NAMORADOS PARA SEMPRE

Essa história deveria se chamar apenas Georgina, mas cabe para o dia dos namorados não registrado pelo Mulherices.

Georgina era amiga de Valentina. Quando estava na escola, aos quinze anos, ela e seu professor de Educação Física se apaixonaram. Mas como fazer, pois isso foi na década de 60, ele já era um homem e, o pior, casado!?

Prometeu se desquitar (ainda não existia divórcio no Brasil). A única ideia que tiveram, ainda assim foi fugir. Fugir?! Sim, fugir. Partiram do princípio que a família de Georgina não aceitaria o namoro e muito menos o casamento com um homem casado às portas de um desquite. O pai dela era advogado da comarca onde se daria o fim do casamento dele, e poderia entornar o caldo se por acaso imaginasse!

Mas não fugiram logo. Seguiram namorando por onze anos escondidos no Aterro do Flamengo, em cinemas que na época as sessões emendavam umas nas outras, Museu Nacional de Belas Artes e, com a bênçãos de Deus e das almas, em igrejas e cemitérios. O desquite, de fato, só veio um pouco antes da fuga. Primeiro, compraram mantimentos caso tivessem que ficar escondidos para não serem impedidos de consumarem o casamento. Depois se casaram. E contaram.

Foi um chororô, gritos, desgostos, que a filha ficaria arruinada assim que o cara se satisfizesse. Mas tanta praga não deu nem prô cheiro. Eles estão casados até hoje, têm dois filhos homens, os quais chamam o pai de papa-anjo, com razão.

Mas a mulherice da história está na coragem de Georgina. Tão jovem na época, ter se lançado num rio sem saber se dava pé, correndo o risco de se afogar. Afogou-se, sim, de amor e de uma vida de amizade, cumplicidade,  parceria e namoro.

Valentina amou essa história, nunca se esqueceu. Principalmente do marido de Georgina, um homem que honrou sua palavra e seu amor. E lutou por ele. Linda essa história, não acham? E é verídica!

(Imagem: proseando-blog.blogspot.com)

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6 Comentários

Arquivado em Comportamento, Felicidade, Homem, Medo, Mulher, Sentimentos

6 Respostas para “NAMORADOS PARA SEMPRE

  1. Cristina Medeiros

    Linda a história! Parabéns aos 2!bjs

  2. Amigas de Mulherices, vim ler de novo e tornei a me apaixonar pelo texto da Claudinha! Valeu, amiga! Mais uma vez fiquei emocionada! Você conseguiu, em poucas palavras, contar uma história que já tem 55 anos! Beijos no seu coraçãozinho…

  3. Obrigada, Cristina Medeiros! Eu sou a própria Georgina dessa história! Rsrsrsrsrsssss…

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