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RAPIDINHA 57: DOIS HOMENS, UMA MULHER, DUAS VISÕES

“Sabe o que meu nome quer dizer? Claudia significa aquela que manca…”

O homem filósofo disse: “Pois o homem que manca está muito mais perto do homem real do que aquele que bate os recordes mundiais, minha querida Claudinha…”

O homem piloto de avião disse: “Que nada, Claudia é nome de mulher assim, bonita, gostosa… Vem cá…”

O primeiro se chamava Leandro. O segundo Leonardo. Mas não davam uma dupla para nada.

 

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DON JUAN DE FATO – revisitando Johnny Depp

Don Juan de Marco é um filme daqueles que, quem viu, não se esquece. Primeiro, pelo roteiro original e tocante; segundo, pelas brilhantes atuações; terceiro, pela fotografia; quarto, pela música maravilhosa; quinto, pela atuação memorável de Marlon Brando e, bem, sexto, mas não como último lugar, mas como destaque, temos Johnny Depp (*suspiro), num papel que parece  feito para ele: exigência de versatilidade, sex appeal, graça, carisma e beleza.

Johnny é um desses atores inesquecíveis por si só, com seu jeito maroto e despojamento chique. Mas esse filme parece ter lhe dado a chance de cunhar o que eu chamaria de Don Juan de Fato, inauguração de uma figura de Don Juan talvez não imaginada, para quem a conquista não é apenas uma questão de ego, mas uma experiência na qual se coloca em jogo saberes sobre as mulheres. Saberes sobre como olhar para as mulheres simplesmente no sentido de amá-las e fazê-las atendidas no seu maior segredo: sentirem-se amadas a ponto de não se lembrarem de que têm barriga ou que não estão depiladas. Depp, em seu Don Juan, celebra as mulheres com todo respeito e dedicação que um homem deve por elas ter. Espero que ele, o próprio Johnny, tenha aprendido essa lição, aliás, algo que gostaria que ele pudesse me provar, de fato!

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RAPIDINHA 55 – CASAMENTO DIFERENTE

 

Mulheres do Rio Grande Sul, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul combinando de saírem para a balada no Rio de Janeiro, depois de um dia de trabalho:

“Kenia não vai porque é casada…”, disse Ana. “Ué, mas você também não é casada, e vai?”, respondeu Tânia; “Mas o meu casamento é diferente do dela, eu minto para o meu marido e faço as coisas…”

 

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A NOITE EM QUE DORMI COM ELVIS PRESLEY

(Há histórias que nos contam, mas embora pareçam mentira, são verdade, como esta aqui; e eu lhes direi porquê.)

“Não vai dar para você dormir aqui comigo…Você só tem 16 anos!”, disse Elvis Presley em resposta à súplica de Kate, moça simplória que teve a sorte de morar numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos na qual o cantor fazia um daqueles seus shows no início de sua carreira.

Década de 50, EUA. Quando soube que o Rei do Rock estaria em sua cidade, Kate pediu ao pai que lhe comprasse ingresso para as três noites. O pai só comprou um, e meio a contra-gosto, pois não gostava desse negócio de Rock.

Arrumou-se toda, vestido cinturado, saia rodada, sapatilha de verniz. 16 anos. E muita determinação. Depois que o show acabou, bateu à porta do chalé no hotelzinho onde Elvis iria dormir. Como conseguiu? Sua tia era dona. Primeira sorte. Segunda sorte: Elvis abriu a porta. Ainda era jovem e não tão famoso a ponto de ter alguém que lhe mediasse essas coisas.

“Posso dormir aqui com você?”, sem nem deixar o Rei dizer “boa noite” ou “quem é você”. A linda Kate (sim, era lindinha, como em 1999, já senhora, quando contou essa aventura) engolia o choro da emoção diante do homem mais bonito e sexy que já havia visto na vida. Elvis, delicadamente, lhe disse que não seria possível, acabara de fazer um show e estava muito cansado. Deu-lhe um beijinho na testa e se despediu.

