Arquivo do mês: novembro 2012

RAPIDINHA 3

(Homenagem a Walter Benjamin)

  “Para homens  

Convencer é infrutífero.”

Imagem artintheage.com

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QUESTIONÁRIO PARA VALENTINA – PERGUNTA 3

 VALENTINA, VOCÊ SERIA CAPAZ DE  VOLTAR ATÉ AQUELE DIA DE SOL EM SÃO CONRADO, SOZINHA NO SEU CARRO, INDO NÃO SEI PARA ONDE? Continuar lendo

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RAPIDINHA 2

Sabe quando você pergunta para homem aquelas mulherices tipo “onde é que você tava?” e ele fica calado? Faz a mesma coisa quando ele te encher o saco.

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QUESTIONÁRIO PARA VALENTINA – PERGUNTA 2

SERÁ QUE TODO ESSE SOFRIMENTO É POR QUE O MARCELO É O CENTRO DA SUA VIDA, OU É POR QUE VOCÊ NÃO AGUENTA NÃO SER O CENTRO DA VIDA DELE?

Desculpe a dureza dessa pergunta, mas é algo que talvez esteja em jogo: a descentralização. Continuar lendo

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QUESTIONÁRIO PARA VALENTINA – PERGUNTA 1

VALENTINA, SERÁ QUE SE VOCÊ PENSASSE A FELICIDADE TAL COMO ESTÁ NA “LISTA DA FELICIDADE”, EM VIVER SÓ POR HOJE, SOFRERIA MENOS COM A PERDA DO MARCELO?

Eu digo sofrer menos, o que não significa não sofrer.  Continuar lendo

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RAPIDINHA 1

Meu amor, decida: há momentos em que você me trata como se eu fosse a sua filhinha burra; em outros, como se fosse a sua mãe chata. E tem aqueles em que eu sou a sua mulher maravilhosa. Das três, uma: como pai não come filha e mãe não dá para filho, só sobrou eu ser sua Mulher Maravilha.

Imagem hqrock.wordpress.com

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A LISTA DA FELICIDADE QUE NÃO É PARA SEMPRE

Essa coisa de ser feliz é mesmo muito complicada. É tão complicada que geralmente a gente não fica feliz como acha que deveria e aí então só nos resta uma sensação perene de insatisfação.  Ensinaram-nos que existe uma felicidade tão grande, mas tão grande e que ela não acabará nuuunca! Só nos resta encontrá-la. Continuar lendo

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CONTOS DE FADA FADADOS AO LUGAR COMUM – II: TEMERIDADES

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Há um outro aspecto dos contos de fada sobre o qual não falei: a quem as princesas deveriam temer de fato? Aos homens que talvez fossem violentos, que poderiam lhes agredir ou trair? Não: as outras mulheres.

A competição entre mulheres: outro mito(?) complicado. “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?!”. Mas a Madrasta da Branca-de-Neve ainda não sabia perguntar: E mais gostosa? E a que parece bem casada? E a que tem mais empregadas? E a que tem mais joia? E a que tem o carro mais novo e foi o marido quem lhe deu? E a que tem o emprego melhor? Ai ai ai ai ai… Ô, coisa horrorosa, gente! Já a madrasta da Cinderela, talvez por ser mais velha não competisse com a enteada nesse sentido, mas tinha aquelas duas filhas feias-que-nem-o-sarampo e que jamais fariam frente à candura e à beleza de Cinderela, ou seja, perderiam os melhores partidos logo de cara, literalmente, coitadas… Madrastas com propósitos diferentes, mas com uma coisa em comum: uma inveja incontrolável a ponto de matar ou torturar mulheres bonitas (embora eu ache a Madrasta da Branca-de-Neve mais bonita do que todas juntas).

Outra questão agora: e o Espelho da Madrasta? Era hétero ou gay? Parece coisa de bicha má falar que ela, de repente, deixou de ser a mais bonita. Aposto que assim que a rainha saía de sua frente ele dava aquelas gargalhadas clodovilnianas (do falecido Clodovil) e dizia: “- Toma, bandida! Deixa de se achar!” Sabem como é bicha quando quer ser má, especialmente com mulheres… Pessoas, por favor, isso é só brincadeira, eu jamais achei que maldade com mulher é coisa de gay, muito pelo contrário, ser gay não remete a caráter. Como costumo dizer, os que mais me fizeram mal na vida eram (pareciam, né?) ser plenamente héteros. Mas como tenho amigos gays que brincam muito com essa coisa de criar termos e rir muito dos mesmos, me apoderei do “bicha má”.

