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MIOJO E LEITE CONDENSADO

Beatriz e Ana Luiza são amigas desde os 8 anos de idade. Hoje têm 19.

Certa noite, iriam receber um amigo para ver filme e queriam comer brigadeiro, mas na casa não havia sequer uma latinha de leite condensado. A mãe de Bia, do alto de sua mulherice-mór (já que era a mais velha), disse que acionassem o tal amigo, pois como morava sozinho, certamente teria uma lata em casa.

E não é que o rapaz não tinha? Ana Luiza Disse: “- Poxa! Se eu morasse sozinha, minha despensa seria só Miojo e leite condensado!”!

Mulherice e Juventude dão nisso: uma despensa cheia de deliciosas porcarias!

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AS MENINAS BICHAS

Valentina e Élida adoravam conversar sobre espíritos e seus segredos. Morrerem de medo juntas era quase um programa de lazer.

Um dia, sentadas na portaria do prédio, falaram de uma vizinha bem mais velha do que elas (tinham 16 e 17 anos na época) que “recebia” uma Pombagira no apartamento.  E acaba que, como sempre, o medo se instalou nas duas mocinhas que se lembraram de uma tarde em que lancharam na casa da tal mulher, e esta “recebeu” a entidade; elas ficaram completamente fascinadas com a Maria Padilha que pediu sua saia, que aliás era linda, para a amiga com quem morava e também estava na casa! E também lhes disse que tudo que quisessem bastava lhe solicitar.

Já com medo e, sozinhas lá embaixo, viram que já passava das 22h (nesse horário o síndico do prédio mandava apagar as luzes das escadas para economizar energia). Valentina morava na cobertura, e depois do elevador precisava subir para chegar em casa. Implorou à amiga que seguisse com ela. E lá  se foram, então.

Agarradas já pelo corredor ao saírem do elevador, ao começarem a subir correndo  as escadas, ouviram os passos de alguém que descia, e logo se puseram a gritar, histericamente, mas sem pararem de subir. Os gritos eram daqueles finos que saem do fundo da garganta, sabem como é? Eis que a sua frente aparece a mãe de Valentina que ia pegar uma correspondência. “Mas o que é isso?! Que gritaria é essa?! Parecem uma meninas bichas!”, ela falou alto como se quisesse botar moral naquela mulherice.

As duas meninas pararam de gritar, e Élida ainda conseguiu dizer: “Ai, eu só vi seus sapatos vermelhos e pensei na pombagira, D. Teresa, desculpe!”. D. Teresa não parava de dizer que as duas não passavam de duas meninas bichas, “O que é isso?!, Eu hein!”. Continuaram subindo e no corredor correram para a porta. E riram muito, por serem chamadas de “meninas bichas”.

 

 

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AS CARTAS NÃO MENTEM JAMAIS

Abundância, o TrêsConsultar uma cartomante é considerado uma mulherice. Até mesmo nosso divino Machado de Assis começa seu conto, “A Cartomante”, tratando a ida da personagem feminina a uma cigana que lia a sorte pelas cartas de baralho como uma besteira. Mas depois ele “se rende” e leva o amante da moça também a mesma adivinha. O fim do conto eu não vou dizer para que desejem ler/reler.

As mulheres (e muitos homens também) sempre adoraram os caminhos da adivinhação, tanto que muitas estudaram/estudam o tarô e sabem jogá-lo. Valentina é uma dessas pessoas. Aliás, amigas, irmãs e filha a solicitam também para as cartas. E é mesmo uma mulherice só: no geral querem saber de amores, traições, trabalho e por aí vai. Mas os romances ainda lideram a lista.

Muitas vezes as mulheres para quem joga a encontram depois e falam que ela acertou, porém Valentina geralmente não se lembra das histórias, pois ficaria doida com tantas confusões. Mas que é uma delícia, é… Trocar segredos, indicar caminhos, deixar vir à luz o que aquelas figuras nas cartas podem revelar é mesmo muito gostoso; um aproximação muito feminina.

Verdade ou não, o tarô parece ser uma prática dos que querem saber do futuro ou se estão fazendo o melhor do seu presente. “As cartas não mentem jamais!”, será? Bem, como diz uma das amigas de Valentina, Maria, “o tarô é uma brincadeira que eu gosto de levar a sério”.

 

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RAPIDINHA 46 – HOMEM OU SUPER HOMEM?

Saindo de São Paulo entrou na cabine do banheiro do Aeroporto de Congonhas e trocou o terno por um jeans e uma camiseta.

“É um pássaro? Não! É um avião? Não! É o Super Homem? Não”! 

É apenas um homem que veio jantar com a namorada num bistrô do Rio de Janeiro.

Romântico, não? Para nenhuma admiradora de Clark Kent botar defeito.

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HOMEM ENXERGA COM AS MÃOS

“Homem enxerga com as mãos!”, disse Henrique na copa do trabalho após dizer a uma amiga que seus braços estavam muito sexy. A quarentona agradeceu o elogio e disse que realmente os homens veem tudo muito diferente das mulheres (para ela, seus braços não estão essas coisas).  Inclusive, contou-lhes uma breve história que vinha apenas ratificar a observação do amigo. Certa vez, um homem lhe disse que seus braços estavam para ela, assim como a bunda estava para a Carla Perez. “Foi a cantada mais inusitada e original que recebi na vida”!

