRIO, FICA DANDO FORINHAS E GELINHO?

Resultado de imagem para homem jantando com mulher“- Mas esse cara é homem ou homem igual a mim?”. Valentina morreu de rir quando seu amigo gay assim se referiu ao cara que fica lhe rondando, mas não consegue (parece) dizer, de fato, que está apaixonado ou talvez apenas muito atraído por ela.”Será que dessa vez errei nos meus cálculos?”, pensou depois que o viúvo Jamil, que convidou-a para jantar certa noite e dois dias depois para caminhar na praia, simplesmente deu uma de vain (vaidoso, em inglês).

Embora nada além de olhares observando cada ato seu, cada mexida de mão, o colar que usava, os sorrisos de canto de boca para cada coisa engraçada que ela dizia com ou sem intenção, Jamil não havia dito nada diretamente à Valentina naquele jantar. Contudo, dois dias depois convidá-la para caminhar na praia pareceu-lhe um alerta de que ali havia um homem interessado. Mas aí, entre o convite e o passeio, foram comer pizza com mais três amigas; ao sentarem-se à mesa, Valentina disse, inocentemente: “- Senta aqui, Jamil!” (ao seu lado). Eis que ele disse que sentaria ao lado de Joana, uma das amigas, dizendo que seria bom conversar com alguém novo, diferente, que ainda não conhecia. Valentina ficou irritada por dentro, mas aguentou firme. Jamil, apesar desse ato ridículo, disse, talvez para livrar a própria cara, assim, do nada, no meio da conversa e na frente de todas, que Valentina era linda como uma pintura, que tinha um sorriso luminoso além de ser muito charmosa.

No dia do passeio à praia, Valentina não aguentou e ligou para ele dizendo da sua indelicadeza para com ela e que por isso não iria mais. Jamil, em vez de ser galante, simplesmente disse que só queria ser amigo dela, e que mais tarde se falariam. “Ok, Jamil! Que ótimo então que seremos amigos”. Mais uma vez ele mostrou seu lado vain: “- Foi até bom você cancelar, pois estou doido para continuar um livro que estou lendo”, disse em seu tom um pouco pernóstico, como se não ligasse, mas ligando. Como disse Valentina para seu amigo gay, tinha certeza de que Jamil não conseguiu saiu sair da página de onde tinha parado, que é como fazemos quando queremos dizer que estamos ótimos(!), mas na verdade apenas não queremos dizer para o outro que estamos, simplesmente, interessados… Aiaiai…Quanto tempo perdemos com essas bobices…

Passaram-se alguns dias e nada de Jamil, Mas Valentina, que prefere não perder seu tempo, mandou um WhatsApp convidando-o para jogar cartas com seu casal de amigos gays e mais umas amigas que iriam para sua casa. Primeiro, Jamil visualizou, mas não respondeu, com toda pinta de fingir que não estava ligando, o que se confirmou, pois Valentina mandou mais uma mensagem pedindo que ele respondesse se iria ou não, para que preparasse tudo. E não deu um segundo para que Jamil ligasse, todo eufórico, dizendo que iria sim, que levaria um vinho, que compraria algo mais, sem glúten especialmente para ela…

Daí a pergunta que dá título a esse post: Por quer não vamos logo ao assunto, chegamos perto e dizemos o que queremos? Por que fingir que não estamos nem aí, damos forinhas em pessoas que nos interessam, não nos comunicamos só para “não dar mole”? Ai, gente… Bóra ser feliz!!!

 

 

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