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Tudo de bom!

MULHERES VIOLENTADAS: ISSO NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM

Resultado de imagemA lógica do Marquês de Sade: “(…) se eu exploro o outro ser humano no mercado ou no trabalho (…), por que não o exploraria na cama, em função das conveniências da minha luxúria, sem qualquer compromisso ético?”, foi claramente colocada pelo meu querido Leandro Konder, em seu livro “Flora Tristan: uma vida de mulher, uma paixão socialista” (RJ – Ed Relume Dumará, 1994).

Leandro começa o livro falando de violência, primeiro pelo campo da política, mas logo na segunda página surpreende trazendo o desejo (na visão de Freud) como um plano onde se manifestam muitas inumanidades. “Os indivíduos, em crescente número, vêm manifestando propensão a satisfazer seus desejos, seus ímpetos, em detrimento dos desejos e dos ímpetos dos outros”.

Daí que a conduta de Sade, em vez de ter se dissolvido ao longo de mais de duzentos anos, expandiu-se. Trago as palavras de Leandro para vocês, pois não me sinto no direito de modificá-las: “Se a relação sexual é apenas a ocasião em que um desejo particular usa outra criatura, cancelando sua subjetividade e reduzindo-a a ‘objeto’, ela passa então a ser mais um campo onde a proliferação da violência tende a se tornar incontrolável”.

Sim, são mais de duzentos anos de Marquês de Sade e sua forma de pensar que, no que este homem representava socialmente, chega a parecer algo refinado. Eis o ponto: vivemos num mundo onde tantos refinamentos puderam ser concretamente desenvolvidos, inclusive sobre a perene emergência do respeito às mulheres e também às crianças, mas que viraram uma espécie de poeira que some para quem está “do lado da força”, mas que gruda na pele de quem está a sofrer toda forma de violência, em especial a violência sexual.

E não se trata só de tarados e maníacos sexuais que atacam crianças, moças, mulheres e idosas num beco escuro pelo próprio descuido destas (aliás, isso me mata de ódio, textos e propagandas avisando como as vítimas podem se precaver de um estupro, como se uma mulher fosse estuprada porque permite, como se pudesse evitar tal fato). Temos uma juventude que mal saiu das fraldas cometendo estupros coletivos e vangloriando-se com filmagens, como caçadores que se fotografam com elefantes e onças mortas como troféus. Há também os homens que violentam suas próprias esposas e namoradas se, por ventura, não quiserem praticar sexo com eles ou apenas queiram parar a relação sexual no meio porque não estão gostando, porque ficou ruim  para elas. E isso para não falar dos homens que abusam de bebês, crianças, a maioria suas próprias filhas ou de outros; e até fêmeas de outras espécie animal (engraçado – na falta de uma palavra que dê conta disso – que até nesses casos o gênero influi).

Outro ponto trazido no preâmbulo do livro de Leandro: os homens não toleram que suas parceiras ou ex-parceiras, possam ter tido anteriormente ou mesmo durante seu relacionamento, outros homens, e “passam a ver no desejo livre do parceiro da relação sexual uma afronta insuportável, uma provocação que deve ser violentamente punida”. E a sociedade machista, e isso inclui muitas mulheres (machismo não trata de homens, gente!), também, aplaude a violência contra mulheres que “traem”, por exemplo. Flora Tistan, nossa heroína do livro e da História, diga-se de passagem, até tiros levou de seu ex-marido (vivia separada dele, mas era obrigada a manter-se casada, o que dava direitos a ele de maltratá-la e tudo aquilo mais que se conhece) que assim, finalmente, foi preso e ela pode viver melhor.

E ainda tem, mas aqui é por minha conta, o pênis punitivo/”educativo” para mulheres homossexuais. Aliás, queridos homens que pensam que mulheres homossexuais escolhem mulheres porque nunca viveram uma boa trepada com um macho: primeiro, que grande parte dos machos não trepa tão bem assim (conheço muitas mulheres que fingem durante o sexo para agradar seus machos que nunca saberão se elas fingem ou não, e talvez pouco se importem com isso); segundo, sua orientação sexual é uma opção que muitas vezes não tem nada que ver com machos, embora algumas vezes seja mesmo por traumas com os machos; e terceiro, nada! Danem-se vocês com suas sandices!

