Arquivo do mês: agosto 2014

DESCABELADA PELA MANHÃ

A cabeleira de Valentina é algo que possui vida própria. Como Medusa, há vida em cada um de seus fios. Mas até aí, tudo bem, já que considera muita sorte ter uma vasta juba. Entretanto, quando acorda pela manhã, todas as serpentes parecem se mover do alto da cabeça!

Quando acorda sozinha, morre de rir ao olhar-se no espelho e deparar-se com aquela massa desordenada, viva, pululando da cabeça! Mas até aí, tudo maravilha! O problema é quando está de namorado e dormem juntos. Sempre precisava acordar antes do gato, correr para o banheiro e banhar-se rápido para o cabelo baixar a ira. Mas houve um dia em que, sem querer, descobriu uma saída mais simples.

O namorado Juan acordava mais cedo do que ela. Já imaginaram? Ela só sentiu aquele corpão se chegando junto ao dela cedinho, e logo a imagem da Medusa em que poderia ter se tornado durante a noite lhe veio à cabeça. Mas como levantar-se sem que ele visse seu cabelão? Olhou para a mesinha de cabeceira e viu um arco! Daí não titubeou: colocou o arco e ficou logo linda.

Desde esse dia não fica mais sem arco ao lado da cama, e nem precisa acordar cedo quando dorme com o namorado, podendo descansar e sonhar mais um pouco com ele.

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O ANIVERSÁRIO DA VOVÓ

“Vovó, o que a senhora quer de aniversário”? “Eu?! Quero trepar. Ouviram? Tre-par!”

A avó deixou os jovens netos atônitos ao respondê-los do alto dos seus quase 90 anos, que seriam celebrados com festa, na pequena casa numa comunidade do Rio de Janeiro. Todos se entreolharam… A neta mais velha conseguiu dizer: “-Pode deixar, vó! Seu aniversário vai bombar”! E saiu em busca da realização do, quiçá, último desejo da avó querida, mulher que sempre batalhou muito, sempre ajudou a todos, e nunca perdeu uma festa na comunidade.

E assim foi feito. A família se reuniu e pagou pela contratação de um rapaz de programa, que no dia da festa bateu à porta da casa todo cheiroso e bonitão. Na sala apertada com a mesa de doces, bolo, cervejas e refrigerantes, vizinhos e familiares o receberam alegres com apertos de mão e tapinhas nas costas. A avó, sentada em sua poltrona, deu a mão ao rapaz que a levou para o quarto, separado por uma cortina. E assim seguiu a festa, com música alta e todos conversando alegres. Ninguém tocava no assunto, nem tampouco tentava ouvir o que se passava com o casal.

De repente saem os dois. A avó toda alegre e arrumada como sempre, e o rapaz também. E foi como se a festa começasse de novo! E não é que o cara ficou na festa? Bebeu cerveja, conversou, discutiu futebol. E a vovó? Aproveitou a farra por completo, como sempre.

Essa história é verdadeira, acreditem. E mulherice não tem idade!

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