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ROUPA NOVA

Rafaela não tinha dinheiro para se vestir como gostaria ou achava que merecia. Mas nunca deixava de comprar. Vivia mudando de boutique, nunca repetia, pois sua mulherice não permitia: comprava, usava e devolvia. Antes, tirava foto e postava no Facebook, para que pensassem que ela era uma mulher muito estilosa e que não repetia roupa. Depois de comprar ia para casa e logo arrumava um lugar para se mostrar, nem que fosse à padaria! Estava sempre bonita e lamentava não poder ir ao salão fazer o cabelo e “devolver”.

Sua ação é planejada, não é algo assim solto, de ímpeto. Para cada loja ela pensa uma história que divide com vendedora, fala do namorado (que nem tem), que vai não sei aonde… Experimenta umas 5 roupas, no mínimo. Escolhe, paga no cartão, e vai.

Aí usa a roupa uma única vez e, no dia seguinte, volta à loja para pedir devolução do dinheiro. Diz que a roupa não ficou boa, que apertou quando vestiu em casa, que o namorado não gostou, enfim. Como sai com a etiqueta já pagou mico, porque sabe como é etiqueta, parece ter vida própria, de gente má! Você está lá, crente que está abafando e ela aparece sorrateira, e sempre aos olhos de uma pessoa também meio cruel (“Ei! Sua etiqueta de fora!”, gritam. E quando arrancam-na? Aí ela fica na rasca, porque tem de inventar uma super história na hora de devolver).

Sua mulherice é essa: comprar roupa cara e bonita, usar sem tirar a etiqueta e depois devolver, e ainda desdenhando (“Essa roupa, em casa vi que ficou horrorosa! não sei onde tava com a cabeça”).

(Imagem: blog.modaeuropa.com.br )

 

 

 

 

 

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E ELES FORAM FELIZES PARA SEMPRE… O livro PÁGINAS DE VALENTINA

 

Exibindo CAPA_Páginas de Valentina.jpgE eles foram felizes para sempre…

 Valentina nunca acreditou em príncipe encantado até conhecer Marcelo. A partir desse encontro, sua história se desdobra em crônicas, reunidas no livro “Páginas de Valentina”, que revelam as agruras e delícias da vida de uma mulher sensacional, alegre e sensível que sempre soube o que quer: ser feliz.

 Independente e bem resolvida na vida, a divertida Valentina adorava provocar suas amigas com o assunto sobre as princesas: “Será que a Branca de Neve não era feliz com os sete anões? Parecia que sim, apesar de ser discutível trabalhar como empregada doméstica de sete homens porquinhos. A princesa não demonstrava se sentir explorada, como se até fazer faxina fosse coisa molinha. E a Cinderela que também nunca reclamava de assoberbar-se, gente!”.

 

Assim é a personagem principal do livro Páginas de Valentina, de autoria de Claudia Medeiros, que se revela presente dentro cada mulher através de seu universo feminino peculiar povoado de mulherices (coisas de mulher) e homices (coisas de homem). E Valentina tinha uma convicção: a de que príncipe encantado não existe. Porém, num belo dia, após um encontro, isso de tornou uma dúvida seguida de muitas outras: o que é felicidade? O que é ser mulher? Somos princesas?

Carioca da gema, Claudia Medeiros é pedagoga e Mestre em Educação Brasileira pela PUC-Rio. Cheia de mulherices, adora Elvis Presley, Johnny Depp, Gene Kelly, filosofia, cinema, além dos autores Leandro Konder e Walter Benjamin. É autora do blog mulhericesblog.com que deu origem ao tema explorado em seu primeiro livro, Páginas de Valentina, no qual revela que o cotidiano de uma mulher é escrito por ela a cada dia e invadido por muitas histórias dos outros sobre as quais não se tem controle.

Princesas, príncipes… Tudo isso é parte de um ideário coletivo que, mesmo criticado, vai nos constituindo como sujeitos… Daí que quando um homem tem traços de um príncipe, seduz. Até mesmo a descrente Valentina. E o que as histórias de Páginas de Valentina pretendem mostrar é que a vida das mulheres não depende de um (muitas vezes aparente) campo afetivo de sucesso para que sejam felizes ou respeitadas. Que podemos ir muito além do estereótipo de princesas à espera de um príncipe encantado, pois há uma vida cheia de desafios, boas surpresas e alegrias que independem da presença de um homem. Além disso, olhar com mais senso de humor os dramas do cotidiano feminino”, conta a autora.

  

“Páginas de Valentina”, de Claudia Medeiros – Editora Multifoco

Lançamento: dia 14 de fevereiro (sexta-feira), às 19 horas

Local: Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ

Preço: R$ 36,00

À venda nos sites  apartir de 14/2: www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e http://www.editoramultifoco.com.br

 Mais informações à imprensa:

Andréa Dias – 21 981442702 / andreadias@percursocom.com

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COMPRAR É MELHOR DO QUE COMER

Estava a trabalho no Recife (PE, Brasil), juntamente com algumas mulheres de outros estados. Convidada para almoçar pelo pessoal da empresa, achara que seria cada um por sua conta.

