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Não é para sempre, mas pode ter a toda hora.

PREVISÕES DE REALEJO

Ainda era criança, nem pensava no futuro. Therezinha bem menina, voltava para casa caminhando com o pai no calor que subia das calçadas do Méier, onde morava.

Ao lado do portão de sua casa estava um Realejo. Quando ela chegou perto, logo o periquito, ao som da música singela, apanhou hum cartãozinho e lhe entregou: “TERÁS PAPEL IMPORTANTE EM TUDO QUE VIVER”.

O pai, homem sensível e dado à ternura pegou 20 centavos de Réis e pagou ao homem. O periquito agradeceu.

E Therezinha, a partir daquele momento, começou a prestar atenção ao que ocorria e, até hoje, aos 79 anos, ainda se põe inteira, tendo um papel importante em tudo a que se dedica. E também acredita na magia do Realejo.

Fecho 2014 com essa história querida. Que pena que nunca mais vi um Realejo …

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PÁGINAS DE VALENTINA POR AÍ

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Deu no Jornal O Globo – caderno GLOBO BARRA!!!

A jornalista Ana Clara Veloso arrasou com uma matéria muito alegre e simpática sobre o meu livro, “Páginas de Valentina”. Ela conseguiu captar o espírito do livro e o da escritora, Adorei!!!

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MULHERES CASAMENTEIRAS

Não podia ver ninguém sozinho, especialmente uma mulher. Dava um jeito de apresentar pessoas, mas para se casarem.

Certa vez soube de dois jovens que queriam muito se casar (ele era negro e ela branca – loura e olhos azuis), mas as famílias não tolerariam. Sensibilizada, procurou o padre da igrejinha do bairro, contou a história, arrumou o vestido, fez o bolo, viu quem poderia servir champanhe, ajudou a encontrar o apartamentinho singelo e… Pronto! Casaram-se como Romeu e Julieta, escondidos.

Sim, essa é uma mulherice muito interessante: ser casamenteira; ajudar a formar uniões da ordem do impossível. Mas, quem é ela?

Uma mulher italiana que ficou viúva muito cedo, aos 30 anos com 4 filhos pequenos, cidade de Tubarão/SC/Brasil. Porém, uma dia, já com seus 63 anos, decidiu que chegara a hora de se casar novamente com seu namorado, também da mesma idade. E assim foi. Comunicou aos filhos e arrumou toda a festa: flores na igrejinha do bairro (aquela em que casaram os jovens), pagens com alianças, véu e grinalda, banda, bolo de 5 andares, cascata de taças!

Mulheres casamenteiras são do grupo das agregadoras, aliás, outra mulherice muito nobre. Fica esse tema para uma outra história…

(Imagem: linhapopular.com.br)

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DIA DE SÃO VALENTIM X PÁGINAS DE VALENTINA = CONSPIRAÇÃO DO MAIS ALTO ESCALÃO DIVINO

Dia de São Valentim, Páginas de Valentina …

Só pode ser conspiração do mais alto escalão divino!

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E ELES FORAM FELIZES PARA SEMPRE… O livro PÁGINAS DE VALENTINA

 

Exibindo CAPA_Páginas de Valentina.jpgE eles foram felizes para sempre…

 Valentina nunca acreditou em príncipe encantado até conhecer Marcelo. A partir desse encontro, sua história se desdobra em crônicas, reunidas no livro “Páginas de Valentina”, que revelam as agruras e delícias da vida de uma mulher sensacional, alegre e sensível que sempre soube o que quer: ser feliz.

 Independente e bem resolvida na vida, a divertida Valentina adorava provocar suas amigas com o assunto sobre as princesas: “Será que a Branca de Neve não era feliz com os sete anões? Parecia que sim, apesar de ser discutível trabalhar como empregada doméstica de sete homens porquinhos. A princesa não demonstrava se sentir explorada, como se até fazer faxina fosse coisa molinha. E a Cinderela que também nunca reclamava de assoberbar-se, gente!”.

