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Tudo de bom!

ENSAIAR ÀS VEZES É BOM

Valentina deu o azar de “comer carne onde se ganha o pão”. Sim, arrumou um namorado no trabalho. Mas ela já havia tido outros dois namorados por lá, embora com mais ou menos dois ou três anos de espaço entre eles. Agora foi o terceiro. E isso sem falar nos muitos fãs que ela possui!Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Mas o problema maior não é esse. É que, mesmo sendo uma super profissional, inclusive melhor do que a maioria dos homens, as coisas mudam de figura para ela, ou melhor, para seus superiores masculinos. Como assim, você pergunta?!

É, baby! É isso mesmo! Ao lerem qualquer parecer seu ou mesmo texto institucional de alta qualidade por ela produzido, enfim, qualquer coisa que venha a fazer para ser lido, logo dizem: “- Vejamos o parecer da D. Valentina…”, naquele tom de “daquela vadia” OU “daquela galinha” OU qualquer coisa do tipo. Pois é, nunca soube que um homem, mesmo pegando geral no trabalho, tenha seu perfil profissional desqualificado. Ninguém mistura sua vida sexual e afetiva com sua performance laboral. Mas já com as mulheres isso não funciona assim, muito pelo contrário! Mas não deixar que façam isso conosco pode ser uma saída. Como? Siga a inspiração de nossa heroína.

Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Valentina dessa vez ensaiou uma pergunta para quando seus superiores olharem-na com aquela cara de “eu sei o que você fez no verão passado…”. E a oportunidade chegou. Ao ser chamada pelo diretor principal, que logo botou-lhe aqueles olhos de lobo mau babaca, seguido do tom de acordo, ela não titubeou: “- Sr. Diretor, desculpe, mas por que o senhor está falando comigo desse jeito estranho, como se eu fosse um tipo de mulher o qual eu não sou?”. Ah! O cara até se engasgou ao tentar dizer algo: “(Cof, cof!) O que, Valentina?”. “É, isso mesmo o que o Sr. ouviu. Seu tom meio estranho… Algum problema?”

Por enquanto, pelo menos esse diretor, não fala mais com ela em tom que mistura desprezo com tesão recolhido. Ensaiar às vezes ajuda, de modo que aquelas más surpresas, principalmente as previsíveis, possam não ter a força de sempre.

 

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MULHERICE, MESMO NO INCONSCIENTE, É MULHERICE

O proResultado de Imagem Pará Adam Levine beijandograma THE VOICE USA é um daqueles entretenimentos bombásticos organizados pela maestria dos americanos nesse quesito. Música, bons cantores, super produção, cuidados … Enfim, tudo aquilo que já conhecemos e, muito bem, a ponto de nos identificar de cara. Mas não é só isso: tem o Adam Levine.

O que é Adam Levine, gente? De barba, sem barba, NÃO INTERESSA! É da categoria GATO e ponto final. Tem talento? Tem. Tem simpatia? Tem. Tem namorada? Tem. Mas isso não interessa, já que muito provavelmente não iremos conhecê-lo de modo a ameaçar sua linda garota (mas ela que se cuide se isso vier acontecer).

Noite passada, zapeando pela TV, pude ver o THE VOICE. Adoro quando acerto a mão no controle remoto! E lá estava Adam com suas tatuagens e covinhas. E aí dormi. E sonhei com Adam Levine.

Havia moças num apartamento e eu, nada moça, recostada num sofá que divida a sala, com a cabeça bem para trás. Adam passava, falava com as moças (eita inconsciente consciente de nossas condições para com esse mundo dos jovens e lindos do qual parecemos não fazer mais parte). Ao meu lado uma moça sentada deu uma empurrada no lindo que estava como se fosse beijá-la. Eu, do alto do meu corpo cansado, talvez devido ao sono de verdade, disse: “Escolheu a boca errada, para beijar, Adam”, como se eu fosse assim, amiguinha dele, mas provocando-o. Não é que meu inconsciente dessa vez me deu uma chance?! O lindo respondeu: “É mesmo!” E veio e se debruçou sobre mim por trás do sofá e me deu um beijaçooooooo!

Nada como uma mulherice em nível inconsciente! Freud Explica!

 

 

 

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50 TONS DE CINZA – agora sobre o filme

Resultado de imagem para 50 shades of grey movieDe férias em Búzios, Valentina e sua irmã foram assistir ao filme 50 Tons de Cinza. Mas antes de chegarmos ao filme em si, tinha a fila de espera no charmoso cinema buziano.

Depois de terem comido uma empanada argentina (muito da sem vergonha) no bistrô do cine, as duas mulheres resolveram sentar-se no hall em meio às imagens lindas de Brigitte Bardot e outras fotos mais (para quem não sabe, o cine leva seu nome – Cine Bardot). Eis que entra um casal que, à primeira vista, parecia não combinar: a mulher com os cabelos oxigenados, já com seus 50 anos, gordota, até parecia grávida, mas pela idade isso não seria possível; o homem, com seus quase 60, bonitão. Eis que ela pergunta em tom bem alto: “- Esse filme é dublado?!” O rapaz do cine, meio encabulado, respondeu que não. “- Aliás, aqui no nosso cinema, acho que nunca tem filme dublado…!” Para Valentina e a irmã, nada mais perfeito, pois detestam filmes dublados (“Cariocas não gostam de dias nublados”, e talvez de filmes dublados). Ela se dirigiu ao homem em alto e bom som e, quase gritando, disse: “Ih!!! Não é dublado, pode?!” E foi aí que o bonitão abriu a boca e revelou-se nada bonitão, com um jeito de falar meio xucro. “Fazer o que? Só tem esse prá assistir…” “E desconto? Tem?” O rapaz novamente disse que não, a não ser pelos critérios de meia e inteira. Valentina quase morreu, em nome dos tantos professores que conhece, com a seguinte resposta: “E para professora? Ah! Tem que ter…”

