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PEITINHOS DO BEM

Aos 5o anos descobriu que estava com 3 tumores nos seios – 1 e 2. Não sabia se eram malignos até o resultado da biópsia sair. Enquanto esperava decidiu fazer uma festa de aniversárResultado de imagem para seiosio, o qual já havia chegado. As filhas, já moças, organizaram tudo. Durante a festa andava vaporosa e linda como sempre. Conseguia falar da cirurgia que se aproximava com naturalidade. Na verdade, Maria Claudia já enfrentara tantos problemas… Seria mais um. Há uns quinze anos teve que procurar um emprego, pois durante o primeiro casamento não precisava trabalhar; mas a vida deu uma daquelas voltas que quase nos derrubam. Quase! 

Quando o resultado saiu, todos comemoraram! Os tumores, embora de nível três, ainda eram benignos. A cirurgia foi marcada para a retirada dos seios e colocação de próteses. “Doutor, eu quero tamanho 40, tive peito grande a vida toda, chega”! Passado tudo, contou a uma amiga que o marido falava que parecia ter uma mulher nova em folha! “E quando eu deito?! Os peitinhos não viram, não caem! Ficam assim, querida, durinhos para a frente! Uma beleza”! 

Maria Claudia é daquelas mulheres cheias de mulherices. Morena, cabelão, está sempre cheirosa, com roupas transadas e jóias que nem se percebem, pois parecem que fazem parte de seu corpo, não se ostentam, incrível. Naturalmente ela brilha. Sempre com um sorriso generoso,  seu coração é de ouro puro e seu abraço acolhe a todos.

De peitinhos novos, vive brincando que eles apontam para as novas direções que ela deve tomar. E se há alguém que esteja sem saber para onde ir, é só ir atrás! Vai encontrar o caminho do bem.

(Imagem: www.melhorcomsaude.com)

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MULHERICES FOREVER (homenagem à Guégue e Niz Pólis)

Eram duas amigas, aliás primas-irmãs. Já passavam dos sessenta anos, mas ainda curtiam a vida e a companhia preciosa uma da outra. Cheias de mulherices, como estarem bem vestidas e usarem chapéus, não perdiam o hábito de saírem para lanchar ou mesmo de viajar para a Europa, pois Estados Unidos já havia se tornado punk demais para elas.

Amavam inventar histórias. Quando iam para Veneza, cidade sempre visitada, riam dos romances tórridos com que sonhavam quando eram casadas ainda, antes de se tornarem viúvas. Se imaginavam encontrando um homem que lhes pegassem a mão e as conduzisse a uma gôndola. Quando em Gramado, seria um gauchão daqueles que lhe puxariam para dançar batendo botas e dando-lhes apertos pela cintura.

Desde crianças (tipo com quatro anos) eram dadas a essa brincadeira: contar histórias uma para a outra, repartindo fantasias e sonhando juntas. Até quando uma ia ao banheiro, a outra acompanhava e contava histórias de elefantes que invadiam o pátio do jardim de infância e a outra, sentada no vaso, acreditava. Mas a que contava também.

Na juventude sonhavam com um Lô Borges romântico ou um surfista gato. Entre os vinte e trinta se casaram e tiveram uma filha cada uma. Aos trinta e poucos, aspiravam apenas curtir uma praia e assistir comédias românticas para alimentar sonhos e alegrias. E assim foram, juntas, amigas; aos quarenta e poucos nem precisam mais falar para saber o que a outra pensa. Certa vez riram tanto no Mac’Donalds que nenhuma pessoa se sentou à mesa ao lado, com olhar de estranhamento.

Suas filhas únicas as amam, e ainda bem que também se amam, são amigas, aliás, como irmãs, primas-irmãs.

Hoje, já com muita idade, ainda riem juntas, criam histórias, relembram outras, as vividas e as inventadas, bebem Coca Diet, comem salgadinhos finos e curtem seus modelitos parecidos, tal como faziam quando bem pequenas, quando usavam, como se fosse um pacto de sangue, cada qual um pé do chinelo florido da outra, formando pares compostos por Havaianas vermelha e azul.

E lá se vão, pela vida afora, repletas de mulherices, enquanto as Parcas continuarem a tecer o fio de suas vidas.

(Imagem de Ruth Orkin)

 

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RAPIDINHA 29

“Ninguém tem o direito de negar ao mundo – de negar a si mesmo – o seu lado bom.”

(Virginia Cavalcanti – “Ombro Amigo, I”, Ed. Objetiva).

(Imagem: gaabrielathomaz.blogspot.com)

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UM COMENTÁRIO-CONVITE

Prezados Leitores: este texto é a postagem do comentário que recebi de uma amiga do Mato Grosso do Sul, Dulce, que me mandou por e-mail logo que o blog começou. Relendo-o hoje, resolvi colocá-lo aqui, já que se refere aos primeiros textos postados, em novembro 2012. Deixo aqui como um convite para quem não os leu.

Claudia… Que presente você oferece a todos que visitarem seu blog!!! Eu particularmente estou emocionada com tudo que vi… Continuar lendo

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RAPIDINHA 8

Como diz minha sábia mãe: O PROBLEMA NÃO É O MAL QUE ALGUÉM QUE TE FEZ, MAS SIM O BEM, POIS EM NOME DESSE MESMO BEM AGUENTAMOS TODO O MAL QUE O OUTRO É CAPAZ DE NOS FAZER…

(Imagem anoitan.wordpress.com)

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