Arquivo do mês: fevereiro 2014

ROUPA NOVA

Rafaela não tinha dinheiro para se vestir como gostaria ou achava que merecia. Mas nunca deixava de comprar. Vivia mudando de boutique, nunca repetia, pois sua mulherice não permitia: comprava, usava e devolvia. Antes, tirava foto e postava no Facebook, para que pensassem que ela era uma mulher muito estilosa e que não repetia roupa. Depois de comprar ia para casa e logo arrumava um lugar para se mostrar, nem que fosse à padaria! Estava sempre bonita e lamentava não poder ir ao salão fazer o cabelo e “devolver”.

Sua ação é planejada, não é algo assim solto, de ímpeto. Para cada loja ela pensa uma história que divide com vendedora, fala do namorado (que nem tem), que vai não sei aonde… Experimenta umas 5 roupas, no mínimo. Escolhe, paga no cartão, e vai.

Aí usa a roupa uma única vez e, no dia seguinte, volta à loja para pedir devolução do dinheiro. Diz que a roupa não ficou boa, que apertou quando vestiu em casa, que o namorado não gostou, enfim. Como sai com a etiqueta já pagou mico, porque sabe como é etiqueta, parece ter vida própria, de gente má! Você está lá, crente que está abafando e ela aparece sorrateira, e sempre aos olhos de uma pessoa também meio cruel (“Ei! Sua etiqueta de fora!”, gritam. E quando arrancam-na? Aí ela fica na rasca, porque tem de inventar uma super história na hora de devolver).

Sua mulherice é essa: comprar roupa cara e bonita, usar sem tirar a etiqueta e depois devolver, e ainda desdenhando (“Essa roupa, em casa vi que ficou horrorosa! não sei onde tava com a cabeça”).

(Imagem: blog.modaeuropa.com.br )

 

 

 

 

 

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PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO “PÁGINAS DE VALENTINA”

“Valentina, textos frescos, leves, ácidos e picantes na medida exata! Saboreei e quero mais. Brindemos Claudia Medeiros!!!!
Super recomendo!

(Da leitora Emilce Lima)


Para adquirir um Livro, busque o site http://www.editoramultifoco.com.br e Lojas da Livraria da Travessa – Rio de Janeiro, Brasil.

 

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DIA DE SÃO VALENTIM X PÁGINAS DE VALENTINA = CONSPIRAÇÃO DO MAIS ALTO ESCALÃO DIVINO

Dia de São Valentim, Páginas de Valentina …

Só pode ser conspiração do mais alto escalão divino!

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FAZENDA NUNCA MAIS!

Karla, assim que se casou, foi com o marido à fazendo de um tio dele. Pegaram um avião até Belo Horizonte e mais um Ônibus daqueles que pareciam lombo de burro em estrada tortuosa e esburacada. A fazenda ficava numa cidadezinha (segundo ela, parecia ter só quatro ruas).

No primeiro dia foram andar a cavalo. Ela, num mais manso, meio pangaré, chega no final do dia estava toda assada de tanto que o cavalo socava. Já o marido, empinava o cavalo, corria … Parecia o Zorro quando saía de cena.

Na cidade, ao pararem na padaria, ela escutou um CHÓÓÓÓÓ ‘! “O Que é Isso?”, gritou assustada e matando o marido de vergonha, pois o tio era prefeito daquelas quatro ruas e o cavalo dela estava era fazendo um super-xixi!

De tarde se deitou na rede para descansar. Quando foi levantar, deu de cara com um camaleão que a mirava compenetradamente (“Aquilo, prá mim, era um jacaré, gente!”). E nada do bicho sair nem deixar de encará-la. Ela começou a gritar pelo marido que veio correndo, mas se irritou um pouco com aquela mulherice.

De noite, hora de dormir, um camundongo correu pelo quarto, outro berro!

De manhã, já estressada, disse que não ficava lá “mais nem um minuto!”. O Marido pediu só pra dar mais um galope, e lá se foi, empinando o cavalo.

No avião, sentindo-se salva pelo clima urbano, sorriu aliviada. E tudo aquilo só para o marido brincar de Zorro!

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E ELES FORAM FELIZES PARA SEMPRE… O livro PÁGINAS DE VALENTINA

 

Exibindo CAPA_Páginas de Valentina.jpgE eles foram felizes para sempre…

 Valentina nunca acreditou em príncipe encantado até conhecer Marcelo. A partir desse encontro, sua história se desdobra em crônicas, reunidas no livro “Páginas de Valentina”, que revelam as agruras e delícias da vida de uma mulher sensacional, alegre e sensível que sempre soube o que quer: ser feliz.