O restaurante era pitoresco, quase fino, tanto que passava gente vendendo bijuterias lindas, com couro, prata e pedras brasileiras, mas que não eram muito baratas. Entretanto, pensando ter de pagar o almoço, junto com as outras mulheres fez “pouco caso”, embora quisesse adquirir, no mínimo, um anelzinho, pois as coisas eram maravilhosas.

Eis que, quando o couvert veio, um represente da empresa anunciou que não se preocupassem, pois o almoço seria pago pelo diretor. Ah! A mulherada logo pediu que as vendedoras voltassem com as peças! E compraram anéis, colares, brincos…Tudo aquilo que o almoço as impediria de terem.

Essa é a mulherice: comprar é melhor do que comer!

(Imagem: babeldasartes.wordpress.com )

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QUANDO O HOMEM PENSA QUE É O MAIOR (MAS É O MAIOR TROUXA)

Eram dois feios, dois cafonas, dois arrogantes, dois chatos. Um casal. Um homem e uma mulher. E ele, gordo, advogado, ainda por cima bebe, fala alto, é e grossildo com a mulher.

Ao decidirem morar juntos no apartamento dele, organizaram um contrato com separação total de bens (ideia dele, pois ela não possuía bens, embora fosse de família rica; ele, achava que era rico).

O tempo foi passando e o homem, que pensava que era rico, apenas não passava de um perdulário; logo, vivia sem dinheiro. Daí o caminho traçado por ele começou a entortar. Primeiro, ela comprou a metade daquele apartamento. Depois, comprou a outra.

Conclusão: hoje, o esperto que não querida dividir nada, acabou sem nada, e nem metade do que se tornou dela (que era dele), ele não tem mais direito.

Como diz minha mãe, o mundo só tem armadilha para esperto.

(Imagem: aconquista.zip.net)

 

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RAPIDINHA 34 – TUDO PARA NÃO FICAR FEIA

Uma amiga comprou umas galochas fofas em Nova York e disse que viu mulheres super arrumadas com elas, pela chuva, até mesmo sem combinar com a roupa. No geral, quando chegam ao trabalho trocam os sapatos.

O negócio é ter conforto para caminhar pelas ruas.

Aqui, no Brasil, nessas calçadas todas quebradas, as mulheres, em seus meia-pata, quase se esborracham pelo chão para não ficarem feias ou os demais pensarem que são pobretonas.

(Imagem: www.justlia.com.br )

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RAPIDINHA 33 -CAPITALISMO E MATERNIDADE

“É muito perversa essa relação entre Capitalismo e Maternidade”.

(Frase de minha amiga Lisyane dos Santos)

(Imagem: maeemulheraomesmotempo.blogspot.com)

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MULHERICES EM COLATINA

Hora do almoço, restaurante a quilo em Colatina, ES. Mesas lotadas, encontrei uma com dois lugares e os outros dois ocupados por moças bem vestidas, maquiadas e bonitas, lá com seus vinte e poucos anos. Conversavam sobre não dar mole para homem, bem como no texto que já escrevi sobre pagar para homem. Falavam que homem, se a gente deixar, se encosta mesmo, que uma amiga deixou o cara ir morar na casa e agora ele não quer sair e, pior, desempregado (mas já era assim antes).

Eu, com essa lupa de buscar mulherices, não aguentei e pedi licença para entrar na conversa e disse: “Homem desempregado, sem grana, para quem quer algo mais na vida, é melhor nem começar”! As duas, com aqueles olhos que só a juventude tem, me olharam e imediatamente concordaram comigo. E a nossa conversa não parou enquanto havia comida em nossos pratos.

Assuntos mais cheios de mulherice, impossível: “um homem que faz algo com uma mulher, como trair, por exemplo, vai trair depois, também”? “Mas como saber se o cara vai fazer algo com a gente depois”? A essa última, lembramos que há vários sinais, salvo que o cara seja um psicopata ou um canalha mais do que profissional. Os que agridem, por exemplo, se pode perceber como tratam as pessoas, outras mulheres, ou a nós mesmas; gritam, arrancam coisas de nossas mãos, nos chamam de idiotas… E isso é no começo! Então, é melhor parar, pois a tendência é piorar. Uma delas disse que tem uma amiga cujo marido não permite que ela faça nada, hoje nem amigos mais tem. Que no início do namoro ele era um pouco assim, mas hoje está insuportável. Era disso que falávamos. Há sinais, mas o que é  que queremos, de fato, enxergar?

Pois é, as moças sabiam bem o que queriam dos homens, e na lista estavam incluídos não matar, não nos roubar, não nos trair, não nos agredir, não nos cercear. Amei esse momento com elas, com moças de uma cidade do interior do Espírito Santo, empregadas, arrumadas, bonitas, cheias de vigor. E o melhor, tão certas do que deve ser uma relação saudável com um homem.

(Imagem: www.sabrinamix.com)

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