Mas Leandro, ao nos contar a vida de Flora Tristan, nos leva com ela por um caminho de muitas violências contra as mulheres e sua luta, “debruçando-nos sobre a história (…) precisamos revisitar espíritos inquietos cujas advertências talvez não tenham sido suficientemente bem aproveitadas e cujas lutas passadas talvez nos proporcionem elementos significativos para lutas que estamos travando agora”.

Eu e muita gente não aguentamos mais ouvir histórias escabrosas de violência contra as mulheres e meninas. E o pior é ouvir que ninguém aguenta mais essa militância, “que saco”, “chega, todo mundo sabe disso”. Chega é o cacete!!!!!

Leiam sobre Flora Tristan. Eu tive a sorte de ter ganhado o livro de presente de um novo amigo que, embora ainda me conheça pouco, parece ter conseguido ver minha alma ou aura feminista, ou as duas.

E termino este texto com mais de Leandro Konder: Violência “é a diferença que se explicita na forma de conflito; é a contradição que explode. Nenhum ideal idílico será capaz de suprimi-la”. Mas como Flora, acredito que “não podemos nos permitir uma postura contemplativa, de observadores resignados (…). Estaríamos acumpliciando-nos com a monstruosidade se achássemos que os atuais níveis de violência  e destrutividade (contra as mulheres, grifo meu) são ‘naturais”.

Obrigada. De nada.

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POR QUE DIABOS VOCÊ NÃO CONSEGUE DIZER QUE ESTÁ APAIXONADO E, AO CONTRÁRIO, FICA DANDO FORINHAS E GELINHO?

Resultado de imagem para homem jantando com mulher“- Mas esse cara é homem ou homem igual a mim?”. Valentina morreu de rir quando seu amigo gay assim se referiu ao cara que fica lhe rondando, mas não consegue (parece) dizer, de fato, que está apaixonado ou talvez apenas muito atraído por ela.”Será que dessa vez errei nos meus cálculos?”, pensou depois que o viúvo Jamil, que convidou-a para jantar certa noite, e dois dias depois para caminhar na praia, simplesmente deu uma de vain (vaidoso, em inglês).

Embora nada além de olhares observando cada ato seu, cada mexida de mão, o colar que usava, os sorrisos de canto de boca para cada coisa engraçada que ela dizia com ou sem intenção, Jamil não havia dito nada diretamente à Valentina naquele jantar. Contudo, dois dias depois convidá-la para caminhar na praia pareceu-lhe um alerta de que ali havia um homem interessado. Mas aí, entre o convite e o passeio, foram comer pizza com mais três amigas; ao sentarem-se à mesa, Valentina disse, inocentemente: “- Senta aqui, Jamil!” (ao seu lado). Eis que ele disse que sentaria ao lado de Joana, uma das amigas, dizendo que seria bom conversar com alguém novo, diferente, que ainda não conhecesse. Valentina ficou irritada por dentro, mas aguentou firme. Jamil, apesar desse ato ridículo, disse, talvez para livrar a própria cara, assim, do nada, no meio da conversa e na frente de todas, que Valentina era linda como uma pintura, que tinha um sorriso luminoso além de ser muito charmosa.

No dia do passeio à praia, Valentina não aguentou e ligou para ele dizendo da sua indelicadeza para com ela e que por isso não iria mais. Jamil, em vez de ser galante, simplesmente disse que só queria ser amigo dela, e que mais tarde se falariam. “Ok, Jamil! Que ótimo então que seremos amigos”. Mais uma vez ele mostrou seu lado vain: “- Foi até bom você cancelar, pois estou doido para continuar um livro que estou lendo”, disse em seu tom um pouco pernóstico, como se não ligasse, mas ligando. Como disse Valentina para seu amigo gay, tinha certeza de que Jamil não conseguiu saiu sair da página de onde tinha parado, que é como fazemos quando queremos dizer que estamos ótimos(!), mas na verdade apenas não queremos dizer para o outro que estamos, simplesmente, interessados… Aiaiai…Quanto tempo perdemos com essas bobices…

