Arquivo da categoria: Sentimentos

Sem eles, estamos vazios.

RAPIDINHA 56 – QUANDO O CORPO CHORA

Às vezes os nossos olhos não são suficientes para derramar uma dor. Aí nosso corpo chora.

O que acontece em nosso cérebro quando estamos deprimidos?

 

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“DO AMOR”

Conforme está a vida de Ana Luíza, seleciona um episodio da série “Do Amor”, que passava no canal Multishow, e o assiste pela milésima vez. Quando encontra-se na fase de um novo love, ela assiste ao primeiro episódio (“Do início ao fim”). Se terminou com o namorado, aí já é outro. E assim vai chorando, lutando, sorrindo, fazendo amor, sonhando, indo a festas com Ana Flor, a heroína. Seria como dividir os capítulos da série de sua vida, esgotando sentimentos e momentos, como se não pudessem nunca terminar.

Mulheres têm isso. Vão fundo nos sentimentos. Precisam compartilhar dramas, alegrias, intimidades, mesmo que seja com uma personagem. Pintam seus dias com as cores de outras mulheres, mas que no fundo, talvez sejam  as mesmas cores.

Ana Flor, Ana Luíza, todas Anas, com vontade de encontrar a felicidade.

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E ELES FORAM FELIZES PARA SEMPRE… O livro PÁGINAS DE VALENTINA

 

Exibindo CAPA_Páginas de Valentina.jpgE eles foram felizes para sempre…

 Valentina nunca acreditou em príncipe encantado até conhecer Marcelo. A partir desse encontro, sua história se desdobra em crônicas, reunidas no livro “Páginas de Valentina”, que revelam as agruras e delícias da vida de uma mulher sensacional, alegre e sensível que sempre soube o que quer: ser feliz.

 Independente e bem resolvida na vida, a divertida Valentina adorava provocar suas amigas com o assunto sobre as princesas: “Será que a Branca de Neve não era feliz com os sete anões? Parecia que sim, apesar de ser discutível trabalhar como empregada doméstica de sete homens porquinhos. A princesa não demonstrava se sentir explorada, como se até fazer faxina fosse coisa molinha. E a Cinderela que também nunca reclamava de assoberbar-se, gente!”.

 

Assim é a personagem principal do livro Páginas de Valentina, de autoria de Claudia Medeiros, que se revela presente dentro cada mulher através de seu universo feminino peculiar povoado de mulherices (coisas de mulher) e homices (coisas de homem). E Valentina tinha uma convicção: a de que príncipe encantado não existe. Porém, num belo dia, após um encontro, isso de tornou uma dúvida seguida de muitas outras: o que é felicidade? O que é ser mulher? Somos princesas?

Carioca da gema, Claudia Medeiros é pedagoga e Mestre em Educação Brasileira pela PUC-Rio. Cheia de mulherices, adora Elvis Presley, Johnny Depp, Gene Kelly, filosofia, cinema, além dos autores Leandro Konder e Walter Benjamin. É autora do blog mulhericesblog.com que deu origem ao tema explorado em seu primeiro livro, Páginas de Valentina, no qual revela que o cotidiano de uma mulher é escrito por ela a cada dia e invadido por muitas histórias dos outros sobre as quais não se tem controle.

Princesas, príncipes… Tudo isso é parte de um ideário coletivo que, mesmo criticado, vai nos constituindo como sujeitos… Daí que quando um homem tem traços de um príncipe, seduz. Até mesmo a descrente Valentina. E o que as histórias de Páginas de Valentina pretendem mostrar é que a vida das mulheres não depende de um (muitas vezes aparente) campo afetivo de sucesso para que sejam felizes ou respeitadas. Que podemos ir muito além do estereótipo de princesas à espera de um príncipe encantado, pois há uma vida cheia de desafios, boas surpresas e alegrias que independem da presença de um homem. Além disso, olhar com mais senso de humor os dramas do cotidiano feminino”, conta a autora.

