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A NOITE EM QUE DORMI COM ELVIS PRESLEY

(Há histórias que nos contam, mas embora pareçam mentira, são verdade, como esta aqui; e eu lhes direi porquê.)

“Não vai dar para você dormir aqui comigo…Você só tem 16 anos!”, disse Elvis Presley em resposta à súplica de Kate, moça simplória que teve a sorte de morar numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos na qual o cantor fazia um daqueles seus shows no início de sua carreira.

Década de 50, EUA. Quando soube que o Rei do Rock estaria em sua cidade, Kate pediu ao pai que lhe comprasse ingresso para as três noites. O pai só comprou um, e meio a contra-gosto, pois não gostava desse negócio de Rock.

Arrumou-se toda, vestido cinturado, saia rodada, sapatilha de verniz. 16 anos. E muita determinação. Depois que o show acabou, bateu à porta do chalé no hotelzinho onde Elvis iria dormir. Como conseguiu? Sua tia era dona. Primeira sorte. Segunda sorte: Elvis abriu a porta. Ainda era jovem e não tão famoso a ponto de ter alguém que lhe mediasse essas coisas.

“Posso dormir aqui com você?”, sem nem deixar o Rei dizer “boa noite” ou “quem é você”. A linda Kate (sim, era lindinha, como em 1999, já senhora, quando contou essa aventura) engolia o choro da emoção diante do homem mais bonito e sexy que já havia visto na vida. Elvis, delicadamente, lhe disse que não seria possível, acabara de fazer um show e estava muito cansado. Deu-lhe um beijinho na testa e se despediu.

Após o show do dia seguinte foi a mesma coisa. Bateu-lhe à porta, dessa vez ele só gritou que estava no banho, que já já iria dormir. Mas na terceira noite ela se antecipou e ficou sentada à porta do chalé. Quando ele chegou, Kate se agarrou aos joelhos do Rei, que carinhosamente lhe ergueu e, olhando-a nos olhos disse: “- Não vai dar para você dormir aqui comigo…Você só tem 16 anos! Você quer que eu vá preso?”. Kate disse que ninguém sabia que ela estava ali, que ele iria embora da cidade e provavelmente nunca mais iria encontrá-lo e falou, falou, falou até não ter mais palavras e lágrimas para chorar. Elvis então respondeu: “- Olha, você vai dormir aqui, mas não irá acontecer nada, ouviu?” E assim foi. Kate contou que Elvis tomou banho, vestiu o short do pijama, tomou uns remédios e, simplesmente, apagou com uma mão atrás da cabeça e a outra dada com a dela. Kate não se lembra de ter dormido, apenas de que ficou olhando para ele a noite toda, e que também passava-lhe a mão nos cabelos, no peito…

Quem me contou essa história foi uma professora de dança que veio dar uma palestra para os professores da instituição onde trabalho. Não sei porque falei de Elvis, de quem sou super fã, e ela então, animada, me contou a história de Kate, que conheceu em 1999, quando foi fazer um curso de dança em Nova York. Como eu, ela também acreditou na história, principalmente por ter sido na voz de uma emocionada e alegre senhorinha americana. E a prova de que é verdade, a meu ver, é que Elvis agiu assim com Priscila, com quem depois se casou, quando foi morar com ele, fugida de casa. Elvis prometeu ao pai dela não ter muitas intimidades até que se casassem, já que ela era menor de idade. E cumpriu. Certamente, foi o que ocorreu com Kate. Além disso, o Rei era adicto, tomava verdadeiras bombas para dormir, acordar, viver. Logo, talvez preferisse seu vício, quem sabe?

Eis a história de Kate. Maravilhosa, não?

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SACANAGEM CIENTÍFICA

Cinco amigas cinquentonas, reclamando da vida sem dinheiro, não da vida em si, por favor, que a vida é boa quando se tem amigas bacanas, elas garantem. Mas o que fazer para ganhar mais dinheiro? Especialmente em tempos de alta de tudo no Brasil, como a conta de luz; discutiam e riam pelo WhatsApp:

“- Benditos ares condicionados!”

– “Vamos morar todas numa casa só para economizar!”

“- Não, vamos fazer um mochilão! Não, escrever um livro!”Casa-da-luz-vermelha

“- Abrir um hostel no subúrbio!”

“- Eu quero a mega-sena!!!!”

“- Ou fundamos uma casa da luz vermelha! Hahahahaha!”

Essa última frase não prestou. Dali começaram:

“- Será para senis! Hahahaha!”

“- Nada disso! Será só para rapazes acima de 18 anos, para ninguém ir em cana. Será uma casa de iniciação; para os homens aprenderem como comer as mulheres direito, que os homens da nossa geração… Contam-se nos dedos os que sabem bem o que fazer conosco!”

“- Será que teríamos clientes?”

“- Teríamos, sim, com certeza!”