Passaram-se alguns dias e nada de Jamil, mas Valentina, que prefere não perder seu tempo, mandou um WhatsApp convidando-o para jogar cartas com seu casal de amigos gays e mais umas amigas que viriam para sua casa. Primeiro, Jamil visualizou, mas não respondeu, com toda pinta de fingir que não estava ligando, o que se confirmou, pois Valentina mandou mais uma mensagem pedindo que ele respondesse se viria ou não, para que preparasse tudo. E não deu um segundo para que Jamil ligasse, todo eufórico, dizendo que iria sim, que levaria um vinho, que compraria algo mais, sem glúten especialmente para ela…

Daí a pergunta que dá título a esse post: Por que não vamos logo ao assunto, chegamos perto e dizemos o que queremos? Por que fingir que não estamos nem aí, damos forinhas em pessoas que nos interessam, não nos comunicarmos só para “não dar mole”? Ai, gente… Bóra ser feliz!!!

 

 

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OBRIGADAS A TUDO? CHEGA, NÉ?

“- Ei, gata! Chega aí…”, disse um rapaz numa boate para a moça que passava em direção ao banheiro. Carolina apenas respondeu, dentro de todo o seu direito: “- Não dá, obrigada!”. Bastou isso para o rapaz dar-lhe uma bofetada que a fez cair no chão e bater com o rosto. Atordoada, levantou-se sem saber direito o que havia ocorrido. Tentou olhar se havia um segurança próximo, mas tampouco via mais o rapaz e nem lembrava da cara dele, estava escuro, nem da cor da roupa.Resultado de imagem para mulher na boate

Carnaval em São Paulo, mas poderia ser em qualquer lugar. Moças passando em meio a um bloco, um rapaz muito grande aborda uma delas que tenta sair, ele a segura e tenta beijá-la à força insistentemente, puxa seu rosto, a moça constrangida, até que uma mulher, que observava a cena, como muitas pessoas no local, chama a moça e diz que passe pelo lado dela.

Ambas as histórias são reais. A primeira, aconteceu com a filha de uma amiga, e a segunda, minha prima contou, pois era a tal mulher que se sentiu indignada com a violência contra a moça.

Muitas pessoas devem achar que a culpa é das moças que, se não quisessem ter problema, ficassem em suas casas. ATÉ QUANDO TEREMOS DE OUVIR FRASES ABSURDAS DESSAS?! ATÉ QUANDO O DITADO “Amarrem suas cabritas que meus bodes estão soltos” CONTINUARÁ VALENDO?!

Vivemos uma cultura de estupro no Brasil cada dia mais grave. Meninas, moças e mulheres sofrem abusos de toda ordem, e não estou falando de estupradores do tipo perverso (Psicologia), não. Falo de meninos, adolescentes, jovens e homens que acham correto agir assim, ou seja, beijar à força, dar uma porrada numa moça que disse não, estuprar a garota que, por qualquer motivo, tenha desistido no meio do ato de sexual, dar uma surra na moça que traiu o namorado ou marido para que ela aprenda  a não fazer isso, ou pior, quando acham que mulheres gays precisam é de um pênis punitivo, de um estupro, quiçá, pois seu “problema” é não saber o que é uma boa trepada com um homem, enfim.

Quer dizer que as meninas, moças e mulheres não podem negar a vontade de um macho? Não podem ser donas de seus corpos e vontade? Não podem pedir para parar a relação sexual porque não estão curtindo, apenas se desconcentraram (sabemos que sexo é uma atividade que exige um certo nível de concentração) ou está sendo muito ruim, mesmo? Se você começou tem de ir até o fim? Ou melhor, até o cara gozar? O que é isso? Há sempre um macho que dita o próprio gozo?

Precisamos de adultos que eduquem os meninos para que não ajam dessa forma, e uma lei que se cumpra seriamente quando se trata de violência contra a mulher. Certo dia li um post no Facebook no qual um homem jovem falava que é emergente se desenvolver uma outra forma de ser homem que não essa do abuso.

Dito isso, acabei meu texto de hoje.

 

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DA DELICADEZA

Em tempos de homens rudes, onde podemos encontrar uma sombra de delicadeza, um resquício sequer dessa forma tão humana de estarmos no mundo e nos relacionarmos uns com os outros?

