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PORQUE TODA MULHER PRECISA SABER LER

Essa é a história de Maria, mulher de trinta e poucos anos que morava numa favela em São Paulo. Como muitas pessoas de sua comunidade, ela era analfabeta.

Um novo professor fora chamado na escola e lhe peguntou por que ela queria aprender a ler. Maria respondeu que gostaria de saber o que estava escrito em bilhetinhos que às vezes encontrava nos bolsos do paletó do marido. O professor pediu que ela lhe trouxesse um dos bilhetes.

No dia seguinte ela trouxe, e disse ao professor que lhe dissesse o que estava escrito e ele, como bom alfabetizador, lhe responde: “Quem vai ler isso é você”! Em menos de 3 meses Maria aprendeu a ler.

E separou-se.

(Imagem: rebiscoito.com.br )

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A MULHER-GATO E SUAS IDEIAS SOBRE AMOR E COMPROMISSO

O trecho da entrevista que se pode ver abaixo, é com a atriz/cantora/figura Eartha Kitt, ou para quem acompanhava o bom e velho seriado do Batman na TV com seus planos em diagonal quando se tratava do covil dos bandidos, a Mulher-Gato negra, com sua cinturinha de pilão e trejeitos felinos que enlouqueciam nosso herói.

Pois é, meu sobrinho Lucas me mandou tal trecho, pois no meio da entrevista ela pergunta ao mesmo tempo em que debocha do formato “compromisso” e coloca o seguinte: i follow in love with myself, and than i want someone to share it with me/ eu me apaixono por mim mesma, e o que quero é alguém para compartilhar isso comigo.

Não se deve pensar que a vida perde seu sentido se o outro não quer mais compartilhar do nosso amor próprio conosco. Por isso é “com”, junto, somar, o que não significa que havia uma metade que precisa de outra, a incompletude, mas um inteiro que se junta com outro inteiro. E são dois inteiros.

Tal como um Homem-Morcego e uma Mulher-Gato, dois inteiros, nenhum poderia ser a metade do outro, um morcego e uma gata, impossível. E não podemos nos comprometer com o impossível, pois é impossível! Então, Mulheres-Gato, deixem de chorar sobre o leite derramado, pensem que morar numa Bat-caverna com um Batman, enquanto for possível, não é impossível! RWOLLLL!

>>>>>>LINK<<<<<<<< http://www.youtube.com/watch?v=IGYwf7e_cr8

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RAPIDINHA 40 – Homem

“Mulher, para mim, tem de ter, no barato, mais de 35 anos! Não sei como os caras sentem tesão por mocinhas que poderiam ser suas filhas. Eu, quando vejo um homem falar de uma garota, penso logo na minha filha de 22 anos e não consigo ver essa graça toda. Não concebo a ideia de desejar uma mulher que poderia ser minha filha”.

(Fala de um ex-namorado. Bati palmas.)

(Imagem: www.gazetaesportiva.net)

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MULHERES GAYS + MULHERES HÉTERO = MULHERICES

Há uma grande amiga de Valentina, desde os tempos de escola, que é gay. Sempre brincava com ela dizendo: “Valentina, se você não se casar até 1992, vai ter que namorar comigo”.

Valentina se casou a primeira vez em 1989 e ligou para a amiga, rindo, dizendo que agora as esperanças dela estariam por encerradas. A amiga Carla, sempre muito bem humorada, também riu e ficou feliz por ela.

“E o tempo passou a correr a correr e a correr; e o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor…”, como na cantiga de roda “A Linda Rosa Juvenil”. Elas então se perderam uma da outra, seguindo vida afora. Quase vinte e cinco anos depois, quando de repente reencontrou outra amiga de escola (Ana), Valentina se lembrou da amiga tão querida e não sossegou durante mais ou menos umas duas horas pendurada ao telefone enquanto não conseguisse um contato com Carla. E conseguiu.

As três amigas (Ana, Valentina e Carla) foram de táxi para um restaurante, tomaram quatro garrafas de prosecco, riram, trocaram confidências como antes, lembraram-se de histórias antigas, uma delícia. Ainda seguem se encontrando, as três, ou em duplas.

Um dia, Carla veio fazer um convite para Valentina, em nome da grande amizade delas: “Eu tenho um aniversário para ir, e vai estar lá uma pessoa com a qual eu morei e amei muito, mas que, mesmo hoje não tendo nada a ver mais comigo, eu não gostaria que me visse sozinha”. Valentina topou na mesma hora. E foram.

Na festa, Carla entrou na frente trazendo Valentina pela mão. E não é que a primeira pessoa com quem deram de cara foi com a tal? Carla apertou a mão de Valentina tão forte… E foi um tal de mulher vir falar conosco (a festa era gay, e de homem só havia dois caras, também gays), de agarrarem Carla na frente de Valentina dizendo que estavam com saudade dela, inclusive a ex.

