Arquivo do mês: junho 2013

DUAS HISTÓRIAS E UMA MULHER TINHOSA

Durante a 2ª Guerra Mundial, navios brasileiros foram bombardeados, conta a História, pelos alemães. Traziam os rapazes que se alistariam nas Forças Expedicionárias Brasileiras. E morreram todos. Dizem que foi um ataque dos americanos para que o Brasil entrasse na guerra; mas nunca se provou nada.

A bisavó de Valentina, D. Isabel, conhecia alguns dos rapazes falecidos, nordestinos como ela. Ela ficou tão brava que disse: “Eu vou lá ao Palácio do Catete!!! Eu vou mandar o Getúlio Vargas preparar um canhão de grande poder de fogo e vou de bucha de canhão! Eu vou morrer, mas quando eu chegar lá na Alemanha, vou dar tanto soco nos alemães que vou matar um bocado deles”!

A mãe de Valentina, criança na época, imaginava D.Isabel, que era muito magrinha e usava os cabelos pretos arrumados num coque, na figura de uma Olívia Palito saindo pela boca do canhão, voando rumo à Alemanha, tal como nos desenhos animados do Popeye. Valentina, quando era criança, e até mesmo já adulta, construía a mesma imagem na cabeça.

Outra história da bravura de Isabel foi quando seu irmão, que era bicheiro, ter sido preso e levado para o presídio da Ilha Grande. Ela, mais uma vez, se reportou à figura de Getúlio: “Eu vou lá falar com o Getúlio Vargas”!

A avó de Valentina a viu sair toda determinada e até hoje não sabe se ela falou com o Presidente ou não. Mas que D. Isabel, depois desse dia, foi visitar o irmão no presídio e soltá-lo, isso ela conseguiu. Dá até para acreditar que Getúlio a recebeu e, por ela, intercedeu.

(Só a título de curiosidade, o irmão bicheiro tinha uma namorada, Nadir, que quando a polícia chegava, engolia as listas de Bicho para ele não ser preso).

(Imagem: www.gazetadopovo.com.br )

Deixe um comentário

Arquivado em Comportamento, Mulher

POXORECA

Minha amiga tem um filho que é uma figura. Um dia desses, ela falava que iria para Poxoréo a trabalho, em Mato Grosso. E começou aquela função, arruma mala, briga com o filho que estava zanzando, combina coisas com a empregada… Eis que sua gerente liga e diz que a viagem foi cancelada. Ela, aliviada, deu um gritinho “u-hu”!

“Baleia Branca” (apelido do menino, uma brincadeira de família, ele não era gordo), do alto de seus cinco anos entrou no quarto e perguntou: “Mãe, você não vai mais para Poxoreca”?

À minha amiga só restou cair sobre a cama morrendo de rir.

(Imagem: turismo.culturamix.com)

4 Comentários

Arquivado em Comportamento

QUANDO O HOMEM PENSA QUE É O MAIOR (MAS É O MAIOR TROUXA)

Eram dois feios, dois cafonas, dois arrogantes, dois chatos. Um casal. Um homem e uma mulher. E ele, gordo, advogado, ainda por cima bebe, fala alto, é e grossildo com a mulher.

Ao decidirem morar juntos no apartamento dele, organizaram um contrato com separação total de bens (ideia dele, pois ela não possuía bens, embora fosse de família rica; ele, achava que era rico).

O tempo foi passando e o homem, que pensava que era rico, apenas não passava de um perdulário; logo, vivia sem dinheiro. Daí o caminho traçado por ele começou a entortar. Primeiro, ela comprou a metade daquele apartamento. Depois, comprou a outra.

Conclusão: hoje, o esperto que não querida dividir nada, acabou sem nada, e nem metade do que se tornou dela (que era dele), ele não tem mais direito.

Como diz minha mãe, o mundo só tem armadilha para esperto.

(Imagem: aconquista.zip.net)

 

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Dinheiro

RAPIDINHA 35

❝ Talvez possamos ser as almas gêmeas umas das outras. E então os homens seriam apenas uma diversão maravilhosa. ❞ Charlotte York (Personagem de SEX AND CITY)

(Do blog http://andrehotter.wordpress.com)

(Imagem: teleseries.uol.com.br)

5 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Uncategorized

KÉURIA, A ESTRANHA

Seu nome é Ana Kéuria e adora contar a história de como ele surgiu.

