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SAUDADE DE BATATA PALHA

Quando uma mulher vai morar fora de seu país, certamente sente falta de muitas coisas. É o caso de Carol, mulher jovem que arriscou e seguiu para Moscou, isso, Moscou, Rússia, 30º abaixo de zero, mas o motivo é nobre: fazer uma vida nova com um homem.

Com suas mulherices, faz balé, cuida da casa e agora está na empreitada de uma sociedade para disseminar arte contemporânea brasileira (ela é dada ao mundo do diferente, do original, do sensível).

No Natal veio para o Brasil pegar o calor do sol e do coração da família e dos amigos. Ao ser perguntada pela sogra sobre que tipo de batata poderia acompanhar o tender (no forno, super encrementada com ervas ou uma simples batata palha de saco), ela não titubeou: “Ah! Batata palha! Tô morrendo de saudade de batata palha”!

Vocês estão vendo o que é um mulherice? É isso: matar saudade de coisas simples (quando estão ao nosso alcance, mas que, quando longe, tornam-se especiais). Como ela, a própria Carol, simples mas especial, de perto ou de longe, que agora faz pequeno estoque de batata palha na mala para comer no frio de Moscou.

(Imagem: www.chefgalles.com.br)

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QUESTÃO DE EGO FORTE, SUPEREGO FRACO OU ID IDIOTIZADO?

Ouvindo Caetano hoje, disco “Velô”. “No que ela fez isso comigo / Era nunca mais ser seu amigo / Nem inimigo / Nunca mais namorado / Apaixonado / E eu e eu e eu sou / E eu e eu e eu sou”. Caramba Caetano, já havia me esquecido dessa… Mas de que amamos quem não nos merece, dessa é impossível esquecer. Aí penso que o fato de não deixarmos de gostar do outro, ou melhor, achar que gostamos, o que é bem diferente, envolve simplesmente nosso EGO. Digo EGO, pois o SUPEREGO fica incapaz de agir nos impedindo de ficar nesse tipo de situação. Mas por quê? Ele que nos impede até de fazer sexo com o Johnny Depp num sonho de nada, não nos faz parar de ficar atrás de quem não nos merece?

“No que ela não quis o meu risco / Era soprar do olho esse cisco / Que eu já nem pisco / Não dar mais energia / Minha alegria / E eu e eu eu dou / E eu eu eu dou”. Parece que uma espécie de cegueira nos impõe essa condição de não ver bem que o outro/outra não nos quer. Mas será que queremos mesmo esse outro ou é o caso de não estar mais no foco do outro que nos impele para ele? Como disse, o EGO fica tão ferido que o SUPEREGO não consegue nos censurar. E o ID nisso? O que está na nossa constituição de sujeito que o ID parece deixar sua marca na nossa idiotização, mas para apenas algumas pessoas? É, o ID é seletivo, também, como o SUPEREGO, desconfio, já que não são para todos que nos damos o trabalho de sofrer e querer a qualquer custo.

É Caetano, não sei que força tem o EGO quando um SUPEREGO deveria atuar em toda sua potência, coisa que não acontece sempre. Mas nessas situações em que ficamos que nem um imbecis “apaixonados”, eu realmente não sei o porque da fraqueza do SUPEREGO. E aí ficamos no lamento e nas atitudes burrinhas… “Mas se ela não quis meu sorvete / Por que gravá-la em videocassete / Jogar confete”. Obrigada pela inspiração, Caetano!

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RAPIDINHA 44 – Homice X Mulherice

Primeira noite de sexo de um novo casal de namorados, ambos bem, especialmente a mulher – ele com 58, deitou pelado na cama com os braços sob a cabeça; ela com 52, vinha caminhando do banheiro com uma camisola de arrasar.
ELE: “Pode fazer tudo que você quiser em mim! Tô à disposição”!
ELA: “O QUÊ?! Isso não é assim, não, meu filho. Pode começar me servindo um champanhe”!
Apenas Homice X Mulherice.

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CHUPETA GERAL!

Lúcia Cristina quando chega em casa no fim da tarde, ou melhor, no começo da noite, parece que esteve fora semanas tamanha a solicitação por sua presença, em tudo, inclusive na cozinha, onde prepara o jantar para a trupe (um filho de quase 2 anos, uma filha de 4, a outra de 13, o marido e o cachorro).

Num desses dias, a cozinha parecia um pandemônio: o menor chorava na barra da saia com fome e sono, a de 4 contava o que aconteceu na escola e a de 13, junto com o marido, discutiam sobre a novela. Só o cachorro não se manifestava.

No meio de tudo, Lúcia Cristina avistou a chupeta do menino e logo pensou no primeiro cala boca a ser acionado. Entretanto, num ato falho, meteu a chupeta na boca do marido que, atônito, ainda conseguiu dizer: “Que isso?! Eu não quero chupeta, não”!

Uma chupeta, boca errada. Mas sabem que deu certo? Todo mundo ficou calado. Até se ouviu o bocejo do cachorro.

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RAPIDINHA 43 – mimada x dengosa

Você sabe a diferença entre ser mimada e dengosa? Taí!

Essa eu ouvi de um homem quando eu falei que talvez eu fosse uma mimada.

“Nã-nã-não! Você deve é ter recebido muito dengo nessa vida e ficou foi é dengosa, você não tem nada de mimada! Uma mimada não tem posições fortes diante da vida”!

Tá vendo como a gente se engana?

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BASTA UM PAR DE BOTAS OU DE TAMANCOS

História 1: Quando entrou no quarto e acendeu a luz, PUFF! queimou! Ai, tem coisa mais chata do que lâmpada para ser trocada por uma mulher que  não tem homem em casa, ou melhor, que só tem homem fora de casa? Deixou para o dia seguinte, pois no quarto tudo parecia estar pintado de negro e todo seu potencial tátil foi colocado à prova.

