Arquivo da categoria: Comportamento

Como nós somos.

ATÉ TU, KATY PERRY?!

Quem já assistiu a alguma aparição da jovem cantora Katy Perry não pode deixar de perceber que trata-se de uma graça de artista. Pois bem, um dia desses assisti a um filme/documentário sobre sua turnê, aquela em que ela entra com um vestido branco com desenhos de espirais vermelhas que giram, uma fofura, bem no espírito de sua notável brejeirice.

Mas eis que no meio do filme aparece um namorado que adentrou o coração da lady… Uma profissional brilhante no topo de seu talento (você pode gostar ou não de suas músicas, mas a moça compõe, canta direitinho, tem carisma e alegria, e ainda parece dizer não  à ideia de que magreza é lindeza – adoro isso, dela ser fortinha; ajuda até a compor mais sua brejeirice), chorou a ponto de quase não conseguir entrar no palco, pois mesmo com todos os adjetivos acima, quase morreu para o mundo e sua carreira, quando o tal charm-boy resolveu dispensá-la.

Até tu, Katy Perry, caindo no conto do príncipe encantado como o verdadeiro alicerce da felicidade de uma donzela?!?! Que nada, ou melhor, tudo que possui de maravilhoso e muito batalhado por você, perde qualquer valor por causa de um principezinho? Não, Katy querida, você não pode mais deixar isso acontecer com você. Você pode chorar, ficar mal, mas não a ponto de tudo de super bacana que você lutou e luta para conseguir perca todo o sentido, e sobre apenas a ideia infame de que uma mulher só vale algo, só é feliz e realizada, se tiver um homem. Não, Katy, você não pode fazer isso com você e nem com as meninas e moças que lhe têm como ídolo e modelo. Sei que é duro, mas se não querias ter essa responsabilidade bastava ser uma Valentina qualquer.

Nos contos de fada as heroínas travam todas as batalhas com dragões, bruxos e madrastas; ficam suadas e de vestidos rasgados, mas no fim disso tudo vem um príncipe cheirando a sabonete e cabelos escovados e faz com que, agora sim, a fera num corpo de mulher torne-se algo em que, a partir disso, pode ser feliz.

Katy Perry, em sua forma de Branca-de-Neve, deveria lembrar-se sempre em que achar que a vida perdeu todo o sentido por causa de um príncipe cheirando a sabonete, que ter um companheiro é maravilhoso, mas a vida é muito mais do que isso. Branca-de-Neve era muito amada pelo Caçador e os 7 Anões, e era muito feliz. Espero que você, e todas as mulheres, consigam ver mais sentido na luta da vida e das pessoas que as amam.

Katy Perry, abuse de sua graça e seja feliz a cada vez em que mobiliza pessoas com sua alegria e talento.

 

 

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RAPIDINHA 56 – QUANDO O CORPO CHORA

Às vezes os nossos olhos não são suficientes para derramar uma dor. Aí nosso corpo chora.

O que acontece em nosso cérebro quando estamos deprimidos?

 

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DA DELICADEZA

Em tempos de homens rudes, onde podemos encontrar uma sombra de delicadeza, um resquício sequer dessa forma tão humana de estarmos no mundo e nos relacionarmos uns com os outros?

A palavra delicadeza, até mesmo quando é pronunciada, promove singelos encontros fonéticos, como se entre as letras surgissem pequenos estalidos, como quando pisamos em grama fresca ou ouvimos a chuva pingando vagarosamente… Acho que não dá para falar delicadeza em tom rude, nem ser rude em nome da delicadeza. Se isso acontecer, já não era delicadeza, desde o início.

O filme francês, “A Delicadeza do Amor” (em francês é apenas A Delicadeza), desde o chefe que, mesmo apaixonado pela moça, não age de forma indelicada com a mesma, e nem com seu novo namorado, aliás, um personagem delicado, bem humorado, educado (como o próprio chefe tem de reconhecer, já bêbado após conversar com objeto de amor de sua querida). Mas, como pano de fundo do filme, nas relações, nos diálogos, está a delicadeza, aquilo que deixa a gente ser a melhor versão de nós mesmos (aliás, frase muito parecida com a do namorado delicado, falando da moça para o chefe enciumado).

Convido a assumir a delicadeza em nossos atos, seja com qualquer um. Às vezes somos rudes uns com os outros, desnecessariamente (já esta frase, foi dita por minha filha). E convido a assistirem ao filme deixando-se levar pela delicadeza do roteiro, da direção, da fotografia. Viva a delicadeza!

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DON JUAN DE FATO – revisitando Johnny Depp

Don Juan de Marco é um filme daqueles que, quem viu, não se esquece. Primeiro, pelo roteiro original e tocante; segundo, pelas brilhantes atuações; terceiro, pela fotografia; quarto, pela música maravilhosa; quinto, pela atuação memorável de Marlon Brando e, bem, sexto, mas não como último lugar, mas como destaque, temos Johnny Depp (*suspiro), num papel que parece  feito para ele: exigência de versatilidade, sex appeal, graça, carisma e beleza.

