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DON JUAN DE FATO – revisitando Johnny Depp

Don Juan de Marco é um filme daqueles que, quem viu, não se esquece. Primeiro, pelo roteiro original e tocante; segundo, pelas brilhantes atuações; terceiro, pela fotografia; quarto, pela música maravilhosa; quinto, pela atuação memorável de Marlon Brando e, bem, sexto, mas não como último lugar, mas como destaque, temos Johnny Depp (*suspiro), num papel que parece  feito para ele: exigência de versatilidade, sex appeal, graça, carisma e beleza.

Johnny é um desses atores inesquecíveis por si só, com seu jeito maroto e despojamento chique. Mas esse filme parece ter lhe dado a chance de cunhar o que eu chamaria de Don Juan de Fato, inauguração de uma figura de Don Juan talvez não imaginada, para quem a conquista não é apenas uma questão de ego, mas uma experiência na qual se coloca em jogo saberes sobre as mulheres. Saberes sobre como olhar para as mulheres simplesmente no sentido de amá-las e fazê-las atendidas no seu maior segredo: sentirem-se amadas a ponto de não se lembrarem de que têm barriga ou que não estão depiladas. Depp, em seu Don Juan, celebra as mulheres com todo respeito e dedicação que um homem deve por elas ter. Espero que ele, o próprio Johnny, tenha aprendido essa lição, aliás, algo que gostaria que ele pudesse me provar, de fato!

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HOMEM DE POUCA PERSONALIDADE?

“Se eu tivesse, assim, uma personalidade muuuito forte, eu usaria um vestido igual a esse! Esse teu vestido é lindo prá c…….!”

Frase de um homem que adora mulher e roupa de mulher. Ele acha que tem pouca personalidade… Já eu acho que ele tem muita.

Homem inclinando seu queixo nas duas mãos                                                          https://www.pexels.com/

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NICOLE KIDMAN

“- Eu olho para a Nicole Kidman e logo me vem na cabeça uma cenoura, ela parece uma cenoura, sei lá…”

“- Não, na verdade ela tem cara de gente que come muuuita cenoura, com aqueles pés meio laranjas, mãos…”

É, às vezes a crítica feminina procede. Se Nicole fosse uma cor, certamente seria laranja. Ou uma cenoura.

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“Como é que fica meu cabelo?!”

Numa  famosa loja de cosméticos e produtos de beleza no Rio de Janeiro, havia um produto daqueles do tipo milagrosos, que fazem as cabeleiras ficarem sossegadas, mas sem parecem ensebadas. Sim, ele existe, mas é da ordem da exclusividade dessa loja.

Paula era a dona da loja e, sempre maravilhosa, sabia era cuidar e dar atenção àquela mulherada carente. Quando se diz carente é bem na coisa mulherice. Quem é mulher sabe do que estou falando; adoramos ser paparicadas e queridas. E Paula era dessas super cuidadoras.

Mas o tal produto só não podia acabar! Não havia Paula que resolvesse! Era um tal de ligar para saber quando o produto chegaria, enfim. Mas uma delas superou a todas: começou a chorar copiosamente dizendo “Como é que fica meu cabelo?!?! Não dá para sair de casa!!!!” Paula resolveu a parada por meio da generosidade: levou o seu próprio pote, já aberto, em uso, para a querida chorona, que só faltou ajoelhar quando foi pegá-lo na loja no dia seguinte. Mas de chorar não conseguiu parar.

Cabelo é isso. Faz rir, faz chorar.

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DENTUCINHA

Margarida quando ficou viúva decidiu que faria uma super cirurgia plástica para ficar mais jovem e bonita. Já com seus quase 60 anos, inclusive foi ao dentista para uma reabilitação oral. Parecia que estava naqueles reality shows onde as pessoas passam por uma recauchutagem total.