A palavra delicadeza, até mesmo quando é pronunciada, promove singelos encontros fonéticos, como se entre as letras surgissem pequenos estalidos, como quando pisamos em grama fresca ou ouvimos a chuva pingando vagarosamente… Acho que não dá para falar delicadeza em tom rude, nem ser rude em nome da delicadeza. Se isso acontecer, já não era delicadeza, desde o início.

O filme francês, “A Delicadeza do Amor” (em francês é apenas A Delicadeza), desde o chefe que, mesmo apaixonado pela moça, não age de forma indelicada com a mesma, e nem com seu novo namorado, aliás, um personagem delicado, bem humorado, educado (como o próprio chefe tem de reconhecer, já bêbado após conversar com objeto de amor de sua querida). Mas, como pano de fundo do filme, nas relações, nos diálogos, está a delicadeza, aquilo que deixa a gente ser a melhor versão de nós mesmos (aliás, frase muito parecida com a do namorado delicado, falando da moça para o chefe enciumado).

Convido a assumir a delicadeza em nossos atos, seja com qualquer um. Às vezes somos rudes uns com os outros, desnecessariamente (já esta frase, foi dita por minha filha). E convido a assistirem ao filme deixando-se levar pela delicadeza do roteiro, da direção, da fotografia. Viva a delicadeza!

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DON JUAN DE FATO – revisitando Johnny Depp

Don Juan de Marco é um filme daqueles que, quem viu, não se esquece. Primeiro, pelo roteiro original e tocante; segundo, pelas brilhantes atuações; terceiro, pela fotografia; quarto, pela música maravilhosa; quinto, pela atuação memorável de Marlon Brando e, bem, sexto, mas não como último lugar, mas como destaque, temos Johnny Depp (*suspiro), num papel que parece  feito para ele: exigência de versatilidade, sex appeal, graça, carisma e beleza.

Johnny é um desses atores inesquecíveis por si só, com seu jeito maroto e despojamento chique. Mas esse filme parece ter lhe dado a chance de cunhar o que eu chamaria de Don Juan de Fato, inauguração de uma figura de Don Juan talvez não imaginada, para quem a conquista não é apenas uma questão de ego, mas uma experiência na qual se coloca em jogo saberes sobre as mulheres. Saberes sobre como olhar para as mulheres simplesmente no sentido de amá-las e fazê-las atendidas no seu maior segredo: sentirem-se amadas a ponto de não se lembrarem de que têm barriga ou que não estão depiladas. Depp, em seu Don Juan, celebra as mulheres com todo respeito e dedicação que um homem deve por elas ter. Espero que ele, o próprio Johnny, tenha aprendido essa lição, aliás, algo que gostaria que ele pudesse me provar, de fato!

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HOMEM DE POUCA PERSONALIDADE?

“Se eu tivesse, assim, uma personalidade muuuito forte, eu usaria um vestido igual a esse! Esse teu vestido é lindo prá c…….!”

Frase de um homem que adora mulher e roupa de mulher. Ele acha que tem pouca personalidade… Já eu acho que ele tem muita.

Homem inclinando seu queixo nas duas mãos                                                          https://www.pexels.com/

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HOMEM NÃO TEM DISSO

Mulherice certa: ter mania de dizer que não foi com a cara de alguém, sendo que esse alguém geralmente-quase-sempre é uma mulher. As mulheres têm essa mania ridícula, a de achar que são profetisas diante de uma pessoa. Já os homens

Mulher cobrindo o rosto com folhas de milho

não tem muito disso, não. Homens não perdem tempo desenvolvendo impressões ou tecendo especulações sobre os demais. Homens são práticos, conversam, riem, aproveitam a companhia

uns dos outros, enquanto as mulheres parecem gostar desses emaranhados de impressões.

O mais incrível é elas acharem que nunca se enganam. Sei… Vivemos reclamando dos parceiros cretinos, das amigas maravilhosas que se transformaram subitamente em bandidas, ou seja, nos enganamos muito com as pessoas, apenas isso, como qualquer ser humano. E ainda tem aqueles casos em que descobrimos uma pessoa incrível dentro de um corpo de um(a) suposto(a) mau caráter. Mas ainda assim achamos que acertamos em cheio ao simplesmente olharmos para a cara de alguém, geralmente uma outra mulher que chega e mobiliza a todos com seus tchans!

