Arquivo do mês: outubro 2013

UMA VINGANÇA, UMA MULHERICE

“Vingança é um prato que se come frio”. Será?

Era uma vez uma mulher chamada Marisa cuja amiga, Luana, a procurou para contar uma coisa horrorosa: que uma colega transou com seu namorado no carro dela, Marisa!!!!!

“Juraaaaa?!?!?Que cretinooooooooo!!!! E o pior que foi verdade”! Marisa se lembrou atá da noite em que emprestou o carro para o cabra que disse que ajudaria a mãe a fazer não sei o que. “Mas como você soube, Luana”? “A Mônica, minha colega me contou, a própria! Ela não sabia que ele era seu namorado, mas viu no carro as fotos de suas filhas naqueles imãs. Ela só te viu uma vez na vida, lembra? Eu, você e as meninas estávamos na praia quando ela veio me cumprimentar, mexeu com elas… lembrada agora”?

 Marisa ficou com aquela ideia fixa que só o ódio e o ciúme conseguem produzir. Ficou pensando em como faria para se vingar. Quando o cara ligava ela mandava a empregada dizer que estava dormindo, que saiu… Celular ela atendia com uma desculpa para desligar logo, não queria que a raiva passasse. Quando sentia que ia passando, tratava de lembrar de tudo!
Um dia encontrou um amigo de infância tão danado quanto ela. Planejaram uma vingança meio perigosa, mas para ela, à altura. Saíram vestidos de preto tipo umas 2 horas da madrugada. Acharam o carro do “féla”, estacionado. Se encostaram no mesmo como se estivessem namorando. Enquanto fingiam se beijar, o amigo jogava diluente de tinta de carro no teto e o líquido corria tanto para o capô quanto para a mala. Depois picharam o carro com ofensas.

No dia seguinte, o (ex) namorado procurou por Marisa espumando de raiva. Ela, muito calminha por fora (“Segurei a onda, Luna, tipo criminal!”), Ele disse: “Marisa, você é um desperdício para a Globo! É uma atriz! Para não dizer outra coisa, sua pilantra”!

“Luana, eu neguei, neguei e neguei! Essas coisas a gente nunca diz que fez! Eu sou daquelas que se o cara me pegar dando um beijo em outro eu nego! Faço que nem homem! Nego”! Luana, agora vendo que a amiga estava vingada, ou melhor, sentindo-se assim, contou-lhe os detalhes do que ocorrera dentro do meu carro naquela noite cretina.

Marisa ainda curte a vingança com o amigo. Aliás, passaram a namorar. Para ela, deu tudo certo. Mulherice muito, muito discutível…

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BASTA UM PAR DE BOTAS OU DE TAMANCOS

História 1: Quando entrou no quarto e acendeu a luz, PUFF! queimou! Ai, tem coisa mais chata do que lâmpada para ser trocada por uma mulher que  não tem homem em casa, ou melhor, que só tem homem fora de casa? Deixou para o dia seguinte, pois no quarto tudo parecia estar pintado de negro e todo seu potencial tátil foi colocado à prova.

De manhã pegou a escada, mas ela só tinha 1,52, e o teto era muito alto. Faltavam quase  dois palmos para alcançar o lustre. Eis que entra no quarto, descabelada e recém acordada,  a filha moça. Já mais alta do que a mãe (tinha 1m65), disse que trocaria a lâmpada. Subiu a escada, mas ainda faltava uns 15cm. Colocaram uma das antigas listas telefônicas e ainda não dava. E uma ideia luminosa se acendeu: “Coloca aquela minha bota bem alta”!

Em cima de uma escada, de botas de salto e pijaminha cor-de-rosa, uma moça trocou a lâmpada. Às gargalhadas, a mãe amava a cena. E a filha ainda fez um “Tharam!” acompanhado de pose de Gogo Girl!

 

História 2: Doida para prender uns quadrinhos na parede tentando mudar um pouco a casa após a separação, comprou uns preguinhos de aço na loja de ferragens perto de casa e subiu faceira. Depois de medir e eleger onde seriam colocados  os quadros, lembrou-se que não tinha martelo. Desanimou por segundos, até se lembrar de um par de tamancos porreta que tinha, bem pesadão.

Para que homem dentro de casa se eu tenho um par de botas e um de tamancos?

 

 

 

 

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Arquivado em Comportamento, Mulher

PEITINHOS DO BEM

Aos 5o anos descobriu que estava com 3 tumores nos seios – 1 e 2. Não sabia se eram malignos até o resultado da biópsia sair. Enquanto esperava decidiu fazer uma festa de aniversárResultado de imagem para seiosio, o qual já havia chegado. As filhas, já moças, organizaram tudo. Durante a festa andava vaporosa e linda como sempre. Conseguia falar da cirurgia que se aproximava com naturalidade. Na verdade, Maria Claudia já enfrentara tantos problemas… Seria mais um. Há uns quinze anos teve que procurar um emprego, pois durante o primeiro casamento não precisava trabalhar; mas a vida deu uma daquelas voltas que quase nos derrubam. Quase! 

Quando o resultado saiu, todos comemoraram! Os tumores, embora de nível três, ainda eram benignos. A cirurgia foi marcada para a retirada dos seios e colocação de próteses. “Doutor, eu quero tamanho 40, tive peito grande a vida toda, chega”! Passado tudo, contou a uma amiga que o marido falava que parecia ter uma mulher nova em folha! “E quando eu deito?! Os peitinhos não viram, não caem! Ficam assim, querida, durinhos para a frente! Uma beleza”! 

Maria Claudia é daquelas mulheres cheias de mulherices. Morena, cabelão, está sempre cheirosa, com roupas transadas e jóias que nem se percebem, pois parecem que fazem parte de seu corpo, não se ostentam, incrível. Naturalmente ela brilha. Sempre com um sorriso generoso,  seu coração é de ouro puro e seu abraço acolhe a todos.

De peitinhos novos, vive brincando que eles apontam para as novas direções que ela deve tomar. E se há alguém que esteja sem saber para onde ir, é só ir atrás! Vai encontrar o caminho do bem.

(Imagem: www.melhorcomsaude.com)

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QUE SIMPATIA…

Ela usava de uma mulherice muito esquisita: a antipatia. Nem no dia de comemoração no Dia da Secretária (sua profissão) foi capaz de desapegar desse seu tipo. Uma vez chegou a comentar que “uma mulher charmosa tem de ser séria” (ela confundia um pouco as coisas).

A chefe parece ser a única que gosta dela na repartição. Todos, sem exceção, comentam que a primeira resposta dela para tudo é “Não”; ou “agora não vai dar”, “tô meio atrapalhada”, você não pode fazer?”, e sempre com cara de nojo, ou seja, a antipatia compete com sua falta de educação.

Então, no Dia da Secretaria, a chefe, querendo lhe agradar,  chamou a equipe para lanchar numa mesa bem engraçadinha, com flores e um bolo muito do fofo. Todos foram comemorar, mas ela, assim que acabou de se servir, simplesmente retornou a sua mesa sem nem agradecer ou sorrir.

Se existisse linguagem de balões na vida real talvez ela pudesse visualizar, sobre as cabeças de seus colegas de trabalho, os piores adjetivos que uma pessoa mereceria numa situação como essa.

Tem tanta mulherice boa, gente… É melhor não escolher a antipatia, pois “Tcha-tcha-tcha! Minha secretááária!” (lembram dessa propaganda?), você estará saindo do caminho do charme e da graça. E não passará de uma palhaça (ops! escapou do meu balão!).

 

(Imagem: manteiganosofa.blogspot.com)

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