Depois do sumiço, voltou a circular pelos espaços onde já lhe conheciam para se exibir, toda poderosa em sua mulherice exuberante. Entretanto, ao chegar à loja onde comprava roupas, a gerente que veio lhe abraçar, toda animada, tomou um susto: Margarida estava dentucinha. Pensando que talvez fosse um erro do dentista, ficou louca para perguntar se algo havia acontecido de errado, mas não teve coragem. Contudo, para sua outra surpresa, Margarida já foi falando que estava felicíssima com o resultado geral, mas que, o que mais lhe agradara, foi o “dentinho” que o dentista colocara, pois era assim que ela era quando jovem, dentucinha. “Além disso, faz um chiadinho  quando eu falo, um charme, né gente”?

A gerente deu um sorrisinho amarelo; cada uma com seu dentinho, né?

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DUAS MULHERES, UM VESTIDO

Sabe aquele vestido que você tem há pelo menos uns 5 anos, bem bonitinho, leve, estampado, que fica uma graça em você e, o melhor, ainda lhe cabe e serve para ir à uma festinha?

Quando Valentina se arrumou para ir ao aniversário de 7 anos da filha de uma super amiga, elegeu um vestido daquele tipo: malha fria, estampado, com mangas bacanas, de uma loja bem legal também. Para acompanhar, sapatilhas e uma bolsa cheia de franjas que trataram de fechar toda a bossa. E lá se foi alegre para uma comemoração que, sabia, seria ótima!

Beijos, abraços, festa, comida delícia, animador engraçado e não ridículo como geralmente se vê, amiga feliz, amigos queridos na mesma mesa. Eis que, de repente, ao mirar duas mesas à sua esquerda, Valentina vê um vestido e-xa-ta-men-te-i-dên-ti-co ao seu.

Primeiro veio aquele estranhamento que uma mulher sente quando vê seu vestido numa outra. O vestido, embora igual, parece não ser o mesmo. Valentina morena, a outra loura de reflexos. E por aí vem vindo as diferenças que começam a fazer um mesmo vestido parecer diferente num corpo diferente.

E o fascínio? Não conseguir parar de olhar a outra com o SEU vestido?!  Há quem não se importe (muito), há quem fique (muito/pouco) chateada, mas seja lá qual for sua reação, não passará de uma mulherice, pois é quase impossível não ficar olhando e comentando conforme Valentina: “Gente! Olha a mulher com um vestido igual ao meu!”; “Bem”, se consolou Valentina, “Como eu, ela está de vestido velho, estamos juntas na derrota”. 

Mulherice? De certo! Mas uma coisa é certa: pelo menos um vestido não veste igual em duas pessoas diferentes. Um ser único ainda suplanta qualquer possibilidade de se ficar igual com o mesmo vestido.

(Imagem: whysoorandom.blogspot.com)

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1º POST DE 2014 – VIGOR OBRIGATÓRIO

 “Nossas mães, de certa maneira, foram preparadas para envelhecer, mas nós não (principalmente mulheres entre 45 e 55 anos)”. Num dos últimos encontros de 2013 com amigas, Elane veio com essa. E ela está certa. Nossas mães nessa idade não tinham a emergência do vigor físico diante da batalha da vida embora operassem na lida fortemente, pelo menos a minha. O vigor de que falo é o da vontade de malhar para ficar bonita e desejável, pois sexo nos dias de hoje parece ser a chave da felicidade (aff!). Há também uma rotina – trabalhar, cuidar da casa, dos filhos, mercado, cachorro, às vezes sustentar ex-marido, namorado, discutir com o cara da oficina que teima em lhe desqualificar pelo fato de não estar ao lado de um macho, enfim. Quando Elane falou me fez pensar nessas coisas todas.

São outros tempos que nos exigem um dinamismo sem direito a falhar. Tempos de beleza e frescor num corpo que já não responde aos estímulos do mundo dos amantes fervorosos. Tempos em que ser mulher depois dos 40 exigem ter 35 anos para sempre. Por que 35 e não 20? Simples. Aos 20 temos a impressão de que o tempo não passará, dormimos e acordamos zeradas… Aos 35 as coisas já estão mais no lugar, temos muito vigor, beleza e sabemos mais da vida o suficiente (deveríamos) para que não tirem farinha conosco.

Não sei como as novas gerações se prepararão para o inexorável, o inevitável passar dos anos. Nossas mães, de certa forma, souberam; tanto que aos 60, 65 parecem ter rejuvenescido. Que venha 2014.

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