Valentina era a mulher mais bonita da festa, seguida por Carla. Foram para a pista de dança e ar-ra-sa-ram dançando e rindo! Todos ficavam olhando, e a ex se posicionou de costas para elas, como se não se importasse. Em festa de gay, ficar de costas, é algo quase impossível, para vermos a que ponto a vontade de fingir indiferença chegou aquela mulher.

Apesar de só haver gays, Valentina percebeu uma mulherice muito recorrente em mulheres hétero: tentarem provocar ciúmes no parceiro(a) do(a) outro(a). Aquela coisa de agarrarem Carla falando para Valentina “Você não tem ciúme, né?” ou “A gente adora ela, você não liga tá?”, é um desses modos de ser das mulheres e, vejam só, gays ou não. Valentina achava que isso só acontecia quando acompanhada por homens, pois algumas vezes em que estava com um namorado/marido e alguma ex estava no recinto, isso sempre acontecia, inclusive a ponto de sentarem no colo dos caras; mas se surpreendeu com as gays agindo assim, inclusive a bolinando, dando um jeito de tocar-lhe na cintura, esbarrar nela… Já isso homem não faz, a não ser que seja muito ordinário: tocar numa mulher acompanhada não é coisa de homem, mas é de mulher. Mulheres gays cometem mulherices de mulheres hétero e vice-versa.

Mas, no fim da noite, voltaram para casa juntas, Valentina dirigindo, pois a amiga tomara cinco copos generosos de whisky para aguentar o rojão de tantas emoções que deve ter sido aquela festa para ela. Agradeceu à Valentina e riu pedindo desculpas quando precisava abraçá-la por trás, dançando (“Fui obrigada a tirar umas casquinhas suas! Elas não acreditariam, pois você não tem jeito de gay.”). Valentina disse: “Querida, eu sou sua amiga. Amiga é para isso”!

(Imagem: abcles.com.br )

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RAPIDINHA 36 – FRASES IDIOTAS

“O simples fato de olhá-la daquele jeito fez com que tivesse vontade de se aproximar e fazer mil perguntas idiotas. (…) Por que parece ser tão tão segura de si? Está triste, Sra Thatcher? (…) Está se sentindo deprimida, agora”? (Danielle Stell – “Cinco dias em Paris”. Ed. Record. RJ)

Perguntas idiotas são aquelas que talvez, por serem tão simples, podem de fato nos aproximar do outro, ou melhor, podem nos permitir saber do outro, mas um outro de verdade, de carne, osso e espírito.

(Imagem: melanges.com.br)

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APOIO À RIHANNA ou homem pode bater em mulher? (PARTE II)

Todo mundo tem uma história do tipo a mulher estar apanhando e alguém tentar fazer com que o homem pare e a mesma pedir que não se metam (detalhe: como se mulher gostasse de apanhar).

Mais uma vez trago esse tema, pela história que uma pessoa defensora dessa ideia me contou, como se fosse prova cabal de sua percepção:

Certa vez, uma mulher apanhava de um homem na rua e motoristas de táxi que estavam por perto tentaram apartar. Contudo, a agredida não permitiu a intervenção e saiu com o agressor, que continuava lhe batendo. Errado o agressor, errada a mulher, mas CERTOS os motoristas. Aliás, só homens podem parar com a agressão de outro homem. E ninguém é obrigado a ver alguém ser agredido, independente do agredido não querer que se intrometam.

E chamo atenção para o seguinte: muitas vezes uma mulher tem tanto medo do agressor que, mesmo com alguém a defendendo, ela teme apanhar mais depois, inclusive por isso: porque alguém a ajudou.

Como já disse, quando um homem está apanhando de outro e tentam separar e o agredido diz que não interfiram, ninguém fala “Tá vendo, Homem gosta de apanhar”!

Aplausos para os homens que impedem a agressão de homens, crianças e mulheres!

(Imagem: www.thesmokinggun.com)

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QUANDO O HOMEM PENSA QUE É O MAIOR (MAS É O MAIOR TROUXA)

Eram dois feios, dois cafonas, dois arrogantes, dois chatos. Um casal. Um homem e uma mulher. E ele, gordo, advogado, ainda por cima bebe, fala alto, é e grossildo com a mulher.

Ao decidirem morar juntos no apartamento dele, organizaram um contrato com separação total de bens (ideia dele, pois ela não possuía bens, embora fosse de família rica; ele, achava que era rico).

O tempo foi passando e o homem, que pensava que era rico, apenas não passava de um perdulário; logo, vivia sem dinheiro. Daí o caminho traçado por ele começou a entortar. Primeiro, ela comprou a metade daquele apartamento. Depois, comprou a outra.

Conclusão: hoje, o esperto que não querida dividir nada, acabou sem nada, e nem metade do que se tornou dela (que era dele), ele não tem mais direito.

Como diz minha mãe, o mundo só tem armadilha para esperto.

(Imagem: aconquista.zip.net)

 

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“PASSO O CETRO A-GO-RA!”