  

“Páginas de Valentina”, de Claudia Medeiros – Editora Multifoco

Lançamento: dia 14 de fevereiro (sexta-feira), às 19 horas

Local: Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ

Preço: R$ 36,00

À venda nos sites  apartir de 14/2: www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e http://www.editoramultifoco.com.br

 Mais informações à imprensa:

Andréa Dias – 21 981442702 / andreadias@percursocom.com

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QUESTÃO DE EGO FORTE, SUPEREGO FRACO OU ID IDIOTIZADO?

Ouvindo Caetano hoje, disco “Velô”. “No que ela fez isso comigo / Era nunca mais ser seu amigo / Nem inimigo / Nunca mais namorado / Apaixonado / E eu e eu e eu sou / E eu e eu e eu sou”. Caramba Caetano, já havia me esquecido dessa… Mas de que amamos quem não nos merece, dessa é impossível esquecer. Aí penso que o fato de não deixarmos de gostar do outro, ou melhor, achar que gostamos, o que é bem diferente, envolve simplesmente nosso EGO. Digo EGO, pois o SUPEREGO fica incapaz de agir nos impedindo de ficar nesse tipo de situação. Mas por quê? Ele que nos impede até de fazer sexo com o Johnny Depp num sonho de nada, não nos faz parar de ficar atrás de quem não nos merece?

“No que ela não quis o meu risco / Era soprar do olho esse cisco / Que eu já nem pisco / Não dar mais energia / Minha alegria / E eu e eu eu dou / E eu eu eu dou”. Parece que uma espécie de cegueira nos impõe essa condição de não ver bem que o outro/outra não nos quer. Mas será que queremos mesmo esse outro ou é o caso de não estar mais no foco do outro que nos impele para ele? Como disse, o EGO fica tão ferido que o SUPEREGO não consegue nos censurar. E o ID nisso? O que está na nossa constituição de sujeito que o ID parece deixar sua marca na nossa idiotização, mas para apenas algumas pessoas? É, o ID é seletivo, também, como o SUPEREGO, desconfio, já que não são para todos que nos damos o trabalho de sofrer e querer a qualquer custo.

É Caetano, não sei que força tem o EGO quando um SUPEREGO deveria atuar em toda sua potência, coisa que não acontece sempre. Mas nessas situações em que ficamos que nem um imbecis “apaixonados”, eu realmente não sei o porque da fraqueza do SUPEREGO. E aí ficamos no lamento e nas atitudes burrinhas… “Mas se ela não quis meu sorvete / Por que gravá-la em videocassete / Jogar confete”. Obrigada pela inspiração, Caetano!

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PORQUE TODA MULHER PRECISA SABER LER

Essa é a história de Maria, mulher de trinta e poucos anos que morava numa favela em São Paulo. Como muitas pessoas de sua comunidade, ela era analfabeta.

Um novo professor fora chamado na escola e lhe peguntou por que ela queria aprender a ler. Maria respondeu que gostaria de saber o que estava escrito em bilhetinhos que às vezes encontrava nos bolsos do paletó do marido. O professor pediu que ela lhe trouxesse um dos bilhetes.

No dia seguinte ela trouxe, e disse ao professor que lhe dissesse o que estava escrito e ele, como bom alfabetizador, lhe responde: “Quem vai ler isso é você”! Em menos de 3 meses Maria aprendeu a ler.

E separou-se.

(Imagem: rebiscoito.com.br )

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RAPIDINHA 40 – Homem

“Mulher, para mim, tem de ter, no barato, mais de 35 anos! Não sei como os caras sentem tesão por mocinhas que poderiam ser suas filhas. Eu, quando vejo um homem falar de uma garota, penso logo na minha filha de 22 anos e não consigo ver essa graça toda. Não concebo a ideia de desejar uma mulher que poderia ser minha filha”.

(Fala de um ex-namorado. Bati palmas.)

(Imagem: www.gazetaesportiva.net)

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O ESPÍRITO SACANA DOS CUPIDOS

Há muitas histórias envolvendo a ação dos Cupidos e suas flechadas certeiras. Entretanto, há também aquelas em que o cara passa na hora em que a flecha estava apontada para outro. Aí, babau!

Essa história que ouvi parece ser uma dessas de Cupido.