 

Assim é a personagem principal do livro Páginas de Valentina, de autoria de Claudia Medeiros, que se revela presente dentro cada mulher através de seu universo feminino peculiar povoado de mulherices (coisas de mulher) e homices (coisas de homem). E Valentina tinha uma convicção: a de que príncipe encantado não existe. Porém, num belo dia, após um encontro, isso de tornou uma dúvida seguida de muitas outras: o que é felicidade? O que é ser mulher? Somos princesas?

Carioca da gema, Claudia Medeiros é pedagoga e Mestre em Educação Brasileira pela PUC-Rio. Cheia de mulherices, adora Elvis Presley, Johnny Depp, Gene Kelly, filosofia, cinema, além dos autores Leandro Konder e Walter Benjamin. É autora do blog mulhericesblog.com que deu origem ao tema explorado em seu primeiro livro, Páginas de Valentina, no qual revela que o cotidiano de uma mulher é escrito por ela a cada dia e invadido por muitas histórias dos outros sobre as quais não se tem controle.

Princesas, príncipes… Tudo isso é parte de um ideário coletivo que, mesmo criticado, vai nos constituindo como sujeitos… Daí que quando um homem tem traços de um príncipe, seduz. Até mesmo a descrente Valentina. E o que as histórias de Páginas de Valentina pretendem mostrar é que a vida das mulheres não depende de um (muitas vezes aparente) campo afetivo de sucesso para que sejam felizes ou respeitadas. Que podemos ir muito além do estereótipo de princesas à espera de um príncipe encantado, pois há uma vida cheia de desafios, boas surpresas e alegrias que independem da presença de um homem. Além disso, olhar com mais senso de humor os dramas do cotidiano feminino”, conta a autora.

  

“Páginas de Valentina”, de Claudia Medeiros – Editora Multifoco

Lançamento: dia 14 de fevereiro (sexta-feira), às 19 horas

Local: Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ

Preço: R$ 36,00

À venda nos sites  apartir de 14/2: www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e http://www.editoramultifoco.com.br

 Mais informações à imprensa:

Andréa Dias – 21 981442702 / andreadias@percursocom.com

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RAPIDINHA 46 – HOMEM OU SUPER HOMEM?

Saindo de São Paulo entrou na cabine do banheiro do Aeroporto de Congonhas e trocou o terno por um jeans e uma camiseta.

“É um pássaro? Não! É um avião? Não! É o Super Homem? Não”! 

É apenas um homem que veio jantar com a namorada num bistrô do Rio de Janeiro.

Romântico, não? Para nenhuma admiradora de Clark Kent botar defeito.

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SAUDADE DE BATATA PALHA

Quando uma mulher vai morar fora de seu país, certamente sente falta de muitas coisas. É o caso de Carol, mulher jovem que arriscou e seguiu para Moscou, isso, Moscou, Rússia, 30º abaixo de zero, mas o motivo é nobre: fazer uma vida nova com um homem.

Com suas mulherices, faz balé, cuida da casa e agora está na empreitada de uma sociedade para disseminar arte contemporânea brasileira (ela é dada ao mundo do diferente, do original, do sensível).

No Natal veio para o Brasil pegar o calor do sol e do coração da família e dos amigos. Ao ser perguntada pela sogra sobre que tipo de batata poderia acompanhar o tender (no forno, super encrementada com ervas ou uma simples batata palha de saco), ela não titubeou: “Ah! Batata palha! Tô morrendo de saudade de batata palha”!

Vocês estão vendo o que é um mulherice? É isso: matar saudade de coisas simples (quando estão ao nosso alcance, mas que, quando longe, tornam-se especiais). Como ela, a própria Carol, simples mas especial, de perto ou de longe, que agora faz pequeno estoque de batata palha na mala para comer no frio de Moscou.

(Imagem: www.chefgalles.com.br)

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