“- Casa de iniciação, como uma seita secreta, tipo aquele filme do Kubrick, com o Tom  Cruise. Mas com homens jovens, porque eu não aguento mais ver pau meia-bomba na minha frente!”

“- Ué, mas os novinhos também são brochas…Teríamos iniciação até para pau mole, não tem como escapar…”

” – Mas entre jovens os casos de brochice reduzem muito.”

“- Sem segurar o cabelo!”

“- Hahahaha! Só malucas! Esqueceram que cansa? Haja joelhos, ombros e munhecas!”

“- Contrataremos um arquiteto especializado em ergonomia para a mobília e outros apetrechos, tudo bem profissional.”

“- Tô dentro, literalmente!! Hahahaha!”

“- O tal arquiteto deverá elaborar uma cadeira erótica que contemple boas aulas e redução de esforço desses grupos musculares! Sacanagem puramente científica!”

“- Olha, vendo nossa animação, tô começando a achar que Nelson Rodrigues tinha razão: todas as mulheres são ‘lutas’ (corrige), puras (corrige),putas! Gente, o corretor do meu celular não consegue escrever PUTAS! Hahahaha!!!”

“- Deve ser de uma religião dessas hipócritas. Ecoterrorista! Hahahaha!”

“- Invasor de conversas femininas!”

E se despediram, rindo sozinhas, cada uma em seu local de trabalho, porque alguém tem que trabalhar para pagar essa conta de luz!

 

 

 

 

 

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RAPIDINHA 53 – PAPO DE HOMEM

“Cara! Ela arrancou meu coração e não foi com cirurgia, não!”

Frase dita por um segurança de terno preto no meio do calor da tarde, para um companheiro. Tinha de registrar.

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Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.300 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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MULHERICES, CINEMA, 1

Hoje, numa simples ida ao cinema, convivi com mulheres que sequer conhecia, aliás, algumas nem cheguei a conhecer, mas como estavam muito perto de mim, tive de ouví-las.

cafe
No quiosque do café, as duas moças que trabalhavam conversavam. Uma, de mais ou menos 30 anos estava grávida; a outra, talvez de 25, no máximo, era quem falava sem parar sobre um sujeito. Ela contava aquelas coisas que os homens fazem para nos impressionar e que nos mobilizam a aponto de acharmos que estão tão a fim de nós quanto gostaríamos. Ao mesmo tempo em que falava do moço, fingia desprezá-lo, mas na verdade estava amando o assédio.

Fiquei ali por quase uma hora, fazendo tempo para o cinema. A moça não parava de falar no cara, e o falso desprezo regado à euforia ali, borbulhando mais quente do que cada café que ela preparava. Essa mulherice é muito boba, fingir que desprezamos quando não estamos querendo que parem de nos procurar e dizer frases cheias de vontade de nós. Por que fazemos isso? Não sei. Talvez seja esse o jogo, fingir desprezo para se derreter logo em seguida nos braços do cabra. Ou, o que temo, achar que estamos no comando do flerte e temos a quem quiser em nossas mãos. Flerte, jogo, conquista, campanha. Há muito tempo escrevi que homem em campanha é tudo de bom, “bóra” aproveitar! Curta o assédio, não precisa fingir que não liga se você liga. Faça o charme necessário, mas não o trate como merecedor de desprezo se você estiver curtindo. Divirta-se! Por que essa necessidade de dizer, para os outros, que não está nem aí? Sei lá de onde vem isso…

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DENTUCINHA

Margarida quando ficou viúva decidiu que faria uma super cirurgia plástica para ficar mais jovem e bonita. Já com seus quase 60 anos, inclusive foi ao dentista para uma reabilitação oral. Parecia que estava naqueles reality shows onde as pessoas passam por uma recauchutagem total.

Depois do sumiço, voltou a circular pelos espaços onde já lhe conheciam para se exibir, toda poderosa em sua mulherice exuberante. Entretanto, ao chegar à loja onde comprava roupas, a gerente que veio lhe abraçar, toda animada, tomou um susto: Margarida estava dentucinha. Pensando que talvez fosse um erro do dentista, ficou louca para perguntar se algo havia acontecido de errado, mas não teve coragem. Contudo, para sua outra surpresa, Margarida já foi falando que estava felicíssima com o resultado geral, mas que, o que mais lhe agradara, foi o “dentinho” que o dentista colocara, pois era assim que ela era quando jovem, dentucinha. “Além disso, faz um chiadinho  quando eu falo, um charme, né gente”?

A gerente deu um sorrisinho amarelo; cada uma com seu dentinho, né?

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DUAS MULHERES, UM VESTIDO

Sabe aquele vestido que você tem há pelo menos uns 5 anos, bem bonitinho, leve, estampado, que fica uma graça em você e, o melhor, ainda lhe cabe e serve para ir à uma festinha?

Quando Valentina se arrumou para ir ao aniversário de 7 anos da filha de uma super amiga, elegeu um vestido daquele tipo: malha fria, estampado, com mangas bacanas, de uma loja bem legal também. Para acompanhar, sapatilhas e uma bolsa cheia de franjas que trataram de fechar toda a bossa. E lá se foi alegre para uma comemoração que, sabia, seria ótima!

