VALENTINA NA ESCOLA E OS GAROTOS APAIXONADOS

Essa é da época em que Valentina tinha seus 13, 14 anos. Embora muito jovem, já era uma pessoa decidida e sensível ao mesmo tempo. Gostava de esportes, corria muito bem na pista de atletismo na escola, nadava, mergulhava, era muito destemida. Comandava a turma, tinha muitas amigas e alguns poucos amigos, digamos assim. “Alguns” eram os garotos mais descolados e engraçados, os demais, bem, os demais ela não curtia muito. Por quê, você pergunta?

Porque eram chatinhos e bobos, além de alguns meio violentos. Valentina nunca gostou dos violentos e brigões.

Valentina tinha lugar marcado na classe, logo na frente da mesa dos professores, como alguns dos colegas, mas não porque fizesse bagunça, mas ela ria muito, especialmente daqueles amigos engraçados que, por saberem de seu senso de humor, faziam muitas coisas divertidas. E ela pagava o pato. Mas vamos aos rapazinhos.

Bastava não ter professor na sala que eles gritavam lá do fundo: “Valentina! Sua piranha!”, “Valentina! Sua metida!”, Valentina isso, Valentina aquilo. E vocês pensam que ela deixava barato? Nada. Sem nem virar de costas gritava “É, eu sou piranha, sim! Mas e vocês que não passam de um bando de bichonas?!”, “Seus veadinhos!”, “Birrinhos de bola!”.

Mas que coisa isso dos meninos ofenderem as meninas, não? E isso não é de hoje. Hoje parece até que é pior. Mas eles a ofendiam, segundo um colega a quem ela reencontrou já adulta, que era porque um deles, um louro meio grandalhão, de pele bem branca (daquelas avermelhadas) e olhos azuis, o mais grossildo e forte da turma, que também tinha sua liderança, era apaixonado por ela, mas que, como sabia não ter chance, partia para a ignorância.

Esse é um comportamento muito estranho, principalmente nos espécimes masculinos. Quando se sentem rejeitados ofendem, agridem, um horror. Por que não deixar a Valentina em paz? Segundo o amigo, ele morria de raiva de gostar dela.

Essa história me fez pensar em “quem ama não mata”.

(Imagem: getsbrinquedos.fplace.com.br)

(Revisão: Ney Flávio Meirelles)

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4 Comentários

Arquivado em Comportamento, Homem, Mulher, Sentimentos

4 Respostas para “VALENTINA NA ESCOLA E OS GAROTOS APAIXONADOS

  1. Dully Pimenta

    Quem ama não mata, combina bem com essa historia.

  2. Cristina Medeiros

    Claudia..amei: ” Quem ama não mata)

    • Esse comportamento violento dos homens, sejam meninos ou não,é um fato que a sociedade parece tolerar, tanto que eram adolescentes com raiva de serem rejeitados. Aliás, parece incentivar, visto que tantan macheza dá a impressão de que não há ali um gay. Muito sério isso.

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