Catarina resolveu morar em Búzios depois de ter vivido fora do Brasil por uns dois anos. Simplesmente não aguentou a loucura do Rio de Janeiro, passou a estranhar tudo. E foram várias viagens até se decidir por uma casa que gostasse.

O dia em que isso aconteceu foi o mesmo dia em que o Cupido estava por perto. Catarina (54 anos) andava acompanhada de um corretor de imóveis, Alex, um homem de mais ou menos 35 anos. Isso mesmo, um jovem! E lindo! E com um corpinho de Apolo! Até aí  tudo bem, Catarina também era muito bonita e charmosa. E decidida.

Quando foram ver a tal casa, ainda subindo pela ladeira do condomínio, o corretor disse que dava para ver o mar dali. Conforme iam subindo o mato ia dando lugar a um muro de mais ou menos um metro de altura. Catarina disse: “Alex, me ajuda aqui a subir”! Mas foi quando se apoiou no ombro (e que ombro!) dele, foi nessa hora em que o Cupido PÁÁÁÁÁ!, atirou uma de suas flechinhas de ouro direto no coração de Alex!

Como eu sei disso? Já não é a primeira vez em que Catarina, ao colocar a mão em algum homem, arranja logo um fã. E com esse não foi diferente. Acho que o Cupido a acompanha direto, pois os homens vivem caindo aos seus pés, é uma coisa incrível! O único problema é que, nem sempre, o coração flechado  tem um dono bonitão. É nessas horas em que devemos desconfiar do espírito sacaninha dos Cupidos!

(Imagem: www.sobreavida.com.br )

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MULHERES GAYS + MULHERES HÉTERO = MULHERICES

Há uma grande amiga de Valentina, desde os tempos de escola, que é gay. Sempre brincava com ela dizendo: “Valentina, se você não se casar até 1992, vai ter que namorar comigo”.

Valentina se casou a primeira vez em 1989 e ligou para a amiga, rindo, dizendo que agora as esperanças dela estariam por encerradas. A amiga Carla, sempre muito bem humorada, também riu e ficou feliz por ela.

“E o tempo passou a correr a correr e a correr; e o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor…”, como na cantiga de roda “A Linda Rosa Juvenil”. Elas então se perderam uma da outra, seguindo vida afora. Quase vinte e cinco anos depois, quando de repente reencontrou outra amiga de escola (Ana), Valentina se lembrou da amiga tão querida e não sossegou durante mais ou menos umas duas horas pendurada ao telefone enquanto não conseguisse um contato com Carla. E conseguiu.

As três amigas (Ana, Valentina e Carla) foram de táxi para um restaurante, tomaram quatro garrafas de prosecco, riram, trocaram confidências como antes, lembraram-se de histórias antigas, uma delícia. Ainda seguem se encontrando, as três, ou em duplas.

Um dia, Carla veio fazer um convite para Valentina, em nome da grande amizade delas: “Eu tenho um aniversário para ir, e vai estar lá uma pessoa com a qual eu morei e amei muito, mas que, mesmo hoje não tendo nada a ver mais comigo, eu não gostaria que me visse sozinha”. Valentina topou na mesma hora. E foram.

Na festa, Carla entrou na frente trazendo Valentina pela mão. E não é que a primeira pessoa com quem deram de cara foi com a tal? Carla apertou a mão de Valentina tão forte… E foi um tal de mulher vir falar conosco (a festa era gay, e de homem só havia dois caras, também gays), de agarrarem Carla na frente de Valentina dizendo que estavam com saudade dela, inclusive a ex.

Valentina era a mulher mais bonita da festa, seguida por Carla. Foram para a pista de dança e ar-ra-sa-ram dançando e rindo! Todos ficavam olhando, e a ex se posicionou de costas para elas, como se não se importasse. Em festa de gay, ficar de costas, é algo quase impossível, para vermos a que ponto a vontade de fingir indiferença chegou aquela mulher.