Um amigo do namorado argentino de Valentina, já com seus 50 anos, era casado há pelo menos 25. Sua esposa, como a maioria das mulheres, estava mais acabada do que ele, teve filho, fumava, bebia, não se exercitava…

Quando Valentina e o cara começaram a namorar, o casal se aproximou e às vezes saíam juntos. O amigo era muito engraçado, mas a mulher também era danada e muito inteligente. Um dia, ele começou a brincar dizendo que queria agora, àquela altura da vida, “uma mulher-cimento, toda durinha, que nem a Valentina”!

A esposa não titubeou: “Então veja se arruma antes do próximo fim-de-semana, quando sua mãe chegar de Buenos Aires, para que a mulher-cimento a carregue para os shoppings, para o Leblon, para a massagista, para a praia, para almoçar fora… louca para passar esse cetro! Passo o cetro a-go-ra! Já”!

Resposta de rainha!

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RAPIDINHA 34 – TUDO PARA NÃO FICAR FEIA

Uma amiga comprou umas galochas fofas em Nova York e disse que viu mulheres super arrumadas com elas, pela chuva, até mesmo sem combinar com a roupa. No geral, quando chegam ao trabalho trocam os sapatos.

O negócio é ter conforto para caminhar pelas ruas.

Aqui, no Brasil, nessas calçadas todas quebradas, as mulheres, em seus meia-pata, quase se esborracham pelo chão para não ficarem feias ou os demais pensarem que são pobretonas.

(Imagem: www.justlia.com.br )

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AS POLENTAS

Valentina tem duas amigas muito queridas há pelo menos dez anos. Trabalham juntas, mas não na mesma gerência. Amigas do tipo “as três mosqueteiras”. São As Polentas.

O nome Polentas vem de uma das “Pegadinhas do Mução”, um programa de rádio, que tratava de um nordestino com um jeito de falar muito engraçado que passava trotes encomendados por alguém. Ele tomava conhecimento de alguma “fraqueza” do sujeito e, no meio do papo, mandava sem pena. Aí a pessoa ficava louca, o xingava de tudo!

As Polentas adoravam ouvir (nem tanto os xingamentos, a não ser os muito originais, como “seu boca preta de cachorro!”, mas sim por causa da inteligência e da ironia do Mução); tanto que era a única coisa que acontecia no carro (denominado “Cata-polenta”) que as fazia ficar em silêncio. Então, certa vez, quando ele falava com uma senhora que cozinhava, tinha uma espécie de bufê, ele mandou “barriga de polenta” (o povo a chamava assim, pois ela era barriguda, mas daquelas de pança molenga); daí veio a brincadeira delas entre si, de se chamarem de Polentas. Uma colega até disse que criassem um bloco de Carnaval: BLOCO DAS POLENTAS, SARADA NÃO ENTRA!

As Polentas (que não têm barrigas) são mesmo um presente na vida de Valentina, pois é com elas que come Pipoca Frank (aquela do saco rosa) ao som de Kung-Fu-Fighting, toma café da manhã uma vez por semana antes de irem para o trabalho na padaria do Jerimum (outra brincadeira delas), riem das mais diversas situações olhando pela janela do carro. Até escreveram uma lista de títulos que dariam a crônicas de um livro que farão em conjunto sobre fatos e pessoas testemunhados por elas. Eis alguns: “A Corredora Maluca” (sobre uma mulher com a voz mais chata do mundo que começou a frequentar a academia e ficava se gabando que vinha correndo para o trabalho); “O Carvalhão” (sempre passavam por um caminhão vermelho cujo nome pintado na porta era esse; e de tão alto, nunca conseguiam ver a cara do sujeito); “A Anãzinha do Grajaú” (uma mulher anã que tentava alcançar o interfone sem sucesso); e outros mais!

Pois é. Valentina sabe que pode contar com As Polentas, elas se apoiam, discutem, debatem e se cuidam. Certa vez, uma das Poles (simplificação de Polenta), quando Valentina passara aquele aperto com Marcelo (quem não conhece Valentina nem Marcelo, deve voltar ao texto 1), lhe preparou uma espécie de medalha com dois lados para pendurar no espelho do carro com as fotos de Lenny Kravitz e Robbie Williams, a qual era virada de frente para elas conforme a música que tocava, pois adoravam suas canções e também o shape desses dois homens-cantores-gatos. Parece uma bobeira, mas é uma demonstração de carinho que só uma Polenta designer poderia ter.

Mulheres, quando têm amigas de verdade e desse quilate, encontraram o mapa do tesouro, aquele que fica guardado num baú de prata todo trabalhado e forrado de veludo roxo encorpado, repleto de boas surpresas, como cobertor para o inverno, sorvete para o calor, perfume para a primavera e creme hidratante para o outono.

(Este texto é uma homenagem ao trio das Polentas: Claudia, Ana Cristina e Ruth)

(Imagem: voceachacerto.blogspot.com)

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