Arquivo da tag: Competição

MULHERES MENTIROSAS

“- Parece que não dá para se ter mais de 50 anos, gente!”, dizia Valentina para suas amigas (todas com idade entre 58 e 65 anos). Essa reclamação veio pela dificuldade de se encontrar um cara bacana, também nessa idade, bem como outras novidades meio chatas pelas quais nosso corpo começa a ser obrigado a passar, depois dos 45 anos. E nesse mundo de hoje, onde todos dizem que trepam muito e gozam maravilhosamente bem, mais ainda fazer ou não fazer sexo parece ter se tornado um dilema para a humanidade: homens tomando viagra e morrendo de enfarte e mulheres usando testosterona, ou sabe-se lá mais o que.

“- Eu não quero mais homem bem dotado, não! Não tenho mais tanta lubrificação… Fica difícil, às vezes…”, continuava a conversa Valentina. “- Eu não, fico super molhada! Aliás, parece até que meu tesão aumentou…”, se gabou Denise (com 62 anos…); “- Eu também sou que nem você, Denise, nada mudou para mim”, mais outra dizia (essa com 65!). Valentina olhava aquilo e não acreditava, e saibam que ela entrara recentemente na faixa dos 50, era a caçula e também a muito mais bonita do grupo: “- E vocês não usam nada? Nem um hormôniozinho?!”, já quase em deboche, pois nenhuma delas era mais casada, aliás, Denise dizia que transava com um rapaz de 35 anos, que a fazia gozar como louca, e tudo isso sem nenhuma gota de KY. “- E eu? Chego a molhar a cama, de tanto que eu fico excitada!” (Maristela tinha 59 anos).

Valentina ficou olhando para aquele show de quem é a mais fogosa e tesuda. E disse só uma coisa antes de retirar-se: “- VOCÊS SÃO TODAS UMAS MENTIROSAS!!!!

 

2 Comentários

Arquivado em Comportamento, Mulher, Sexo

DUAS MULHERES, UM VESTIDO

Sabe aquele vestido que você tem há pelo menos uns 5 anos, bem bonitinho, leve, estampado, que fica uma graça em você e, o melhor, ainda lhe cabe e serve para ir à uma festinha?

Quando Valentina se arrumou para ir ao aniversário de 7 anos da filha de uma super amiga, elegeu um vestido daquele tipo: malha fria, estampado, com mangas bacanas, de uma loja bem legal também. Para acompanhar, sapatilhas e uma bolsa cheia de franjas que trataram de fechar toda a bossa. E lá se foi alegre para uma comemoração que, sabia, seria ótima!

Beijos, abraços, festa, comida delícia, animador engraçado e não ridículo como geralmente se vê, amiga feliz, amigos queridos na mesma mesa. Eis que, de repente, ao mirar duas mesas à sua esquerda, Valentina vê um vestido e-xa-ta-men-te-i-dên-ti-co ao seu.

Primeiro veio aquele estranhamento que uma mulher sente quando vê seu vestido numa outra. O vestido, embora igual, parece não ser o mesmo. Valentina morena, a outra loura de reflexos. E por aí vem vindo as diferenças que começam a fazer um mesmo vestido parecer diferente num corpo diferente.

E o fascínio? Não conseguir parar de olhar a outra com o SEU vestido?!  Há quem não se importe (muito), há quem fique (muito/pouco) chateada, mas seja lá qual for sua reação, não passará de uma mulherice, pois é quase impossível não ficar olhando e comentando conforme Valentina: “Gente! Olha a mulher com um vestido igual ao meu!”; “Bem”, se consolou Valentina, “Como eu, ela está de vestido velho, estamos juntas na derrota”. 

Mulherice? De certo! Mas uma coisa é certa: pelo menos um vestido não veste igual em duas pessoas diferentes. Um ser único ainda suplanta qualquer possibilidade de se ficar igual com o mesmo vestido.

(Imagem: whysoorandom.blogspot.com)

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Mulher, Uncategorized

SOBRE “AS CANALHAS”, o programa

Assisti a um dos episódios de “As Canalhas”, novo programa do canal GNT. A história tinha como personagens principais uma estagiária bem jovem, recém contratada, e seu chefe (casado), dono de uma agência de publicidade. O cara era uma caricatura desse tipo de profissional, todo de preto com suspensórios, chapéu e gravatas coloridas. A moça era engraçadinha e muito esperta. O programa tratou, na verdade, de homices e não de mulherices.

1ª homice: o chefe cantando a moça que, de início, ficou animada com o pequeno assédio; mas logo começou a observar que ele também jogava charme para todas as mulheres da agência (2ª homice), o que a fez constatar que não passava de um idiota. Até aí, tudo nos conformes, pois demonstrou que a moça não cumpria o protocolo de se achar mais especial do que as demais (uma mulherice muito recorrente: achar que um safado, quando interessante, vai desistir de tudo só para ficar com ela, A escolhida!).

3ª homice: as atitudes do cara, insistindo em “comer” a moça, desprezando a ideia de que seus comportamentos ora sedutores, ora cheios de desculpas, não significavam que ela não estivesse a fim, talvez apenas “fazendo um doce”.

 4ª homice: as atitudes da moça (sim, ela agia sob a tutela das homices, e não das mulherices). Pensava do alto de sua ingenuidade que o cara não percebia suas desculpas (o que até poderia ser, já que os homens se acham;  mas também porque homem não se importa muito com nossas respostas quando tem em mente a conquista, algo para satisfazer seu ego e seu p…. Geralmente não fica pensando se a mulher está dando desculpas ou não. Como eu já escrevi numa das “Rapidinhas”, “homem com tesão é pior do que homem apaixonado”.