 Independente e bem resolvida na vida, a divertida Valentina adorava provocar suas amigas com o assunto sobre as princesas: “Será que a Branca de Neve não era feliz com os sete anões? Parecia que sim, apesar de ser discutível trabalhar como empregada doméstica de sete homens porquinhos. A princesa não demonstrava se sentir explorada, como se até fazer faxina fosse coisa molinha. E a Cinderela que também nunca reclamava de assoberbar-se, gente!”.

 

Assim é a personagem principal do livro Páginas de Valentina, de autoria de Claudia Medeiros, que se revela presente dentro cada mulher através de seu universo feminino peculiar povoado de mulherices (coisas de mulher) e homices (coisas de homem). E Valentina tinha uma convicção: a de que príncipe encantado não existe. Porém, num belo dia, após um encontro, isso de tornou uma dúvida seguida de muitas outras: o que é felicidade? O que é ser mulher? Somos princesas?

Carioca da gema, Claudia Medeiros é pedagoga e Mestre em Educação Brasileira pela PUC-Rio. Cheia de mulherices, adora Elvis Presley, Johnny Depp, Gene Kelly, filosofia, cinema, além dos autores Leandro Konder e Walter Benjamin. É autora do blog mulhericesblog.com que deu origem ao tema explorado em seu primeiro livro, Páginas de Valentina, no qual revela que o cotidiano de uma mulher é escrito por ela a cada dia e invadido por muitas histórias dos outros sobre as quais não se tem controle.

Princesas, príncipes… Tudo isso é parte de um ideário coletivo que, mesmo criticado, vai nos constituindo como sujeitos… Daí que quando um homem tem traços de um príncipe, seduz. Até mesmo a descrente Valentina. E o que as histórias de Páginas de Valentina pretendem mostrar é que a vida das mulheres não depende de um (muitas vezes aparente) campo afetivo de sucesso para que sejam felizes ou respeitadas. Que podemos ir muito além do estereótipo de princesas à espera de um príncipe encantado, pois há uma vida cheia de desafios, boas surpresas e alegrias que independem da presença de um homem. Além disso, olhar com mais senso de humor os dramas do cotidiano feminino”, conta a autora.

  

“Páginas de Valentina”, de Claudia Medeiros – Editora Multifoco

Lançamento: dia 14 de fevereiro (sexta-feira), às 19 horas

Local: Livraria da Travessa, Rua Visconde de Pirajá, 572 – Ipanema – Rio de Janeiro – RJ

Preço: R$ 36,00

À venda nos sites  apartir de 14/2: www.travessa.com.br, www.livrariacultura.com.br e http://www.editoramultifoco.com.br

 Mais informações à imprensa:

Andréa Dias – 21 981442702 / andreadias@percursocom.com

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QUANDO A LAGARTIXA FOI EMBORA

Rosimeri tem uma das mulherices mais comuns do mundo: medo de lagartixa! Mas essa história foi contada por causa de um comentário seu sobre os animais (“experimente falar com os animais, eles escutam!”).

Defendendo sua tese contou que, um dia, ao chegar  à porta do quarto de empregada, viu próxima ao portal, no chão, uma “lagartixa bebê, daquelas branquinhas, sabe”? C omo não tem coragem de matar bicho nenhum, que dirá uma lagartixinha, ela abaixou e disse: “- Olha, só não pode sair daí, tá”? E assim foi uma semana, 1o dias, ela indo ver a lagartixa que crescia a cada dia.

Mas houve uma vez em em que ela achou a lagartixa muito grande, aí o medo voltou (“Ai! O que eu faço com você? Agora estou ficando com medo demais, você está muito grande, lagartixa… Por que você não vai embora, assim, achar outra casa com mais insetos?”).

No dia seguinte, ao chegar no portal, cadê a lagartixa? Sumiu!. Rosimeri começou a chorar. 1º, porque se sentiu culpada; 2º, porque pensou que a lagartixa,, ao sair de lá poderia morrer numa casa onde não houvesse clemência pelos animais, por mais nervoso que possam provocar.

Medo de lagartixa é mulherice barata perto de chorar por uma lagartixa que foi embora.

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RAPIDINHA 46 – HOMEM OU SUPER HOMEM?

Saindo de São Paulo entrou na cabine do banheiro do Aeroporto de Congonhas e trocou o terno por um jeans e uma camiseta.

“É um pássaro? Não! É um avião? Não! É o Super Homem? Não”! 

É apenas um homem que veio jantar com a namorada num bistrô do Rio de Janeiro.

Romântico, não? Para nenhuma admiradora de Clark Kent botar defeito.

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