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MULHERICES, CINEMA, 1

Hoje, numa simples ida ao cinema, convivi com mulheres que sequer conhecia, aliás, algumas nem cheguei a conhecer, mas como estavam muito perto de mim, tive de ouví-las.

cafe
No quiosque do café, as duas moças que trabalhavam conversavam. Uma, de mais ou menos 30 anos estava grávida; a outra, talvez de 25, no máximo, era quem falava sem parar sobre um sujeito. Ela contava aquelas coisas que os homens fazem para nos impressionar e que nos mobilizam a aponto de acharmos que estão tão a fim de nós quanto gostaríamos. Ao mesmo tempo em que falava do moço, fingia desprezá-lo, mas na verdade estava amando o assédio.

Fiquei ali por quase uma hora, fazendo tempo para o cinema. A moça não parava de falar no cara, e o falso desprezo regado à euforia ali, borbulhando mais quente do que cada café que ela preparava. Essa mulherice é muito boba, fingir que desprezamos quando não estamos querendo que parem de nos procurar e dizer frases cheias de vontade de nós. Por que fazemos isso? Não sei. Talvez seja esse o jogo, fingir desprezo para se derreter logo em seguida nos braços do cabra. Ou, o que temo, achar que estamos no comando do flerte e temos a quem quiser em nossas mãos. Flerte, jogo, conquista, campanha. Há muito tempo escrevi que homem em campanha é tudo de bom, “bóra” aproveitar! Curta o assédio, não precisa fingir que não liga se você liga. Faça o charme necessário, mas não o trate como merecedor de desprezo se você estiver curtindo. Divirta-se! Por que essa necessidade de dizer, para os outros, que não está nem aí? Sei lá de onde vem isso…

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DENTUCINHA

Margarida quando ficou viúva decidiu que faria uma super cirurgia plástica para ficar mais jovem e bonita. Já com seus quase 60 anos, inclusive foi ao dentista para uma reabilitação oral. Parecia que estava naqueles reality shows onde as pessoas passam por uma recauchutagem total.

Depois do sumiço, voltou a circular pelos espaços onde já lhe conheciam para se exibir, toda poderosa em sua mulherice exuberante. Entretanto, ao chegar à loja onde comprava roupas, a gerente que veio lhe abraçar, toda animada, tomou um susto: Margarida estava dentucinha. Pensando que talvez fosse um erro do dentista, ficou louca para perguntar se algo havia acontecido de errado, mas não teve coragem. Contudo, para sua outra surpresa, Margarida já foi falando que estava felicíssima com o resultado geral, mas que, o que mais lhe agradara, foi o “dentinho” que o dentista colocara, pois era assim que ela era quando jovem, dentucinha. “Além disso, faz um chiadinho  quando eu falo, um charme, né gente”?

A gerente deu um sorrisinho amarelo; cada uma com seu dentinho, né?

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DUAS MULHERES, UM VESTIDO

Sabe aquele vestido que você tem há pelo menos uns 5 anos, bem bonitinho, leve, estampado, que fica uma graça em você e, o melhor, ainda lhe cabe e serve para ir à uma festinha?

Quando Valentina se arrumou para ir ao aniversário de 7 anos da filha de uma super amiga, elegeu um vestido daquele tipo: malha fria, estampado, com mangas bacanas, de uma loja bem legal também. Para acompanhar, sapatilhas e uma bolsa cheia de franjas que trataram de fechar toda a bossa. E lá se foi alegre para uma comemoração que, sabia, seria ótima!

Beijos, abraços, festa, comida delícia, animador engraçado e não ridículo como geralmente se vê, amiga feliz, amigos queridos na mesma mesa. Eis que, de repente, ao mirar duas mesas à sua esquerda, Valentina vê um vestido e-xa-ta-men-te-i-dên-ti-co ao seu.

Primeiro veio aquele estranhamento que uma mulher sente quando vê seu vestido numa outra. O vestido, embora igual, parece não ser o mesmo. Valentina morena, a outra loura de reflexos. E por aí vem vindo as diferenças que começam a fazer um mesmo vestido parecer diferente num corpo diferente.