5ª homice: A moça tinha a pretensão de estar enganando o cara, agindo como se fosse um homem: manter a chama acesa com pequenas provocações (homem geralmente não diz que não te quer, apenas curte o assédio se não estiver muito a fim, mas não dispensa); marcar e não aparecer, dar desculpas das mais esdrúxulas (beirando o inverossímil) e manter-se como interessada.

6ª homice: A moça curtia sadicamente a mobilização do cara, mas sem perceber que estava a serviço do mesmo.

7ª homice: Ter que dar para o chefe pois não havia mais saída, já que se envolvera demais. Aliás, nesse momento da história ocorre uma mulherice: ela se consulta com uma amiga que lhe dá esse conselho idiota. Como não há saída? As mulheres não podem desistir de seguir com uma relação, ainda que não totalmente desenvolvida? Tem que ir até o fim? Ah! Outras mulherices ocorrem também, mas cometidas pela esposa traída, que chega à firma e bate no cara e grita perguntando sobre quem ele está “comendo” (mulherice), mas vai embora e continua casada com ele  (mulherice).

8ª homice: o chefe transa com a estagiária no banheiro da firma, goza num minuto, lógico, e ela ali, com nojo de tudo, mas dando para o cara.

Por fim, ela arruma outro emprego e o cara fica meio que a ver navios.

Bem, analisando o episódio, todas as atitudes são em nome de homices, até sexo no banheiro com todo mundo sabendo, aconteceu. E o pior: com a moça achando que estava no comando porque mantinha o cara mobilizado. Ao contrário, ele tinha todo o tempo do mundo, e teve o que queria. E ela? O que ela queria? Príncipe não era, já que de início percebeu o tipo do cara e sabia criticá-lo.

Era suficiente sentir-se dominando (falsamente) uma situação para no fim dar para o cara, ponto de partida da história? Há um filósofo, Derridà, que fala que apenas inverter posições não muda o jogo, o mantém cada vez mais forte; seria como se tivéssemos que realizar uma espécie de deslocamento, o que não houve.

Que pena que a figura feminina da história apenas agiu como um homem agiria, com o agravante de achar que estava pilotando tudo, mas que não passou de uma comandada. Ainda estamos sob o ideário do poder masculino nas relações, por isso em situações assim, a mulher acaba agindo com um, como o verdadeiro original. Há outras coisas para aprendermos com os homens, sem dúvida, como fazer sexo pelo simples prazer ou ter uma praticidade espetacular para enxergar o mundo. Aqui, não foi o caso.

Espero que o título “As Canalhas”, não signifique apenas que as mulheres irão se limitar a imitar os homens no seu pior, vingando-se sozinhas (epa! pior no sentido das queixas das mulheres). Pois esse filme a gente já viu, e morre no final.

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Sexo

RAPIDINHA 33 -CAPITALISMO E MATERNIDADE

“É muito perversa essa relação entre Capitalismo e Maternidade”.

(Frase de minha amiga Lisyane dos Santos)

(Imagem: maeemulheraomesmotempo.blogspot.com)

Deixe um comentário

Arquivado em Comportamento, Dinheiro, Mulher

PULOU A JANELA E FOI SE VINGAR

Ela já tinha 47 anos quando fez uma coisa de adolescente: fugiu pela janela à noite para encontrar um ex-amor.

Num misto de vingança com curiosidade, decidiu ligar para um ex-namorado, daqueles que a gente nunca esquece. O marido a traía muito, vivia meio cansada disso. E armou um plano perfeito.

 Saiu de tardinha e voltou após o marido já estar em casa, de modo que a visse estacionar na porta (antes, pedira à filha de 20 anos para estacionar o carro da mesma na rua de trás; a filha era de seu primeiro casamento).
Entrou toda alegrinha, jantaram, tomou banho e depois disse ao marido que iria dormir com a filha a seu pedido, pois queria que assistissem o filme “As Pontes de Madson”, juntas. O cara, nem aí. Deve ter gostado, pois ficava horas vendo futebol na cama.
Ela então se pintou, se perfumou e pulou a janela do quarto da filha, o carro devidamente preparado para a fuga. Passou a noite toda fora. Quando chegou, o dia quase amanhecia, a rua vazia, fazia frio. Entrou pela janela, colocou o pijama que nem o Super Homem faria após salvar a vida de alguém pela noite; e foi fazer o café da manhã para todos.
Ria por dentro, mas ao mesmo tempo sem saber se agira direito, especialmente com a filha, obrigada à cumplicidade. Mas aquilo não se tratava de moralidade, mas de mulherice!

2 Comentários

Arquivado em Amor, Comportamento, Homem, Mulher, Sentimentos

VALENTINA NA ESCOLA E OS GAROTOS APAIXONADOS

Essa é da época em que Valentina tinha seus 13, 14 anos. Embora muito jovem, já era uma pessoa decidida e sensível ao mesmo tempo. Gostava de esportes, corria muito bem na pista de atletismo na escola, nadava, mergulhava, era muito destemida. Comandava a turma, tinha muitas amigas e alguns poucos amigos, digamos assim. “Alguns” eram os garotos mais descolados e engraçados, os demais, bem, os demais ela não curtia muito. Por quê, você pergunta? Continuar lendo

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Sentimentos

RAPIDINHA 18

Essa veio por e-mail, desconheço a autoria. Uma amiga me mandou:

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que os homens usam, em média, 1.500 palavras por dia, enquanto as mulheres usam, no mínimo, 3.000 (o dobro). No congresso em que o estudo foi apresentado, uma mulher se levantou e disse:

– É lógico que as mulheres falam o dobro que os homens: nós temos que repetir tudo o que dissemos para que os homens entendam!

E o orador perguntou:

– Como assim?

(Imagem:http://www.jn.pt)

3 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher