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Como nós somos.

DON JUAN DE FATO – revisitando Johnny Depp

Don Juan de Marco é um filme daqueles que, quem viu, não se esquece. Primeiro, pelo roteiro original e tocante; segundo, pelas brilhantes atuações; terceiro, pela fotografia; quarto, pela música maravilhosa; quinto, pela atuação memorável de Marlon Brando e, bem, sexto, mas não como último lugar, mas como destaque, temos Johnny Depp (*suspiro), num papel que parece  feito para ele: exigência de versatilidade, sex appeal, graça, carisma e beleza.

Johnny é um desses atores inesquecíveis por si só, com seu jeito maroto e despojamento chique. Mas esse filme parece ter lhe dado a chance de cunhar o que eu chamaria de Don Juan de Fato, inauguração de uma figura de Don Juan talvez não imaginada, para quem a conquista não é apenas uma questão de ego, mas uma experiência na qual se coloca em jogo saberes sobre as mulheres. Saberes sobre como olhar para as mulheres simplesmente no sentido de amá-las e fazê-las atendidas no seu maior segredo: sentirem-se amadas a ponto de não se lembrarem de que têm barriga ou que não estão depiladas. Depp, em seu Don Juan, celebra as mulheres com todo respeito e dedicação que um homem deve por elas ter. Espero que ele, o próprio Johnny, tenha aprendido essa lição, aliás, algo que gostaria que ele pudesse me provar, de fato!

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HOMEM DE POUCA PERSONALIDADE?

“Se eu tivesse, assim, uma personalidade muuuito forte, eu usaria um vestido igual a esse! Esse teu vestido é lindo prá c…….!”

Frase de um homem que adora mulher e roupa de mulher. Ele acha que tem pouca personalidade… Já eu acho que ele tem muita.

Homem inclinando seu queixo nas duas mãos                                                          https://www.pexels.com/

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HOMEM NÃO TEM DISSO

Mulherice certa: ter mania de dizer que não foi com a cara de alguém, sendo que esse alguém geralmente-quase-sempre é uma mulher. As mulheres têm essa mania ridícula, a de achar que são profetisas diante de uma pessoa. Já os homens

Mulher cobrindo o rosto com folhas de milho

não tem muito disso, não. Homens não perdem tempo desenvolvendo impressões ou tecendo especulações sobre os demais. Homens são práticos, conversam, riem, aproveitam a companhia

uns dos outros, enquanto as mulheres parecem gostar desses emaranhados de impressões.

O mais incrível é elas acharem que nunca se enganam. Sei… Vivemos reclamando dos parceiros cretinos, das amigas maravilhosas que se transformaram subitamente em bandidas, ou seja, nos enganamos muito com as pessoas, apenas isso, como qualquer ser humano. E ainda tem aqueles casos em que descobrimos uma pessoa incrível dentro de um corpo de um(a) suposto(a) mau caráter. Mas ainda assim achamos que acertamos em cheio ao simplesmente olharmos para a cara de alguém, geralmente uma outra mulher que chega e mobiliza a todos com seus tchans!

Mulheres, deixem disso! Vivam a vida com mais leveza, deixem os outros serem o que conseguirem ser, lá neles, não temos nada que ver com o jeito d@s outr@s… Apenas aproveitem conhecer alguém novo (embora não signifique abrir-se total, cautela sempre faz bem). Basta de profetizar e maldizer @s demais! Lembrem-se de que quem nos traiu foi geralmente um alguém que adorávamos, logo, nos enganamos na maioria das vezes. Paz e amor!

 

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MULHERES MENTIROSAS

“- Parece que não dá para se ter mais de 50 anos, gente!”, dizia Valentina para suas amigas (todas com idade entre 58 e 65 anos). Essa reclamação veio pela dificuldade de se encontrar um cara bacana, também nessa idade, bem como outras novidades meio chatas pelas quais nosso corpo começa a ser obrigado a passar, depois dos 45 anos. E nesse mundo de hoje, onde todos dizem que trepam muito e gozam maravilhosamente bem, mais ainda fazer ou não fazer sexo parece ter se tornado um dilema para a humanidade: homens tomando viagra e morrendo de enfarte e mulheres usando testosterona, ou sabe-se lá mais o que.

“- Eu não quero mais homem bem dotado, não! Não tenho mais tanta lubrificação… Fica difícil, às vezes…”, continuava a conversa Valentina. “- Eu não, fico super molhada! Aliás, parece até que meu tesão aumentou…”, se gabou Denise (com 62 anos…); “- Eu também sou que nem você, Denise, nada mudou para mim”, mais outra dizia (essa com 65!). Valentina olhava aquilo e não acreditava, e saibam que ela entrara recentemente na faixa dos 50, era a caçula e também a muito mais bonita do grupo: “- E vocês não usam nada? Nem um hormôniozinho?!”, já quase em deboche, pois nenhuma delas era mais casada, aliás, Denise dizia que transava com um rapaz de 35 anos, que a fazia gozar como louca, e tudo isso sem nenhuma gota de KY. “- E eu? Chego a molhar a cama, de tanto que eu fico excitada!” (Maristela tinha 59 anos).

Valentina ficou olhando para aquele show de quem é a mais fogosa e tesuda. E disse só uma coisa antes de retirar-se: “- VOCÊS SÃO TODAS UMAS MENTIROSAS!!!!

 

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A CARENTE DO SALÃO

Muitas mulheres buscam num salão de beleza os segredos de Afrodite, mas também um relax das agruras do cotidiano.

carente do salão

 

 

Contudo, existem aquelas que, para a sua sorte e o azar das demais, deseja ouvidos e corações abertos e apaixonados por ela (ela acha que é super queridona). São as CARENTES DO SALÃO! Vulgas malas-sem-alça, inconvenientes, muitas vezes rudes na tentativa de serem engraçadas, querem ser vistas, admiradas, acreditam ser super queridas e muito divertidas. Na verdade, não percebem que a educação das parceiras de beleza lhe dão a falsa sensação de que é mesmo um sucesso!

De primeira você até lhe dá atenção, mas de segunda e de terceira, tem vontade de não fazer as mãos, chega a cogitar voltar em outro momento ou passar a marcar horários à tarde. A Carente do Salão geralmente não é bonita, está acima do peso, ou como Analú, representante imbatível, que emagreceu uns 15 quilos, e que por isso usa calcas antigas, largas, para que lhe perguntem ou elogiem sobre a nova forma.

 

 

Analú adora falar de sua vida em altos brados com sua voz intolerável  como se fosse a melhor aventura que você poderia curtir! Seus filhos são os mais inteligentes, suas discussões no trabalho são todas vencidas por ela, seu carro é poderoso e custou muito caro, sua casa é linda (embora finja desconsiderar que as manicures são pessoas mais simplórias do que ela, digo finge, porque gente assim, na real, tem problemas de autoestima, logo gostam de humilhar, mas fingindo que não o estão fazendo). Ela se acha tão especial que, por vezes, não marca hora e acha que sua manicure preferida e a recepção do salão teriam a obrigação de saber que o horário É DELA! Faz barraco e tudo, mas se o salão banca, ela toma um café e diz que volta no outro horário que lhe reservaram. E ela consegue inventar para si mesma que é tão querida a ponto de lhe arrumarem outro horário.

Nossa Valentina se ferrou quando pensou que seria a primeira a chegar ao salão de beleza naquele sábado de sol. Até ficou na dúvida se já estaria aberto, pois ainda eram 9h55. Mas como salão é lugar de mulherices, e talvez só mulheres entendam a importância dessa atividade feminina, a recepcionista já sorria antes mesmo da jornada começar oficialmente. Pedindo desculpas e recebendo a acolhida, Valentina então relaxou.

Seguiu para o setor das manicures, onde já havia uma pessoa terminando um cappuccino: Analú (como ela mesma se auto-intitula, “para os íntimos”, só que todos são obrigados a serem íntimos seus). Mais do que depressa, Valentina sacou um livro antes que Analú pudesse responder ao seu “Bom dia!” pois, do contrário, teria de dar atenção àquela mulher-toda-plugs, com condutores na ponta para lhe tirar todas as formas de contato, alimentando sua carência em formato de buraco negro, onde nada é o bastante. Já havia presenciado Analú em sua performance, e sabia quem ela era.

Como não havia nem manicures, Analú ficou calada diante da leitura iminente de Valentina. E vieram outras clientes. E o show começou. Fez as mãos e saiu (só conseguira um horário e voltaria mais tarde para fazer os pés). Não deu 20 min retornou com uma sacola. “GENTEEEEE!! Olha a minha bota!!! Comprei para a festa junina da escola dos meus filhos!!!!” (Uma bota “cor de burro quando foge, kkkkkkkkkkk”, ela ri  para lembrar a si mesma do quanto é engraçada). “Foi baratinha, R$ 590,00, Mariluce (sua manicure)!”. Não satisfeita com a baixa adesão, ela cria outra estratégia: “Vou desfilar, gente!!!”. E calça as botas, anda se rebolando que nem uma idiota, aliás é o que ela é, já que ninguém olha, a não ser uma moça (nova cliente, caiu na armadilha da primeira vez, coitada!).

Outra cliente chega, cumprimenta a todos e Analú lhe diz: “- Perdeu!!! Até desfile eu fiz aqui!”. A mulher nem respondeu. Meio que só na sua euforia, Analú saca o celular e segue em sua compulsão por atenção, agora com uma prima. Berros, gargalhadas… Assim seguiu a Carente do Salão, até que Valentina finalmente partiu, dividida entre os sentimentos de irritação e pena.

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NICOLE KIDMAN

“- Eu olho para a Nicole Kidman e logo me vem na cabeça uma cenoura, ela parece uma cenoura, sei lá…”

“- Não, na verdade ela tem cara de gente que come muuuita cenoura, com aqueles pés meio laranjas, mãos…”

É, às vezes a crítica feminina procede. Se Nicole fosse uma cor, certamente seria laranja. Ou uma cenoura.