E aí veio a hora do filme. Valentina leu os 3 livros sobre o romance sádico entre Anastácia e Mr. Grey, mas já havia lido críticas sobre o filme nada entusiasmantes. O que de fato se comprovou, apesar de alguns pontos positivos:

1º: Mr. Grey está muito fofinho na tela. Nos livros ele não tinha nada de fofo, muito pelo contrário. É um homem frio, denso, psicótico, controlador, às vezes rude, e fodedor (“Eu não faço amor, eu fodo, e com força”, ele informou à moça virgem apaixonada). Em outras falas ele se sai melhor ao longo do filme, mas nesta, especialmente, o ator pareceu não ter alcançado o tom certo.

2º: Anastácia é idêntica à moça do livro, embora pudesse ter um pouco mais de força na tela.

3º: Pontos altos: a cenografia (tal como é descrita nos livros) e a trilha sonora.

4º: Anastácia, ao tentar se doar ao seu dominador, não aguenta. No filme, ela não demonstra o que no livro se coloca: ela chora pela dor de ter de perdê-lo e pelo fato de ter se sentido duramente agredida, ou seja, não foi capaz de compreender o jogo do sexo sadomasoquista, o que aliás, tratando-se de vida real, não tem nada demais. Mas Valentina se lembra de ter chorado enquanto lia essa cena, mas no cinema não ficou comovida, embora muitas pessoas tenham chorado ou sentido vontade.

5º: Filmes geralmente não fazem jus a suas adaptações de livros; contudo, ficou faltando algo muito importante no quesito sexo, eixo da trama. Por exemplo, cadê a cena das bolinhas de metal instaladas por Grey na vagina de Ana, que teve de segurá-las durante um jantar inteiro? Talvez por medo de deixar o filme mais pesado, eu presumo, optou-se pelo romance.

Enfim, 50 Tons de Cinza é o que é, nas telas e nas páginas, ou seja, uma chave de braço, daquelas que prendem todo mundo, por mais que tenha sido considerado literatura ruim ou um filme água com açúcar: a curiosidade pelo sadomasoquismo por um lado; por outro, o conto de fadas que enlouquece às mulheres.

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RAPIDINHA 54 – SORTE PARA O AZAR

  NÃO SE TRATA DE SER AZARADA PARA ENCONTRAR O HOMEM CERTO.

  ÀS VEZES, SÃO APENAS CASOS EM QUE SE DÁ SORTE  PARA O AZAR.

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RAPIDINHA 52 – SALÃO X FUTEBOL

“O salão de beleza está para as mulheres, assim como o futebol na TV está para os homens.”

Pessoa que opera o Smartwatch                                                                                                                                         rawpixel.com

(Bruno Mazzeo, ao tentar falar com a namorada ao telefone enquanto a mesma estava no salão –  episódio de Cilada)

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SOMOS TODOS MULHERES

Todo homem tem um Vênus  em alguma lugar e toda mulher tem um Marte. Ok, mas sob o ponto de vista biológico todos, sem exceção, somos essencialmente femininos.

(Vênus e Marte – Botticelli)

Ao contrário do senso comum baseado no mito de Adão e Eva, a mulher nasceu primeiro, pois o que faz uma pessoa ser homem é SÓ um cromossoma, o  Y, que contém APENAS 60 genes. Ou seja, somos todos femininos de origem e quase todos os nossos genes são femininos. Daí pergunto: por que ser mulher é menor do que ser homem? 

Acho que já disse isso aqui no blog: antes da humanidade saber que os homens também participam do nascimento dos bebês, a mulher tinha outro papel no mundo. E a ideia de que somos um espermatozoide? Charges etc., retratam as pessoas como um, como se  a vida fosse um gameta masculino, forte, um pênis em potencial que penetra, atravessa, invade o óvulo. Certa vez, li que é o óvulo que generosamente se abre ao espermatozoide, mas ninguém quer saber, mesmo se for fato científico, pois o pênis em forma de gameta é o que há! Walter Benjamin, meu filósofo favorito, dizia que nos identificamos com os vencedores, mesmo que sejam demoníacos. Talvez seja isso.

Mas pensar que somos femininos de origem genética, me faz ver o mundo mais bonito, mais doce. Que talvez tanta masculinidade seja fruto de muito esforço de homens e mulheres em tentarem ser os mais fortes, e sobreviver (Darwin já dizia isso…). Será?

Esse post foi inspirado nas palavras de Marcelo Caminha, que fez uma breve leitura de meu mapa astral, me explicando porque eu, Claudia, tenho esse blog, que divulga pontos de vista ora femininos, ora masculinos, mas pela ótica das mulheres.

(Para quem gosta de mapa astral ou tiver curiosidade, Marcelo tem um site, luzinforma.com. Olha lá! Veja lá por onde andam seu Vênus e seu Marte!)

 

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RAPIDINHA 50

“Os homens são todos veados e as mulheres são todas galinhas. Não tem como darem certo!”

(Conversa no restaurante)

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