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MULHERICES, CINEMA 2 OU…


O que vou contar não sei se é mulherice ou outra coisa ou algo mais.

Assistindo ao filme “O que os homens dizem” ou, em espanhol, “Una pistola em cada mano”, há uma cena na qual um homem fala para um conhecido que sua mulher o está traindo. O outro lhe dizia que falasse com a mulher sobre o assunto, para encorajá-la, quem sabe, a tomar uma atitude, como separar-se dele. O traído disse: “- Nem pensar! Eu não vou falar nada com ela! Não quero que ela tome atitude nenhuma! Não quero me separar”!

Ao meu lado, no cinema, duas senhoras amigas estavam indignadas com a postura do cabra. Peraí! Um homem não querer separar-se da esposa que o trai seria um problema? Bem, para as duas mulheres, sim. Engraçado nossa dificuldade em ver o homem num papel quase de mulher, a sempre traída que reclama da amante, mas não se separa. Mas o cara simplesmente não queria perder a mulher. Ponto. Apesar de o filme ter uma aura de humor, nessa cena mesmo, havia um drama; e as pessoas riam no cinema, e eu, confesso, fiquei pensando na nossa disponibilidade de rir dos dramas da humanidade.

Mas, voltando às duas mulheres: sua atitude é mulherice ou machismo? Ou os dois?

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EM PERÍODO FÉRTIL É MELHOR FICAR EM CASA

“Em período fértil, não saia de casa”! Valentina só lembrava da frase do amigo Nei.

Marcou de sair com umas amigas para um bar e não pensou que poderia estar em período fértil, nem quando passou bem perto de um cara tipo machola, de jeans desbotados, camiseta branca e botas de cowboy um pouco surradas, fumando e tomando um chopp de pé na calçada com outros amigos. O cara era demais! “Que gato, gente! Disfarça e olha, ele é o moreno”! As amigas só não gritaram porque já tinham mais de 35 anos, pois se tivessem 15 não iria prestar. “Olha, e tá me encarando”!

O cara chegou em Valentina, lógico. Papo meio tosco, mas não era bobo, talvez só um pouquinho (“Aguento homem rude, tosco, mas bobo, não! Irrita”). Esse “pouquinho” não foi percebido devido ao fatídico período fértil em que Valentina se encontrava, sem perceber. Ela mal ouvia o cara, olhava para o peito pela camiseta Hering, os antebraços bronzeados (nem conseguiu pensar que homem muito bronzeado geralmente não gosta de trabalhar, logo ela que percebe todos esses sinais). Mas quando nossa fêmea fica em estado de alerta, com seus sentidos aguçados, suas narinas quase como as de um cão, já era. Na hora de selecionar um macho podemos abrir a guarda, para não dizer outra coisa, para uma mera (boa) coleção de feromônios. E só.

O pior veio depois, pois homem-feromônio geralmente não fica só uma noite com a gente, não. E Valentina ficou ligada no cara só por causa disso, mesmo não possuindo nada além de sua macheza. E começou a sentir vergonha quando estava ao lado do cara, especialmente com seus amigos. E a grana que não havia? Nem para rachar? E depois para se desfazer do cara quando seus feromônios deixaram de ser por ela percebidos? Rasca total!

Valentina disse que iria viajar e assim fez. Quando voltou 15 dias depois ele parara de ligar, talvez tivesse ativado outra fêmea (ou macho, quiçá!) por aí. “Em período fértil é melhor ficar em casa”! Sábio amigo Nei!

(Imagem:moda.culturamix.com )

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QUANDO O HOMEM PENSA QUE É O MAIOR (MAS É O MAIOR TROUXA)

Eram dois feios, dois cafonas, dois arrogantes, dois chatos. Um casal. Um homem e uma mulher. E ele, gordo, advogado, ainda por cima bebe, fala alto, é e grossildo com a mulher.

Ao decidirem morar juntos no apartamento dele, organizaram um contrato com separação total de bens (ideia dele, pois ela não possuía bens, embora fosse de família rica; ele, achava que era rico).

O tempo foi passando e o homem, que pensava que era rico, apenas não passava de um perdulário; logo, vivia sem dinheiro. Daí o caminho traçado por ele começou a entortar. Primeiro, ela comprou a metade daquele apartamento. Depois, comprou a outra.

Conclusão: hoje, o esperto que não querida dividir nada, acabou sem nada, e nem metade do que se tornou dela (que era dele), ele não tem mais direito.

Como diz minha mãe, o mundo só tem armadilha para esperto.

(Imagem: aconquista.zip.net)

 

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SOBRE “AS CANALHAS”, o programa

Assisti a um dos episódios de “As Canalhas”, novo programa do canal GNT. A história tinha como personagens principais uma estagiária bem jovem, recém contratada, e seu chefe (casado), dono de uma agência de publicidade. O cara era uma caricatura desse tipo de profissional, todo de preto com suspensórios, chapéu e gravatas coloridas. A moça era engraçadinha e muito esperta. O programa tratou, na verdade, de homices e não de mulherices.