Mas tudo isso se refere a um universo feminino, seja constituído por gays e/ou por mulheres, no qual rola muito essa coisa desagradável de estarmos, tod@s, competindo. E sabem por quem? Pelas belezuras dos homens, dos príncipes, gente! Mas que príncipes? Os da minha geração, por exemplo. Eita, que tem cada barriga, pernas e braços finos, grossildos, mas que se acham. E mesmo assim algo os faz pensar que você está louca para dar para eles. Não sei de onde eles tiram isso. Você aceita sair com o cara, e o fato de ter dado para ele (e quando é na primeira noite?) o faz achar, também, que é porque você está apaixonada, e não que apenas quis dar uma trepadinha. Não sei de onde os homens tiram isso. Talvez do ideário de serem príncipes e nós as princesas esperando por eles.Resultado de imagem para contos de fada

Se você tratar bem um homem, então… Corre o risco de achar que você tá louquinha por ele. Lembro-me de uma colega no trabalho que por cumprimentar e dar atenção NORMAL a um cara recém-contratado e, detalhe, homem muito feio, num cargo muito abaixo do dela (por favor, não estou sendo preconceituosa aqui, apenas quero enfatizar como os homens se acham), logo começou a se sentir como se ela estivesse a fim dele. E juro que ela não o tratava como se tivesse qualquer interesse. Talvez porque ela fosse bonitinha, tinha bundão, morena… Conclusão: teve que começar a parar de falar com o cara, nem “bom dia” mais ela lhe dava.

Um outro caso foi um cara com quem fiquei um bom tempo, que dizia desde o início: “- Olha, no dia em que achar que não rolar mais, eu vou lhe dizer: não dá mais, mas vamos continuar amigos…”. Ou seja, ele contava com que eu nunca fosse deixá-lo, que essa seria missão dele. Lembro que um dia quando eu, de saco cheio de suas atitudes egoístas, lhe disse que não queria mais me relacionar com ele, não. Olha, eu já vi homem chorar na minha frente, se ajoelhar, bater porta, pegar no meu braço, mas ficar pálido, com a boca meio branca, essa eu nunca havia visto. O cara tomou um susto! E eu não acho que o susto foi pelo fato de me perder, mas sim por ter sido mesmo uma coisa inesperada já que ele é quem seria a pessoa que romperia com a relação, conforme me avisara. Ô príncipe fajuto!!

Então, Brancas-de-Neve, Espelhos, Madrastas, irmãs feiosas e Lúciferes, uni-vos! Chega de competição, ninguém é prêmio! E o pior: nós é que banhamos os homens a ouro, tornando-os príncipes. Por baixo, até mesmo as princesas, somos todos de metal meio ordinário, mas que dá para o gasto. Podemos ser felizes, especialmente se nos dermos conta de que não somos nem príncipes nem princesas, nessa perspectiva.

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Mas Branca-de-Neve, me empresta o seu vestido de corpete de veludo azul para eu me achar linda de cintura fina e ganhar um gato por aí, só para me divertir? E quando eu dormir pede para ele ir embora, diz que não precisa ficar para me acordar de manhã, não, que em outra hora a gente se vê. Mas é bom não esquecer de que, se você reparar que as horas e os meus dias junto com ele forem aumentando e eu não lhe devolver o vestido, é porque algo de legal está nos aproximando e que eu estarei deixando a coisa acontecer, ficar um pouco, ir embora, voltar mais tarde… Felicidade é melhor que seja assim: em doses pequenas. Não existe o “e eles foram felizes para sempre”. Porque até o sempre “sempre acaba”, já cantava a Cássia Eller nas palavras de Nando Reis.

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CONTOS DE FADA FADADOS AO LUGAR COMUM – I

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EU POSSO SER VALENTINA

Valentina tem mais ou menos 46 anos. Separada, independente financeiramente como muitas mulheres da sua geração, ela já está certa e convencida de que não existe homem perfeito, maravilhoso, um príncipe encantado. Já superou essa fase de encontrar a alma gêmea: “- Isso está por fora!”, ela diz sempre para as amigas.

Meio-dia e pouco, trânsito ligeiro em São Conrado, Valentina olha para o lado, e lá está ele. Um homem de 50 e poucos anos, vidro aberto para o insulfilme não esconder suas intenções. Óculos escuros, sol, céu azul no Rio de Janeiro, mas poderia ser em qualquer lugar. Charme ocasional ou premeditado? Não sei, não… Continuar lendo

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