Apesar de só haver gays, Valentina percebeu uma mulherice muito recorrente em mulheres hétero: tentarem provocar ciúmes no parceiro(a) do(a) outro(a). Aquela coisa de agarrarem Carla falando para Valentina “Você não tem ciúme, né?” ou “A gente adora ela, você não liga tá?”, é um desses modos de ser das mulheres e, vejam só, gays ou não. Valentina achava que isso só acontecia quando acompanhada por homens, pois algumas vezes em que estava com um namorado/marido e alguma ex estava no recinto, isso sempre acontecia, inclusive a ponto de sentarem no colo dos caras; mas se surpreendeu com as gays agindo assim, inclusive a bolinando, dando um jeito de tocar-lhe na cintura, esbarrar nela… Já isso homem não faz, a não ser que seja muito ordinário: tocar numa mulher acompanhada não é coisa de homem, mas é de mulher. Mulheres gays cometem mulherices de mulheres hétero e vice-versa.

Mas, no fim da noite, voltaram para casa juntas, Valentina dirigindo, pois a amiga tomara cinco copos generosos de whisky para aguentar o rojão de tantas emoções que deve ter sido aquela festa para ela. Agradeceu à Valentina e riu pedindo desculpas quando precisava abraçá-la por trás, dançando (“Fui obrigada a tirar umas casquinhas suas! Elas não acreditariam, pois você não tem jeito de gay.”). Valentina disse: “Querida, eu sou sua amiga. Amiga é para isso”!

(Imagem: abcles.com.br )

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RAPIDINHA 36 – FRASES IDIOTAS

“O simples fato de olhá-la daquele jeito fez com que tivesse vontade de se aproximar e fazer mil perguntas idiotas. (…) Por que parece ser tão tão segura de si? Está triste, Sra Thatcher? (…) Está se sentindo deprimida, agora”? (Danielle Stell – “Cinco dias em Paris”. Ed. Record. RJ)

Perguntas idiotas são aquelas que talvez, por serem tão simples, podem de fato nos aproximar do outro, ou melhor, podem nos permitir saber do outro, mas um outro de verdade, de carne, osso e espírito.

(Imagem: melanges.com.br)

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NAMORADOS PARA SEMPRE

Essa história deveria se chamar apenas Georgina, mas cabe para o dia dos namorados não registrado pelo Mulherices.

Georgina era amiga de Valentina. Quando estava na escola, aos quinze anos, ela e seu professor de Educação Física se apaixonaram. Mas como fazer, pois isso foi na década de 60, ele já era um homem e, o pior, casado!?

Prometeu se desquitar (ainda não existia divórcio no Brasil). A única ideia que tiveram, ainda assim foi fugir. Fugir?! Sim, fugir. Partiram do princípio que a família de Georgina não aceitaria o namoro e muito menos o casamento com um homem casado às portas de um desquite. O pai dela era advogado da comarca onde se daria o fim do casamento dele, e poderia entornar o caldo se por acaso imaginasse!

Mas não fugiram logo. Seguiram namorando por onze anos escondidos no Aterro do Flamengo, em cinemas que na época as sessões emendavam umas nas outras, Museu Nacional de Belas Artes e, com a bênçãos de Deus e das almas, em igrejas e cemitérios. O desquite, de fato, só veio um pouco antes da fuga. Primeiro, compraram mantimentos caso tivessem que ficar escondidos para não serem impedidos de consumarem o casamento. Depois se casaram. E contaram.

Foi um chororô, gritos, desgostos, que a filha ficaria arruinada assim que o cara se satisfizesse. Mas tanta praga não deu nem prô cheiro. Eles estão casados até hoje, têm dois filhos homens, os quais chamam o pai de papa-anjo, com razão.

Mas a mulherice da história está na coragem de Georgina. Tão jovem na época, ter se lançado num rio sem saber se dava pé, correndo o risco de se afogar. Afogou-se, sim, de amor e de uma vida de amizade, cumplicidade,  parceria e namoro.

Valentina amou essa história, nunca se esqueceu. Principalmente do marido de Georgina, um homem que honrou sua palavra e seu amor. E lutou por ele. Linda essa história, não acham? E é verídica!

(Imagem: proseando-blog.blogspot.com)

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