Mulheres, deixem disso! Vivam a vida com mais leveza, deixem os outros serem o que conseguirem ser, lá neles, não temos nada que ver com o jeito d@s outr@s… Apenas aproveitem conhecer alguém novo (embora não signifique abrir-se total, cautela sempre faz bem). Basta de profetizar e maldizer @s demais! Lembrem-se de que quem nos traiu foi geralmente um alguém que adorávamos, logo, nos enganamos na maioria das vezes. Paz e amor!

 

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ENSAIAR ÀS VEZES É BOM

Valentina deu o azar de “comer carne onde se ganha o pão”. Sim, arrumou um namorado no trabalho. Mas ela já havia tido outros dois namorados por lá, embora com mais ou menos dois ou três anos de espaço entre eles. Agora foi o terceiro. E isso sem falar nos muitos fãs que ela possui!Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Mas o problema maior não é esse. É que, mesmo sendo uma super profissional, inclusive melhor do que a maioria dos homens, as coisas mudam de figura para ela, ou melhor, para seus superiores masculinos. Como assim, você pergunta?!

É, baby! É isso mesmo! Ao lerem qualquer parecer seu ou mesmo texto institucional de alta qualidade por ela produzido, enfim, qualquer coisa que venha a fazer para ser lido, logo dizem: “- Vejamos o parecer da D. Valentina…”, naquele tom de “daquela vadia” OU “daquela galinha” OU qualquer coisa do tipo. Pois é, nunca soube que um homem, mesmo pegando geral no trabalho, tenha seu perfil profissional desqualificado. Ninguém mistura sua vida sexual e afetiva com sua performance laboral. Mas já com as mulheres isso não funciona assim, muito pelo contrário! Mas não deixar que façam isso conosco pode ser uma saída. Como? Siga a inspiração de nossa heroína.

Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Valentina dessa vez ensaiou uma pergunta para quando seus superiores olharem-na com aquela cara de “eu sei o que você fez no verão passado…”. E a oportunidade chegou. Ao ser chamada pelo diretor principal, que logo botou-lhe aqueles olhos de lobo mau babaca, seguido do tom de acordo, ela não titubeou: “- Sr. Diretor, desculpe, mas por que o senhor está falando comigo desse jeito estranho, como se eu fosse um tipo de mulher o qual eu não sou?”. Ah! O cara até se engasgou ao tentar dizer algo: “(Cof, cof!) O que, Valentina?”. “É, isso mesmo o que o Sr. ouviu. Seu tom meio estranho… Algum problema?”

Por enquanto, pelo menos esse diretor, não fala mais com ela em tom que mistura desprezo com tesão recolhido. Ensaiar às vezes ajuda, de modo que aquelas más surpresas, principalmente as previsíveis, possam não ter a força de sempre.

 

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MULHERICE, MESMO NO INCONSCIENTE, É MULHERICE

O proResultado de Imagem Pará Adam Levine beijandograma THE VOICE USA é um daqueles entretenimentos bombásticos organizados pela maestria dos americanos nesse quesito. Música, bons cantores, super produção, cuidados … Enfim, tudo aquilo que já conhecemos e, muito bem, a ponto de nos identificar de cara. Mas não é só isso: tem o Adam Levine.

O que é Adam Levine, gente? De barba, sem barba, NÃO INTERESSA! É da categoria GATO e ponto final. Tem talento? Tem. Tem simpatia? Tem. Tem namorada? Tem. Mas isso não interessa, já que muito provavelmente não iremos conhecê-lo de modo a ameaçar sua linda garota (mas ela que se cuide se isso vier acontecer).

Noite passada, zapeando pela TV, pude ver o THE VOICE. Adoro quando acerto a mão no controle remoto! E lá estava Adam com suas tatuagens e covinhas. E aí dormi. E sonhei com Adam Levine.

Havia moças num apartamento e eu, nada moça, recostada num sofá que divida a sala, com a cabeça bem para trás. Adam passava, falava com as moças (eita inconsciente consciente de nossas condições para com esse mundo dos jovens e lindos do qual parecemos não fazer mais parte). Ao meu lado uma moça sentada deu uma empurrada no lindo que estava como se fosse beijá-la. Eu, do alto do meu corpo cansado, talvez devido ao sono de verdade, disse: “Escolheu a boca errada, para beijar, Adam”, como se eu fosse assim, amiguinha dele, mas provocando-o. Não é que meu inconsciente dessa vez me deu uma chance?! O lindo respondeu: “É mesmo!” E veio e se debruçou sobre mim por trás do sofá e me deu um beijaçooooooo!