Quando seus pais estavam grávidos dela, assistiram ao famoso filme “Carrie, A Estranha”. Adoradores de filmes de terror e suspense, decidiram colocar o nome da filha bem parecido. E ficou Ana Kéuria, pois quem sofre medo junto, ama junto, decide junto.

“Gosto muito do meu nome por remeter ao suspense, por parecer estranho aos que não me conhecem”, diz ela com sua veia macabrinha!

Talvez seu nome tivesse que ter sido mesmo, Carrie… Porém, é Ana Kéuria e ela não tem nada de estranha! É bonita, jovem, alegre e muito querida. Mas, para não perder o suspense, coisa que ela e seus pais amam, até que ponto a verdadeira Carrie pode estar sempre por perto, caso ela precise espantar algum mala de sua vida?

(Ana Kéuria mora em Belém do Pará)

(Imagem: www.trilhadomedo.com)

2 Comentários

Arquivado em Comportamento, Felicidade, Mulher

“PASSO O CETRO A-GO-RA!”

Um amigo do namorado argentino de Valentina, já com seus 50 anos, era casado há pelo menos 25. Sua esposa, como a maioria das mulheres, estava mais acabada do que ele, teve filho, fumava, bebia, não se exercitava…

Quando Valentina e o cara começaram a namorar, o casal se aproximou e às vezes saíam juntos. O amigo era muito engraçado, mas a mulher também era danada e muito inteligente. Um dia, ele começou a brincar dizendo que queria agora, àquela altura da vida, “uma mulher-cimento, toda durinha, que nem a Valentina”!

A esposa não titubeou: “Então veja se arruma antes do próximo fim-de-semana, quando sua mãe chegar de Buenos Aires, para que a mulher-cimento a carregue para os shoppings, para o Leblon, para a massagista, para a praia, para almoçar fora… louca para passar esse cetro! Passo o cetro a-go-ra! Já”!

Resposta de rainha!

4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Princesas

NAMORADOS PARA SEMPRE

Essa história deveria se chamar apenas Georgina, mas cabe para o dia dos namorados não registrado pelo Mulherices.

Georgina era amiga de Valentina. Quando estava na escola, aos quinze anos, ela e seu professor de Educação Física se apaixonaram. Mas como fazer, pois isso foi na década de 60, ele já era um homem e, o pior, casado!?

Prometeu se desquitar (ainda não existia divórcio no Brasil). A única ideia que tiveram, ainda assim foi fugir. Fugir?! Sim, fugir. Partiram do princípio que a família de Georgina não aceitaria o namoro e muito menos o casamento com um homem casado às portas de um desquite. O pai dela era advogado da comarca onde se daria o fim do casamento dele, e poderia entornar o caldo se por acaso imaginasse!

Mas não fugiram logo. Seguiram namorando por onze anos escondidos no Aterro do Flamengo, em cinemas que na época as sessões emendavam umas nas outras, Museu Nacional de Belas Artes e, com a bênçãos de Deus e das almas, em igrejas e cemitérios. O desquite, de fato, só veio um pouco antes da fuga. Primeiro, compraram mantimentos caso tivessem que ficar escondidos para não serem impedidos de consumarem o casamento. Depois se casaram. E contaram.

Foi um chororô, gritos, desgostos, que a filha ficaria arruinada assim que o cara se satisfizesse. Mas tanta praga não deu nem prô cheiro. Eles estão casados até hoje, têm dois filhos homens, os quais chamam o pai de papa-anjo, com razão.

Mas a mulherice da história está na coragem de Georgina. Tão jovem na época, ter se lançado num rio sem saber se dava pé, correndo o risco de se afogar. Afogou-se, sim, de amor e de uma vida de amizade, cumplicidade,  parceria e namoro.

Valentina amou essa história, nunca se esqueceu. Principalmente do marido de Georgina, um homem que honrou sua palavra e seu amor. E lutou por ele. Linda essa história, não acham? E é verídica!

(Imagem: proseando-blog.blogspot.com)

6 Comentários

Arquivado em Comportamento, Felicidade, Homem, Medo, Mulher, Sentimentos