E o fascínio? Não conseguir parar de olhar a outra com o SEU vestido?!  Há quem não se importe (muito), há quem fique (muito/pouco) chateada, mas seja lá qual for sua reação, não passará de uma mulherice, pois é quase impossível não ficar olhando e comentando conforme Valentina: “Gente! Olha a mulher com um vestido igual ao meu!”; “Bem”, se consolou Valentina, “Como eu, ela está de vestido velho, estamos juntas na derrota”. 

Mulherice? De certo! Mas uma coisa é certa: pelo menos um vestido não veste igual em duas pessoas diferentes. Um ser único ainda suplanta qualquer possibilidade de se ficar igual com o mesmo vestido.

(Imagem: whysoorandom.blogspot.com)

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PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO “PÁGINAS DE VALENTINA”

“Valentina, textos frescos, leves, ácidos e picantes na medida exata! Saboreei e quero mais. Brindemos Claudia Medeiros!!!!
Super recomendo!

(Da leitora Emilce Lima)


Para adquirir um Livro, busque o site http://www.editoramultifoco.com.br e Lojas da Livraria da Travessa – Rio de Janeiro, Brasil.

 

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FAZENDA NUNCA MAIS!

Karla, assim que se casou, foi com o marido à fazendo de um tio dele. Pegaram um avião até Belo Horizonte e mais um Ônibus daqueles que pareciam lombo de burro em estrada tortuosa e esburacada. A fazenda ficava numa cidadezinha (segundo ela, parecia ter só quatro ruas).

No primeiro dia foram andar a cavalo. Ela, num mais manso, meio pangaré, chega no final do dia estava toda assada de tanto que o cavalo socava. Já o marido, empinava o cavalo, corria … Parecia o Zorro quando saía de cena.

Na cidade, ao pararem na padaria, ela escutou um CHÓÓÓÓÓ ‘! “O Que é Isso?”, gritou assustada e matando o marido de vergonha, pois o tio era prefeito daquelas quatro ruas e o cavalo dela estava era fazendo um super-xixi!

De tarde se deitou na rede para descansar. Quando foi levantar, deu de cara com um camaleão que a mirava compenetradamente (“Aquilo, prá mim, era um jacaré, gente!”). E nada do bicho sair nem deixar de encará-la. Ela começou a gritar pelo marido que veio correndo, mas se irritou um pouco com aquela mulherice.

De noite, hora de dormir, um camundongo correu pelo quarto, outro berro!

De manhã, já estressada, disse que não ficava lá “mais nem um minuto!”. O Marido pediu só pra dar mais um galope, e lá se foi, empinando o cavalo.

No avião, sentindo-se salva pelo clima urbano, sorriu aliviada. E tudo aquilo só para o marido brincar de Zorro!

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QUANDO A LAGARTIXA FOI EMBORA

Rosimeri tem uma das mulherices mais comuns do mundo: medo de lagartixa! Mas essa história foi contada por causa de um comentário seu sobre os animais (“experimente falar com os animais, eles escutam!”).

Defendendo sua tese contou que, um dia, ao chegar  à porta do quarto de empregada, viu próxima ao portal, no chão, uma “lagartixa bebê, daquelas branquinhas, sabe”? C omo não tem coragem de matar bicho nenhum, que dirá uma lagartixinha, ela abaixou e disse: “- Olha, só não pode sair daí, tá”? E assim foi uma semana, 1o dias, ela indo ver a lagartixa que crescia a cada dia.

Mas houve uma vez em em que ela achou a lagartixa muito grande, aí o medo voltou (“Ai! O que eu faço com você? Agora estou ficando com medo demais, você está muito grande, lagartixa… Por que você não vai embora, assim, achar outra casa com mais insetos?”).

No dia seguinte, ao chegar no portal, cadê a lagartixa? Sumiu!. Rosimeri começou a chorar. 1º, porque se sentiu culpada; 2º, porque pensou que a lagartixa,, ao sair de lá poderia morrer numa casa onde não houvesse clemência pelos animais, por mais nervoso que possam provocar.

Medo de lagartixa é mulherice barata perto de chorar por uma lagartixa que foi embora.

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MULHERICES INFORMA: Lançamento do livro PÁGINAS DE VALENTINA – RIO DE JANEIRO, Brasil!!!!!

paginas de valentina (3)

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fevereiro 6, 2014 · 14:05