Johnny é um desses atores inesquecíveis por si só, com seu jeito maroto e despojamento chique. Mas esse filme parece ter lhe dado a chance de cunhar o que eu chamaria de Don Juan de Fato, inauguração de uma figura de Don Juan talvez não imaginada, para quem a conquista não é apenas uma questão de ego, mas uma experiência na qual se coloca em jogo saberes sobre as mulheres. Saberes sobre como olhar para as mulheres simplesmente no sentido de amá-las e fazê-las atendidas no seu maior segredo: sentirem-se amadas a ponto de não se lembrarem de que têm barriga ou que não estão depiladas. Depp, em seu Don Juan, celebra as mulheres com todo respeito e dedicação que um homem deve por elas ter. Espero que ele, o próprio Johnny, tenha aprendido essa lição, aliás, algo que gostaria que ele pudesse me provar, de fato!

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HOMEM DE POUCA PERSONALIDADE?

“Se eu tivesse, assim, uma personalidade muuuito forte, eu usaria um vestido igual a esse! Esse teu vestido é lindo prá c…….!”

Frase de um homem que adora mulher e roupa de mulher. Ele acha que tem pouca personalidade… Já eu acho que ele tem muita.

Homem inclinando seu queixo nas duas mãos                                                          https://www.pexels.com/

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HOMEM NÃO TEM DISSO

Mulherice certa: ter mania de dizer que não foi com a cara de alguém, sendo que esse alguém geralmente-quase-sempre é uma mulher. As mulheres têm essa mania ridícula, a de achar que são profetisas diante de uma pessoa. Já os homens

Mulher cobrindo o rosto com folhas de milho

não tem muito disso, não. Homens não perdem tempo desenvolvendo impressões ou tecendo especulações sobre os demais. Homens são práticos, conversam, riem, aproveitam a companhia

uns dos outros, enquanto as mulheres parecem gostar desses emaranhados de impressões.

O mais incrível é elas acharem que nunca se enganam. Sei… Vivemos reclamando dos parceiros cretinos, das amigas maravilhosas que se transformaram subitamente em bandidas, ou seja, nos enganamos muito com as pessoas, apenas isso, como qualquer ser humano. E ainda tem aqueles casos em que descobrimos uma pessoa incrível dentro de um corpo de um(a) suposto(a) mau caráter. Mas ainda assim achamos que acertamos em cheio ao simplesmente olharmos para a cara de alguém, geralmente uma outra mulher que chega e mobiliza a todos com seus tchans!

Mulheres, deixem disso! Vivam a vida com mais leveza, deixem os outros serem o que conseguirem ser, lá neles, não temos nada que ver com o jeito d@s outr@s… Apenas aproveitem conhecer alguém novo (embora não signifique abrir-se total, cautela sempre faz bem). Basta de profetizar e maldizer @s demais! Lembrem-se de que quem nos traiu foi geralmente um alguém que adorávamos, logo, nos enganamos na maioria das vezes. Paz e amor!

 

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MULHERES MENTIROSAS

“- Parece que não dá para se ter mais de 50 anos, gente!”, dizia Valentina para suas amigas (todas com idade entre 58 e 65 anos). Essa reclamação veio pela dificuldade de se encontrar um cara bacana, também nessa idade, bem como outras novidades meio chatas pelas quais nosso corpo começa a ser obrigado a passar, depois dos 45 anos. E nesse mundo de hoje, onde todos dizem que trepam muito e gozam maravilhosamente bem, mais ainda fazer ou não fazer sexo parece ter se tornado um dilema para a humanidade: homens tomando viagra e morrendo de enfarte e mulheres usando testosterona, ou sabe-se lá mais o que.

“- Eu não quero mais homem bem dotado, não! Não tenho mais tanta lubrificação… Fica difícil, às vezes…”, continuava a conversa Valentina. “- Eu não, fico super molhada! Aliás, parece até que meu tesão aumentou…”, se gabou Denise (com 62 anos…); “- Eu também sou que nem você, Denise, nada mudou para mim”, mais outra dizia (essa com 65!). Valentina olhava aquilo e não acreditava, e saibam que ela entrara recentemente na faixa dos 50, era a caçula e também a muito mais bonita do grupo: “- E vocês não usam nada? Nem um hormôniozinho?!”, já quase em deboche, pois nenhuma delas era mais casada, aliás, Denise dizia que transava com um rapaz de 35 anos, que a fazia gozar como louca, e tudo isso sem nenhuma gota de KY. “- E eu? Chego a molhar a cama, de tanto que eu fico excitada!” (Maristela tinha 59 anos).

Valentina ficou olhando para aquele show de quem é a mais fogosa e tesuda. E disse só uma coisa antes de retirar-se: “- VOCÊS SÃO TODAS UMAS MENTIROSAS!!!!

 

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