Arquivo da tag: casamento

BOTÕES DO MARQUÊS DE SADE

Anna Paula, quando se casou, mandou fazer um vestido espetacular, abotoado nas costas de cima até embaixo. O casamento foi bacana e a festa muito alegre, como ela e o marido, Pedro. O sogro ofereceu de presente uma noite de núpcias num hotel chique, mas ela recusou, pois preferia guardar essa diária para usar na lua-de-mel. Dessa forma, ela e o marido foram para o apartamento onde morariam.

Chegaram loucos para tomar um banho daqueles, mas era tanto do botão, e com casas tão apertadas, que Pedro não conseguiu tirar o vestido da noiva. Anna teve de chamar a irmã que, por sorte, também morava no prédio, para lhe libertar do vestido suado e já incômodo.

“Já pensou se nós tivéssemos ido para o hotel? Olha o mico que pagaria tendo que pedir ajuda na recepção para tirar meu vestido, e de noiva!”, disse ela.

E tanto esforço tampouco adiantou de nada: os dois tomaram banho e caíram desmaiados! A noiva, para esquecer do vestido do desespero; o noivo, da dor nos dedos depois de tentar abrir uns botões que devem ter sido ideia do Marquês de Sade.

Deixe um comentário

Arquivado em Comportamento, Felicidade, Príncipes, Princesas

“O TEMPO PASSOU PELA MINHA CARA E EU NÃO VI!”

D. Léa tinha quase 70 anos quando teve que operar seus olhos por uma catarata precoce. Aproveitaria e também jogaria fora sua miopia. Resistiu enquanto pode, tinha medo de cirurgia como todo mundo, no geral. Aliás, todo mundo, não. Quem faz cirurgia plástica acho que tem menos medo do que os demais. Se arriscar só para ficar mais bonito, sei não. Mas vamos à história de D. Léa, esposa de Seu Francisco, quem também iria se operar pelo mesmo motivo.

Combinaram de se operar no mesmo dia, pois se recuperariam em parceria. Além disso, irem juntos em macas lado a lado lhes dava coragem e a impressão de que renovavam os votos de um casamento de quase 40 anos (“na saúde e na doença, minha querida”, brincou Seu Francisco). “Ai, Francisco, que medo… Acho que não vou aguentar”! Seu Francisco ficou durão, alguém teria de fazê-lo, pois D. Léa tratou de entregar logo os pontos. Foi ele quem lhe segurou a mão.

E riram no quarto ao ficarem nus para vestir aquele avental de paciente aberto atrás, com suas bundinhas já um pouco murchas de fora. Seu Francisco comentou: ‘Puxa, e eu pensando que mais ninguém teria o luxo de ver o meu amor quase nua”. D. Léa disse: “Para! Quer me deixar mais nervosa”?! Mulherices na hora de entrar na faca. Ao acordarem no quarto sorriram um para o outro como se tivessem dormido e despertado de um sonho.

Quando chegou o tempo de verificarem sua visão, D. Léa correu primeiro para o espelho e eis que deu um grito, fazendo Seu Francisco dar um pulo da cama! “Francisco!!!! O tempo passou pela minha cara e eu não vi!!!!! E você é o culpado… Me convenceu a operar, agora eu vendo que envelheci”! Seu Francisco, que sempre fora um homem delicado, dessa vez não aguentou: “Deixa de ser fresca, Léa! Sabe que eu acho que eu também não deveria ter operado os meus”? Mulherices e Homices, quando juntas, são assim: pá-pum de tudo quanto é lado!

(Imagem:www.tumblr.com )

Deixe um comentário

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher

QUANDO O HOMEM PENSA QUE É O MAIOR (MAS É O MAIOR TROUXA)

Eram dois feios, dois cafonas, dois arrogantes, dois chatos. Um casal. Um homem e uma mulher. E ele, gordo, advogado, ainda por cima bebe, fala alto, é e grossildo com a mulher.

Ao decidirem morar juntos no apartamento dele, organizaram um contrato com separação total de bens (ideia dele, pois ela não possuía bens, embora fosse de família rica; ele, achava que era rico).

O tempo foi passando e o homem, que pensava que era rico, apenas não passava de um perdulário; logo, vivia sem dinheiro. Daí o caminho traçado por ele começou a entortar. Primeiro, ela comprou a metade daquele apartamento. Depois, comprou a outra.

Conclusão: hoje, o esperto que não querida dividir nada, acabou sem nada, e nem metade do que se tornou dela (que era dele), ele não tem mais direito.

Como diz minha mãe, o mundo só tem armadilha para esperto.

(Imagem: aconquista.zip.net)

 

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Dinheiro

“PASSO O CETRO A-GO-RA!”

Um amigo do namorado argentino de Valentina, já com seus 50 anos, era casado há pelo menos 25. Sua esposa, como a maioria das mulheres, estava mais acabada do que ele, teve filho, fumava, bebia, não se exercitava…

Quando Valentina e o cara começaram a namorar, o casal se aproximou e às vezes saíam juntos. O amigo era muito engraçado, mas a mulher também era danada e muito inteligente. Um dia, ele começou a brincar dizendo que queria agora, àquela altura da vida, “uma mulher-cimento, toda durinha, que nem a Valentina”!