1ª homice: o chefe cantando a moça que, de início, ficou animada com o pequeno assédio; mas logo começou a observar que ele também jogava charme para todas as mulheres da agência (2ª homice), o que a fez constatar que não passava de um idiota. Até aí, tudo nos conformes, pois demonstrou que a moça não cumpria o protocolo de se achar mais especial do que as demais (uma mulherice muito recorrente: achar que um safado, quando interessante, vai desistir de tudo só para ficar com ela, A escolhida!).

3ª homice: as atitudes do cara, insistindo em “comer” a moça, desprezando a ideia de que seus comportamentos ora sedutores, ora cheios de desculpas, não significavam que ela não estivesse a fim, talvez apenas “fazendo um doce”.

 4ª homice: as atitudes da moça (sim, ela agia sob a tutela das homices, e não das mulherices). Pensava do alto de sua ingenuidade que o cara não percebia suas desculpas (o que até poderia ser, já que os homens se acham;  mas também porque homem não se importa muito com nossas respostas quando tem em mente a conquista, algo para satisfazer seu ego e seu p…. Geralmente não fica pensando se a mulher está dando desculpas ou não. Como eu já escrevi numa das “Rapidinhas”, “homem com tesão é pior do que homem apaixonado”.

5ª homice: A moça tinha a pretensão de estar enganando o cara, agindo como se fosse um homem: manter a chama acesa com pequenas provocações (homem geralmente não diz que não te quer, apenas curte o assédio se não estiver muito a fim, mas não dispensa); marcar e não aparecer, dar desculpas das mais esdrúxulas (beirando o inverossímil) e manter-se como interessada.

6ª homice: A moça curtia sadicamente a mobilização do cara, mas sem perceber que estava a serviço do mesmo.

7ª homice: Ter que dar para o chefe pois não havia mais saída, já que se envolvera demais. Aliás, nesse momento da história ocorre uma mulherice: ela se consulta com uma amiga que lhe dá esse conselho idiota. Como não há saída? As mulheres não podem desistir de seguir com uma relação, ainda que não totalmente desenvolvida? Tem que ir até o fim? Ah! Outras mulherices ocorrem também, mas cometidas pela esposa traída, que chega à firma e bate no cara e grita perguntando sobre quem ele está “comendo” (mulherice), mas vai embora e continua casada com ele  (mulherice).

8ª homice: o chefe transa com a estagiária no banheiro da firma, goza num minuto, lógico, e ela ali, com nojo de tudo, mas dando para o cara.

Por fim, ela arruma outro emprego e o cara fica meio que a ver navios.

Bem, analisando o episódio, todas as atitudes são em nome de homices, até sexo no banheiro com todo mundo sabendo, aconteceu. E o pior: com a moça achando que estava no comando porque mantinha o cara mobilizado. Ao contrário, ele tinha todo o tempo do mundo, e teve o que queria. E ela? O que ela queria? Príncipe não era, já que de início percebeu o tipo do cara e sabia criticá-lo.

Era suficiente sentir-se dominando (falsamente) uma situação para no fim dar para o cara, ponto de partida da história? Há um filósofo, Derridà, que fala que apenas inverter posições não muda o jogo, o mantém cada vez mais forte; seria como se tivéssemos que realizar uma espécie de deslocamento, o que não houve.

Que pena que a figura feminina da história apenas agiu como um homem agiria, com o agravante de achar que estava pilotando tudo, mas que não passou de uma comandada. Ainda estamos sob o ideário do poder masculino nas relações, por isso em situações assim, a mulher acaba agindo com um, como o verdadeiro original. Há outras coisas para aprendermos com os homens, sem dúvida, como fazer sexo pelo simples prazer ou ter uma praticidade espetacular para enxergar o mundo. Aqui, não foi o caso.

Espero que o título “As Canalhas”, não signifique apenas que as mulheres irão se limitar a imitar os homens no seu pior, vingando-se sozinhas (epa! pior no sentido das queixas das mulheres). Pois esse filme a gente já viu, e morre no final.

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MULHERICES EM COLATINA

Hora do almoço, restaurante a quilo em Colatina, ES. Mesas lotadas, encontrei uma com dois lugares e os outros dois ocupados por moças bem vestidas, maquiadas e bonitas, lá com seus vinte e poucos anos. Conversavam sobre não dar mole para homem, bem como no texto que já escrevi sobre pagar para homem. Falavam que homem, se a gente deixar, se encosta mesmo, que uma amiga deixou o cara ir morar na casa e agora ele não quer sair e, pior, desempregado (mas já era assim antes).

Eu, com essa lupa de buscar mulherices, não aguentei e pedi licença para entrar na conversa e disse: “Homem desempregado, sem grana, para quem quer algo mais na vida, é melhor nem começar”! As duas, com aqueles olhos que só a juventude tem, me olharam e imediatamente concordaram comigo. E a nossa conversa não parou enquanto havia comida em nossos pratos.