Beijos, abraços, festa, comida delícia, animador engraçado e não ridículo como geralmente se vê, amiga feliz, amigos queridos na mesma mesa. Eis que, de repente, ao mirar duas mesas à sua esquerda, Valentina vê um vestido e-xa-ta-men-te-i-dên-ti-co ao seu.

Primeiro veio aquele estranhamento que uma mulher sente quando vê seu vestido numa outra. O vestido, embora igual, parece não ser o mesmo. Valentina morena, a outra loura de reflexos. E por aí vem vindo as diferenças que começam a fazer um mesmo vestido parecer diferente num corpo diferente.

E o fascínio? Não conseguir parar de olhar a outra com o SEU vestido?!  Há quem não se importe (muito), há quem fique (muito/pouco) chateada, mas seja lá qual for sua reação, não passará de uma mulherice, pois é quase impossível não ficar olhando e comentando conforme Valentina: “Gente! Olha a mulher com um vestido igual ao meu!”; “Bem”, se consolou Valentina, “Como eu, ela está de vestido velho, estamos juntas na derrota”. 

Mulherice? De certo! Mas uma coisa é certa: pelo menos um vestido não veste igual em duas pessoas diferentes. Um ser único ainda suplanta qualquer possibilidade de se ficar igual com o mesmo vestido.

(Imagem: whysoorandom.blogspot.com)

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PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO “PÁGINAS DE VALENTINA”

“Valentina, textos frescos, leves, ácidos e picantes na medida exata! Saboreei e quero mais. Brindemos Claudia Medeiros!!!!
Super recomendo!

(Da leitora Emilce Lima)


Para adquirir um Livro, busque o site http://www.editoramultifoco.com.br e Lojas da Livraria da Travessa – Rio de Janeiro, Brasil.

 

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FAZENDA NUNCA MAIS!

Karla, assim que se casou, foi com o marido à fazendo de um tio dele. Pegaram um avião até Belo Horizonte e mais um Ônibus daqueles que pareciam lombo de burro em estrada tortuosa e esburacada. A fazenda ficava numa cidadezinha (segundo ela, parecia ter só quatro ruas).

No primeiro dia foram andar a cavalo. Ela, num mais manso, meio pangaré, chega no final do dia estava toda assada de tanto que o cavalo socava. Já o marido, empinava o cavalo, corria … Parecia o Zorro quando saía de cena.

Na cidade, ao pararem na padaria, ela escutou um CHÓÓÓÓÓ ‘! “O Que é Isso?”, gritou assustada e matando o marido de vergonha, pois o tio era prefeito daquelas quatro ruas e o cavalo dela estava era fazendo um super-xixi!

De tarde se deitou na rede para descansar. Quando foi levantar, deu de cara com um camaleão que a mirava compenetradamente (“Aquilo, prá mim, era um jacaré, gente!”). E nada do bicho sair nem deixar de encará-la. Ela começou a gritar pelo marido que veio correndo, mas se irritou um pouco com aquela mulherice.

De noite, hora de dormir, um camundongo correu pelo quarto, outro berro!

De manhã, já estressada, disse que não ficava lá “mais nem um minuto!”. O Marido pediu só pra dar mais um galope, e lá se foi, empinando o cavalo.

No avião, sentindo-se salva pelo clima urbano, sorriu aliviada. E tudo aquilo só para o marido brincar de Zorro!

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QUANDO A LAGARTIXA FOI EMBORA

Rosimeri tem uma das mulherices mais comuns do mundo: medo de lagartixa! Mas essa história foi contada por causa de um comentário seu sobre os animais (“experimente falar com os animais, eles escutam!”).

Defendendo sua tese contou que, um dia, ao chegar  à porta do quarto de empregada, viu próxima ao portal, no chão, uma “lagartixa bebê, daquelas branquinhas, sabe”? C omo não tem coragem de matar bicho nenhum, que dirá uma lagartixinha, ela abaixou e disse: “- Olha, só não pode sair daí, tá”? E assim foi uma semana, 1o dias, ela indo ver a lagartixa que crescia a cada dia.

Mas houve uma vez em em que ela achou a lagartixa muito grande, aí o medo voltou (“Ai! O que eu faço com você? Agora estou ficando com medo demais, você está muito grande, lagartixa… Por que você não vai embora, assim, achar outra casa com mais insetos?”).

No dia seguinte, ao chegar no portal, cadê a lagartixa? Sumiu!. Rosimeri começou a chorar. 1º, porque se sentiu culpada; 2º, porque pensou que a lagartixa,, ao sair de lá poderia morrer numa casa onde não houvesse clemência pelos animais, por mais nervoso que possam provocar.

Medo de lagartixa é mulherice barata perto de chorar por uma lagartixa que foi embora.

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