A esposa não titubeou: “Então veja se arruma antes do próximo fim-de-semana, quando sua mãe chegar de Buenos Aires, para que a mulher-cimento a carregue para os shoppings, para o Leblon, para a massagista, para a praia, para almoçar fora… louca para passar esse cetro! Passo o cetro a-go-ra! Já”!

Resposta de rainha!

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Princesas

NAMORADOS PARA SEMPRE

Essa história deveria se chamar apenas Georgina, mas cabe para o dia dos namorados não registrado pelo Mulherices.

Georgina era amiga de Valentina. Quando estava na escola, aos quinze anos, ela e seu professor de Educação Física se apaixonaram. Mas como fazer, pois isso foi na década de 60, ele já era um homem e, o pior, casado!?

Prometeu se desquitar (ainda não existia divórcio no Brasil). A única ideia que tiveram, ainda assim foi fugir. Fugir?! Sim, fugir. Partiram do princípio que a família de Georgina não aceitaria o namoro e muito menos o casamento com um homem casado às portas de um desquite. O pai dela era advogado da comarca onde se daria o fim do casamento dele, e poderia entornar o caldo se por acaso imaginasse!

Mas não fugiram logo. Seguiram namorando por onze anos escondidos no Aterro do Flamengo, em cinemas que na época as sessões emendavam umas nas outras, Museu Nacional de Belas Artes e, com a bênçãos de Deus e das almas, em igrejas e cemitérios. O desquite, de fato, só veio um pouco antes da fuga. Primeiro, compraram mantimentos caso tivessem que ficar escondidos para não serem impedidos de consumarem o casamento. Depois se casaram. E contaram.

Foi um chororô, gritos, desgostos, que a filha ficaria arruinada assim que o cara se satisfizesse. Mas tanta praga não deu nem prô cheiro. Eles estão casados até hoje, têm dois filhos homens, os quais chamam o pai de papa-anjo, com razão.

Mas a mulherice da história está na coragem de Georgina. Tão jovem na época, ter se lançado num rio sem saber se dava pé, correndo o risco de se afogar. Afogou-se, sim, de amor e de uma vida de amizade, cumplicidade,  parceria e namoro.

Valentina amou essa história, nunca se esqueceu. Principalmente do marido de Georgina, um homem que honrou sua palavra e seu amor. E lutou por ele. Linda essa história, não acham? E é verídica!

(Imagem: proseando-blog.blogspot.com)

6 Comentários

Arquivado em Comportamento, Felicidade, Homem, Medo, Mulher, Sentimentos

RAPIDINHA 30 – DISCUTE DEPOIS

Um amigo me contou que a mulher está discutindo muito com ele. Na sua sábia homice lhe disse:

“Vamos parar de discutir e fazer sexo, pois daqui a pouco, quando eu não conseguir mais trepar, a gente vai ter todo o tempo do mundo para discutir”!

(Imagem: mdemulher.abril.com.br)

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Sexo

MULHERICES EM COLATINA

Hora do almoço, restaurante a quilo em Colatina, ES. Mesas lotadas, encontrei uma com dois lugares e os outros dois ocupados por moças bem vestidas, maquiadas e bonitas, lá com seus vinte e poucos anos. Conversavam sobre não dar mole para homem, bem como no texto que já escrevi sobre pagar para homem. Falavam que homem, se a gente deixar, se encosta mesmo, que uma amiga deixou o cara ir morar na casa e agora ele não quer sair e, pior, desempregado (mas já era assim antes).

Eu, com essa lupa de buscar mulherices, não aguentei e pedi licença para entrar na conversa e disse: “Homem desempregado, sem grana, para quem quer algo mais na vida, é melhor nem começar”! As duas, com aqueles olhos que só a juventude tem, me olharam e imediatamente concordaram comigo. E a nossa conversa não parou enquanto havia comida em nossos pratos.

Assuntos mais cheios de mulherice, impossível: “um homem que faz algo com uma mulher, como trair, por exemplo, vai trair depois, também”? “Mas como saber se o cara vai fazer algo com a gente depois”? A essa última, lembramos que há vários sinais, salvo que o cara seja um psicopata ou um canalha mais do que profissional. Os que agridem, por exemplo, se pode perceber como tratam as pessoas, outras mulheres, ou a nós mesmas; gritam, arrancam coisas de nossas mãos, nos chamam de idiotas… E isso é no começo! Então, é melhor parar, pois a tendência é piorar. Uma delas disse que tem uma amiga cujo marido não permite que ela faça nada, hoje nem amigos mais tem. Que no início do namoro ele era um pouco assim, mas hoje está insuportável. Era disso que falávamos. Há sinais, mas o que é  que queremos, de fato, enxergar?

Pois é, as moças sabiam bem o que queriam dos homens, e na lista estavam incluídos não matar, não nos roubar, não nos trair, não nos agredir, não nos cercear. Amei esse momento com elas, com moças de uma cidade do interior do Espírito Santo, empregadas, arrumadas, bonitas, cheias de vigor. E o melhor, tão certas do que deve ser uma relação saudável com um homem.

(Imagem: www.sabrinamix.com)

2 Comentários

Arquivado em Comportamento, Dinheiro, Homem, Mulher