Assuntos mais cheios de mulherice, impossível: “um homem que faz algo com uma mulher, como trair, por exemplo, vai trair depois, também”? “Mas como saber se o cara vai fazer algo com a gente depois”? A essa última, lembramos que há vários sinais, salvo que o cara seja um psicopata ou um canalha mais do que profissional. Os que agridem, por exemplo, se pode perceber como tratam as pessoas, outras mulheres, ou a nós mesmas; gritam, arrancam coisas de nossas mãos, nos chamam de idiotas… E isso é no começo! Então, é melhor parar, pois a tendência é piorar. Uma delas disse que tem uma amiga cujo marido não permite que ela faça nada, hoje nem amigos mais tem. Que no início do namoro ele era um pouco assim, mas hoje está insuportável. Era disso que falávamos. Há sinais, mas o que é  que queremos, de fato, enxergar?

Pois é, as moças sabiam bem o que queriam dos homens, e na lista estavam incluídos não matar, não nos roubar, não nos trair, não nos agredir, não nos cercear. Amei esse momento com elas, com moças de uma cidade do interior do Espírito Santo, empregadas, arrumadas, bonitas, cheias de vigor. E o melhor, tão certas do que deve ser uma relação saudável com um homem.

(Imagem: www.sabrinamix.com)

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PULOU A JANELA E FOI SE VINGAR

Ela já tinha 47 anos quando fez uma coisa de adolescente: fugiu pela janela à noite para encontrar um ex-amor.

Num misto de vingança com curiosidade, decidiu ligar para um ex-namorado, daqueles que a gente nunca esquece. O marido a traía muito, vivia meio cansada disso. E armou um plano perfeito.

 Saiu de tardinha e voltou após o marido já estar em casa, de modo que a visse estacionar na porta (antes, pedira à filha de 20 anos para estacionar o carro da mesma na rua de trás; a filha era de seu primeiro casamento).
Entrou toda alegrinha, jantaram, tomou banho e depois disse ao marido que iria dormir com a filha a seu pedido, pois queria que assistissem o filme “As Pontes de Madson”, juntas. O cara, nem aí. Deve ter gostado, pois ficava horas vendo futebol na cama.
Ela então se pintou, se perfumou e pulou a janela do quarto da filha, o carro devidamente preparado para a fuga. Passou a noite toda fora. Quando chegou, o dia quase amanhecia, a rua vazia, fazia frio. Entrou pela janela, colocou o pijama que nem o Super Homem faria após salvar a vida de alguém pela noite; e foi fazer o café da manhã para todos.
Ria por dentro, mas ao mesmo tempo sem saber se agira direito, especialmente com a filha, obrigada à cumplicidade. Mas aquilo não se tratava de moralidade, mas de mulherice!

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50 TONS DE CINZA OU O PRÍNCIPE QUE NÃO EXISTE, AQUELE QUE TODA MULHER SONHA QUE VAI MODIFICÁ-LO E TÊ-LO SÓ PARA SI


Uma amiga me deu de presente o livro “50 Tons de Cinza”, já me explicando 
que eu saberia reconhecer que era literatura de baixa qualidade, mas que eu, como escritora de um blog com o nome de
Mulherices não poderia deixar de lê-lo, principalmente porque muuuitas mulheres o estão fazendo.Fotos de Ebooks Trilogia 50 Tons de Cinza São Paulo

 Como ela é uma amiga mais do que querida, lá fui eu ler o livro. Aliás, tenho uma mulherice boba, que é ter preconceito com tudo aquilo que é unanimidade, sabe? Mas não é que o livro me pegou de jeito? Que eu não vejo a hora de reencontrá-lo lá em casa para saber o que vai acontecer entre Anastacia e Christian Grey, os personagens principais? Continuar lendo

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APOIO À RIHANNA ou homem pode bater em mulher? (PARTE I)

Desde que a jovem cantora americana Rihanna decidiu reatar seu namoro/casamento com o cantor Chris Brown (para quem não sabe, ela foi vítima de agressão por parte dele, o que culminou numa separação), tenho notado várias piadas de mau gosto, mas apenas direcionadas a ela. E daí me pergunto: Por que ninguém faz piadinhas para o garotão “mamãe sou forte, bato em mulher?” Continuar lendo

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RAPIDINHA 13

Não caia na tentação de tratar seu marido como se fosse um filho, chamando sua atenção a toda hora, como se ele não soubesse fazer nada direito. Há homem que geralmente não diz nada, mas um dia dá um jeito de fazer algo que nos assusta, parecendo dizer “Tá vendo do que aquele bobão é capaz?”.

(Imagem: bokelberg.com)

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MUITO SEXO EVITA TRAIÇÕES? Conversa com Ney Flávio Meirelles

“Uma das maiores decepções das mulheres em relação aos homens é quando elas descobrem – na prática – que a fisiologia masculina é diferente da delas. Muitas acreditam que uma canseira no parceiro, de preferência com frequência diária ou quase, vá garantir a fidelidade do seu homem. Elas costumam dizer: “Transamos a noite toda, deixei-o satisfeito e cansado por um bom tempo”. Continuar lendo

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