Após o show do dia seguinte foi a mesma coisa. Bateu-lhe à porta, dessa vez ele só gritou que estava no banho, que já já iria dormir. Mas na terceira noite ela se antecipou e ficou sentada à porta do chalé. Quando ele chegou, Kate se agarrou aos joelhos do Rei, que carinhosamente lhe ergueu e, olhando-a nos olhos disse: “- Não vai dar para você dormir aqui comigo…Você só tem 16 anos! Você quer que eu vá preso?”. Kate disse que ninguém sabia que ela estava ali, que ele iria embora da cidade e provavelmente nunca mais iria encontrá-lo e falou, falou, falou até não ter mais palavras e lágrimas para chorar. Elvis então respondeu: “- Olha, você vai dormir aqui, mas não irá acontecer nada, ouviu?” E assim foi. Kate contou que Elvis tomou banho, vestiu o short do pijama, tomou uns remédios e, simplesmente, apagou com uma mão atrás da cabeça e a outra dada com a dela. Kate não se lembra de ter dormido, apenas de que ficou olhando para ele a noite toda, e que também passava-lhe a mão nos cabelos, no peito…

Quem me contou essa história foi uma professora de dança que veio dar uma palestra para os professores da instituição onde trabalho. Não sei porque falei de Elvis, de quem sou super fã, e ela então, animada, me contou a história de Kate, que conheceu em 1999, quando foi fazer um curso de dança em Nova York. Como eu, ela também acreditou na história, principalmente por ter sido na voz de uma emocionada e alegre senhorinha americana. E a prova de que é verdade, a meu ver, é que Elvis agiu assim com Priscila, com quem depois se casou, quando foi morar com ele, fugida de casa. Elvis prometeu ao pai dela não ter muitas intimidades até que se casassem, já que ela era menor de idade. E cumpriu. Certamente, foi o que ocorreu com Kate. Além disso, o Rei era adicto, tomava verdadeiras bombas para dormir, acordar, viver. Logo, talvez preferisse seu vício, quem sabe?

Eis a história de Kate. Maravilhosa, não?

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SACANAGEM CIENTÍFICA

Cinco amigas cinquentonas, reclamando da vida sem dinheiro, não da vida em si, por favor, que a vida é boa quando se tem amigas bacanas, elas garantem. Mas o que fazer para ganhar mais dinheiro? Especialmente em tempos de alta de tudo no Brasil, como a conta de luz; discutiam e riam pelo WhatsApp:

“- Benditos ares condicionados!”

– “Vamos morar todas numa casa só para economizar!”

“- Não, vamos fazer um mochilão! Não, escrever um livro!”Casa-da-luz-vermelha

“- Abrir um hostel no subúrbio!”

“- Eu quero a mega-sena!!!!”

“- Ou fundamos uma casa da luz vermelha! Hahahahaha!”

Essa última frase não prestou. Dali começaram:

“- Será para senis! Hahahaha!”

“- Nada disso! Será só para rapazes acima de 18 anos, para ninguém ir em cana. Será uma casa de iniciação; para os homens aprenderem como comer as mulheres direito, que os homens da nossa geração… Contam-se nos dedos os que sabem bem o que fazer conosco!”

“- Será que teríamos clientes?”

“- Teríamos, sim, com certeza!”

“- Casa de iniciação, como uma seita secreta, tipo aquele filme do Kubrick, com o Tom  Cruise. Mas com homens jovens, porque eu não aguento mais ver pau meia-bomba na minha frente!”

“- Ué, mas os novinhos também são brochas…Teríamos iniciação até para pau mole, não tem como escapar…”

” – Mas entre jovens os casos de brochice reduzem muito.”

“- Sem segurar o cabelo!”

“- Hahahaha! Só malucas! Esqueceram que cansa? Haja joelhos, ombros e munhecas!”

“- Contrataremos um arquiteto especializado em ergonomia para a mobília e outros apetrechos, tudo bem profissional.”

“- Tô dentro, literalmente!! Hahahaha!”

“- O tal arquiteto deverá elaborar uma cadeira erótica que contemple boas aulas e redução de esforço desses grupos musculares! Sacanagem puramente científica!”

“- Olha, vendo nossa animação, tô começando a achar que Nelson Rodrigues tinha razão: todas as mulheres são ‘lutas’ (corrige), puras (corrige),putas! Gente, o corretor do meu celular não consegue escrever PUTAS! Hahahaha!!!”

“- Deve ser de uma religião dessas hipócritas. Ecoterrorista! Hahahaha!”

“- Invasor de conversas femininas!”

E se despediram, rindo sozinhas, cada uma em seu local de trabalho, porque alguém tem que trabalhar para pagar essa conta de luz!

 

 

 

 

 

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RAPIDINHA 53 – PAPO DE HOMEM

“Cara! Ela arrancou meu coração e não foi com cirurgia, não!”

Frase dita por um segurança de terno preto no meio do calor da tarde, para um companheiro. Tinha de registrar.

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.300 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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