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ENSAIAR ÀS VEZES É BOM

Valentina deu o azar de “comer carne onde se ganha o pão”. Sim, arrumou um namorado no trabalho. Mas ela já havia tido outros dois namorados por lá, embora com mais ou menos dois ou três anos de espaço entre eles. Agora foi o terceiro. E isso sem falar nos muitos fãs que ela possui!Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Mas o problema maior não é esse. É que, mesmo sendo uma super profissional, inclusive melhor do que a maioria dos homens, as coisas mudam de figura para ela, ou melhor, para seus superiores masculinos. Como assim, você pergunta?!

É, baby! É isso mesmo! Ao lerem qualquer parecer seu ou mesmo texto institucional de alta qualidade por ela produzido, enfim, qualquer coisa que venha a fazer para ser lido, logo dizem: “- Vejamos o parecer da D. Valentina…”, naquele tom de “daquela vadia” OU “daquela galinha” OU qualquer coisa do tipo. Pois é, nunca soube que um homem, mesmo pegando geral no trabalho, tenha seu perfil profissional desqualificado. Ninguém mistura sua vida sexual e afetiva com sua performance laboral. Mas já com as mulheres isso não funciona assim, muito pelo contrário! Mas não deixar que façam isso conosco pode ser uma saída. Como? Siga a inspiração de nossa heroína.

Foto livre de direitos autorais de homem, pessoas, mulher, construção

Valentina dessa vez ensaiou uma pergunta para quando seus superiores olharem-na com aquela cara de “eu sei o que você fez no verão passado…”. E a oportunidade chegou. Ao ser chamada pelo diretor principal, que logo botou-lhe aqueles olhos de lobo mau babaca, seguido do tom de acordo, ela não titubeou: “- Sr. Diretor, desculpe, mas por que o senhor está falando comigo desse jeito estranho, como se eu fosse um tipo de mulher o qual eu não sou?”. Ah! O cara até se engasgou ao tentar dizer algo: “(Cof, cof!) O que, Valentina?”. “É, isso mesmo o que o Sr. ouviu. Seu tom meio estranho… Algum problema?”

Por enquanto, pelo menos esse diretor, não fala mais com ela em tom que mistura desprezo com tesão recolhido. Ensaiar às vezes ajuda, de modo que aquelas más surpresas, principalmente as previsíveis, possam não ter a força de sempre.

 

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RAPIDINHA 55 – CASAMENTO DIFERENTE

 

Mulheres do Rio Grande Sul, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul combinando de saírem para a balada no Rio de Janeiro, depois de um dia de trabalho:

“Kenia não vai porque é casada…”, disse Ana. “Ué, mas você também não é casada, e vai?”, respondeu Tânia; “Mas o meu casamento é diferente do dela, eu minto para o meu marido e faço as coisas…”

 

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MULHERICE É…

Mulherice é sair para beber com uma amiga numa champanharia badaladinha e, a seguir,  ao tentar pegar um táxi, constatar que tem um supermercado em frente, cruzar a rua e fazer umas comprinhas antes de ir para a casa.

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Dia de Princesa

Sentada na Praia da Urca enquanto uma amiga de Brasília subia destemida no Bondinho do Pão-de-Açúcar, Valentina lia naquela manhã de mormaço. Chegou a cogitar o passeio, mas toda vez em que sobre no bondinho começa a se sentir arrependida (“Prá que é que eu vim????? Toda vez é isso!!!!”, quase rezando diz para si mesma), pois de uns tempos para cá não sabe onde ficou aquela Valentina corajosa e animada para as emoções da vida. Então pegou sua cadeira de praia, um livro de contos de Tennessee Williams e de roupa mesmo sentou-se de frente para o mar.

Numa ponta da pequena praia, bem abaixo da tenda dos salva-vidas, notou uma mulher de vestido branco com um buquê, subindo numa pedra. Sim, era uma noiva, o noivo e um rapaz. O vestido era simples, tomara-que-caia e saia que descia até os pés (parecia de jérsei). O noivo estava de calça comprida preta e blusa branca. O rapaz, de bermuda e chinelos. E foi um tal de poses sozinha, acompanhada…E tudo registrado com o celular na mão do rapaz. De cima os bombeiros olhavam, embora o mar batesse calmamente, como sempre é nessa praia.

Valentina sentiu um misto de compaixão com ternura vendo aquela noiva se equilibrando sobre as pedras da Urca, eternizando seu casamento. Pensou no quanto que as mulheres sonham com esse dia: o seu Dia de Princesa, o dia em que colocam vestidos lindos e brancos, grinalda no lugar da coroa, véu no lugar do raio de luz enfeitiçador. Passam o dia no salão de beleza ou na casa da madrinha, da vizinha…Tudo como se estivessem num castelo cercadas de damas de companhia.

Praia da Urca, bucólica sob o céu cinza e de mar verde-folha, cenário ideal para um casal de noivos. Não havia carruagem, mas pés molhados, barra do vestido levantada, risos, alegria, celular no lugar de máquina fotográfica. Tudo anunciando a existência de um Dia de Princesa.

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