Nada como uma mulherice em nível inconsciente! Freud Explica!

 

 

 

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50 TONS DE CINZA – agora sobre o filme

Resultado de imagem para 50 shades of grey movieDe férias em Búzios, Valentina e sua irmã foram assistir ao filme 50 Tons de Cinza. Mas antes de chegarmos ao filme em si, tinha a fila de espera no charmoso cinema buziano.

Depois de terem comido uma empanada argentina (muito da sem vergonha) no bistrô do cine, as duas mulheres resolveram sentar-se no hall em meio às imagens lindas de Brigitte Bardot e outras fotos mais (para quem não sabe, o cine leva seu nome – Cine Bardot). Eis que entra um casal que, à primeira vista, parecia não combinar: a mulher com os cabelos oxigenados, já com seus 50 anos, gordota, até parecia grávida, mas pela idade isso não seria possível; o homem, com seus quase 60, bonitão. Eis que ela pergunta em tom bem alto: “- Esse filme é dublado?!” O rapaz do cine, meio encabulado, respondeu que não. “- Aliás, aqui no nosso cinema, acho que nunca tem filme dublado…!” Para Valentina e a irmã, nada mais perfeito, pois detestam filmes dublados (“Cariocas não gostam de dias nublados”, e talvez de filmes dublados). Ela se dirigiu ao homem em alto e bom som e, quase gritando, disse: “Ih!!! Não é dublado, pode?!” E foi aí que o bonitão abriu a boca e revelou-se nada bonitão, com um jeito de falar meio xucro. “Fazer o que? Só tem esse prá assistir…” “E desconto? Tem?” O rapaz novamente disse que não, a não ser pelos critérios de meia e inteira. Valentina quase morreu, em nome dos tantos professores que conhece, com a seguinte resposta: “E para professora? Ah! Tem que ter…”

E aí veio a hora do filme. Valentina leu os 3 livros sobre o romance sádico entre Anastácia e Mr. Grey, mas já havia lido críticas sobre o filme nada entusiasmantes. O que de fato se comprovou, apesar de alguns pontos positivos:

1º: Mr. Grey está muito fofinho na tela. Nos livros ele não tinha nada de fofo, muito pelo contrário. É um homem frio, denso, psicótico, controlador, às vezes rude, e fodedor (“Eu não faço amor, eu fodo, e com força”, ele informou à moça virgem apaixonada). Em outras falas ele se sai melhor ao longo do filme, mas nesta, especialmente, o ator pareceu não ter alcançado o tom certo.

2º: Anastácia é idêntica à moça do livro, embora pudesse ter um pouco mais de força na tela.

3º: Pontos altos: a cenografia (tal como é descrita nos livros) e a trilha sonora.

4º: Anastácia, ao tentar se doar ao seu dominador, não aguenta. No filme, ela não demonstra o que no livro se coloca: ela chora pela dor de ter de perdê-lo e pelo fato de ter se sentido duramente agredida, ou seja, não foi capaz de compreender o jogo do sexo sadomasoquista, o que aliás, tratando-se de vida real, não tem nada demais. Mas Valentina se lembra de ter chorado enquanto lia essa cena, mas no cinema não ficou comovida, embora muitas pessoas tenham chorado ou sentido vontade.

5º: Filmes geralmente não fazem jus a suas adaptações de livros; contudo, ficou faltando algo muito importante no quesito sexo, eixo da trama. Por exemplo, cadê a cena das bolinhas de metal instaladas por Grey na vagina de Ana, que teve de segurá-las durante um jantar inteiro? Talvez por medo de deixar o filme mais pesado, eu presumo, optou-se pelo romance.

Enfim, 50 Tons de Cinza é o que é, nas telas e nas páginas, ou seja, uma chave de braço, daquelas que prendem todo mundo, por mais que tenha sido considerado literatura ruim ou um filme água com açúcar: a curiosidade pelo sadomasoquismo por um lado; por outro, o conto de fadas que enlouquece às mulheres.

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