De manhã pegou a escada, mas ela só tinha 1,52, e o teto era muito alto. Faltavam quase  dois palmos para alcançar o lustre. Eis que entra no quarto, descabelada e recém acordada,  a filha moça. Já mais alta do que a mãe (tinha 1m65), disse que trocaria a lâmpada. Subiu a escada, mas ainda faltava uns 15cm. Colocaram uma das antigas listas telefônicas e ainda não dava. E uma ideia luminosa se acendeu: “Coloca aquela minha bota bem alta”!

Em cima de uma escada, de botas de salto e pijaminha cor-de-rosa, uma moça trocou a lâmpada. Às gargalhadas, a mãe amava a cena. E a filha ainda fez um “Tharam!” acompanhado de pose de Gogo Girl!

 

História 2: Doida para prender uns quadrinhos na parede tentando mudar um pouco a casa após a separação, comprou uns preguinhos de aço na loja de ferragens perto de casa e subiu faceira. Depois de medir e eleger onde seriam colocados  os quadros, lembrou-se que não tinha martelo. Desanimou por segundos, até se lembrar de um par de tamancos porreta que tinha, bem pesadão.

Para que homem dentro de casa se eu tenho um par de botas e um de tamancos?

 

 

 

 

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POR CAUSA DE UMA CAIXA DE FOTOGRAFIAS

Com seus 48 anos, Paola, ao achar uma caixa com fotografias de quando tinha uns 38 anos, não gostou nada do que deixou acontecer com seu corpo durante esses dez anos: engordou, deixou de pintar os cabelos e desenvolveu uma espécie de clausura. Nas fotos aparecia de shortinho regando o jardim de uma prima que morava em New Jersey (EUA), ria toda alegria e graciosidade, a pele sempre bronzeada…

Logo depois desse choque de tristeza consigo mesma sentiu a jugular pulsar: “Não quero mais ser o que vejo de mim hoje no espelho. Basta”! E lá se foi! Dieta, retorno à yoga ashtanga e, para completar, Deus deu uma “forcinha de nada”: colocou um namorado bacana em seu caminho.

Partiu Paola! Agora caminha como se estivesse sempre de shortinho.

(Imagem: flores.culturamix.com )

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SUGESTÃO DO DIA

Certa vez, saí para jantar pela primeira vez com um cara que disse meio que estranhando o fato de eu estar comendo, com vontade, uma comida que estava maravilhosa: “Mas você come, hein”?! “Como assim?”, perguntei, já achando que o cara estava me chamando de grosseirona. “É que mulher geralmente come pouquinho, diz que tá sem fome, sei lá. E você pediu uma pasta e a está comendo com tanta apreciação e prazer que eu ainda não tinha visto numa mulher, juro”!

Sugestão do dia: coma e beba  o que quiser, estale a língua se estiver gostoso, fique à vontade, nem que seja para aproveitar a comida se o cara se revelar desinteressante. Nada de ficar tensa, parecendo “fina” em excesso (hei! finesse, só se for natural seu, do contrário fica artificial). Ser a gente mesma é a melhor coisa para a gente mesma. E se dizem que devemos ser, em primeiro lugar  nossa melhor companhia, imagine para os que estão conosco.

Pois é, cansei de ver em mesas ao lado da minha, casais que pareciam não ter muita intimidade, pois a tensão da mulher é algo muito notado, ainda que sutil (mas eu tenho essa mania horrorosa de reparar nos outros…). Vejam essa história:

Na mesa ao lado no restaurante, um jovem casal jantava. Pareciam recém casados. 1º, porque não tinham mais de 25 anos. 2º, porque a aliança parecia haver sido lustrada antes de saírem de casa. Eram bem brancos, gordinhos, ela era loira e ele nem tanto. Ela era quem menos estava à vontade, com cuidados para cortar a carne, uma tensão muito tênue a envolvia. Ele, como a maioria dos homens, comia solto, tensão zero, apetite 10.

Quando falo que era notória a falta de intimidade, é porque além de quase não conversarem (só falavam e, muito pouco, sobre a comida), embora para nada com cara de chateados, a não ser que disfarçassem muuuito bem, o que não me pareceu, não trocavam carinhos e a moça e seu modo de comer, cheio de dedos, fechava o quadro. Me pergunto: por que há tantos casais sem intimidade? Ou seriam as mulheres com sua tensão, seu desconforto disfarçado que só o faz ficar mais à mostra, deixam isso transparecer?

Moça da mesa ao lado, relaxa! Estala a língua!

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HOMEM EXPLICA PORQUE MULHERES GOSTAM DE HOMENS QUE AS FAZEM RIR

Um amigo meu, sagitariano, logo do tipo “falo o que penso e não ligo se a mulher vai se achar, pois o que me importa é ser verdadeiro”,  disse algo lindo para sua nova namorada, escorpiana, logo especial e misteriosinha (o “sinha” é por conta de suas graciosidade e brejeirice serem maior do que a penumbra peculiar do signo de Escorpião). Vejam que lindo:

“Sempre achei estranho ouvir mulheres que dizem: quero um homem que me faça rir. Mas agora entendi: descobri que adoro ter uma mulher que quando sorri tudo se ilumina, e isso me faz sorrir”.

Seu nome é Alexandre, mas no momento está (muito bem) comprometido.

 

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RAPIDINHA PORNÔ – 42ª

A amiga de uma amiga lhe contou que media os pênis de todos os homens com quem saía para ir calculando quantos quilômetros de sexo havia percorrido. E ainda dizia: “isso sem contar o entra e sai”!

(Imagem: detonandoamatrix.wordpress.com )

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