Rui, um outro homem presente disse: “Boa essa, hein? Vou guardar para usar oportunamente”. E Henrique só o lembrou que teria de mudar a artista de parâmetro, pois Carla Perez está muito fora de moda. E começaram a cogitar as beldades atuais e a rir de suas escolhas. Entrou outra amiga; Henrique subitamente passou-lhe a mão pelos ombros apertando o braço, repetindo sua frase em tom de brincadeira: “Homem enxerga com as mãos”!

Esse negócio de enxergar com as mãos me fez lembrar de Ray Charles que também escolhia suas mulheres apalpando um de seus antebraços. Braço, antebraço… Tudo depende de quem vê!

(Imagem: museodemusica.blogspot.com)

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LINGUIÇAS FLAMBADAS

Quando Betânia foi a um bar com umas amigas viu no cardápio uma linguiça especial que seria flambada na mesa. Em polvorosa com suas caipirinhas de kiwi, morango e tangerina, animaram-se para ver o fogo de perto. E lá veio garçom que numa frigideira jogou o conhaque e, FLOOF! as chamas subiram e deixaram a linguiça perfumada e saborosa. Ela logo pensou que seria mole fazer um aperitivo assim em casa, além disso, impressionaria os convidados.

No outro fim-de-semana avisou ao marido que chamaria dois casais muito chegados para jogar conversa fora. Na verdade, estava era a fim de mostrar seu lado de chef especialista em flambar linguiças. E lá se foi Betânia comprar tudo para a festinha.

Como quase todo mundo que adora se mostrar com uma novidade, avisou que faria uma entrada especial: linguiças flambadas! E foi todo mundo para a cozinha assistir sua performance. E eis que ao jogar o fósforo aceso no conhaque, as chamas não foram aquelas lindinhas do bar, mas gigantescas, pelo menos aos seus olhos. “AIIIIIIIII! SOCOOOORROOOOOO!”, gritou pegando a frigideira e jogando na pia. O marido, que sempre teve savoir-faire, disse: “Pronto! Fim de show! Para a sala tomar um vinho bem geladinho! E nada de conhaque, hein”?

Betânia chora de rir quando conta essa história, e quem escuta também adora, como eu, que tive a sorte de estar com uma mulher tão interessante e divertida. Aonde? Num barzinho que servia linguiças flambadas, em São Luis, Maranhão. Mas pena que dessa vieram flambadas da cozinha decepcionando a mulherada divertida.

 

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UMA VINGANÇA, UMA MULHERICE

“Vingança é um prato que se come frio”. Será?

Era uma vez uma mulher chamada Marisa cuja amiga, Luana, a procurou para contar uma coisa horrorosa: que uma colega transou com seu namorado no carro dela, Marisa!!!!!

“Juraaaaa?!?!?Que cretinooooooooo!!!! E o pior que foi verdade”! Marisa se lembrou atá da noite em que emprestou o carro para o cabra que disse que ajudaria a mãe a fazer não sei o que. “Mas como você soube, Luana”? “A Mônica, minha colega me contou, a própria! Ela não sabia que ele era seu namorado, mas viu no carro as fotos de suas filhas naqueles imãs. Ela só te viu uma vez na vida, lembra? Eu, você e as meninas estávamos na praia quando ela veio me cumprimentar, mexeu com elas… lembrada agora”?

 Marisa ficou com aquela ideia fixa que só o ódio e o ciúme conseguem produzir. Ficou pensando em como faria para se vingar. Quando o cara ligava ela mandava a empregada dizer que estava dormindo, que saiu… Celular ela atendia com uma desculpa para desligar logo, não queria que a raiva passasse. Quando sentia que ia passando, tratava de lembrar de tudo!
Um dia encontrou um amigo de infância tão danado quanto ela. Planejaram uma vingança meio perigosa, mas para ela, à altura. Saíram vestidos de preto tipo umas 2 horas da madrugada. Acharam o carro do “féla”, estacionado. Se encostaram no mesmo como se estivessem namorando. Enquanto fingiam se beijar, o amigo jogava diluente de tinta de carro no teto e o líquido corria tanto para o capô quanto para a mala. Depois picharam o carro com ofensas.

No dia seguinte, o (ex) namorado procurou por Marisa espumando de raiva. Ela, muito calminha por fora (“Segurei a onda, Luna, tipo criminal!”), Ele disse: “Marisa, você é um desperdício para a Globo! É uma atriz! Para não dizer outra coisa, sua pilantra”!

“Luana, eu neguei, neguei e neguei! Essas coisas a gente nunca diz que fez! Eu sou daquelas que se o cara me pegar dando um beijo em outro eu nego! Faço que nem homem! Nego”! Luana, agora vendo que a amiga estava vingada, ou melhor, sentindo-se assim, contou-lhe os detalhes do que ocorrera dentro do meu carro naquela noite cretina.

Marisa ainda curte a vingança com o amigo. Aliás, passaram a namorar. Para ela, deu tudo certo. Mulherice muito, muito discutível…

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MARCOS PALMEIRA E AS POLENTAS NO GRAJAÚ

Mulherice maravilhosa é ver de perto (pena que não tããão de perto) um ator dos seus sonhos. Pois é.  O ator desse texto é o Marcos Palmeira.

Depois de trabalhar o dia todo, saí da Barra especialmente para encontrar minhas amigas Polentas no Grajaú para comer pastel, tomar caldinho de feijão e RIR. Mas, eis que nossa mesa subitamente se cala com a possibilidade de, há 2 metros de distância, estar passando o Marquinhos Palmeira. E era ele! Só que foi para o bar ao lado.

Fofo, gato, lindo, eram os adjetivos mais amenos dados pelas Polentas ao divino Marquinhos, mas eis que uma de nós fala: “Ah! E ele ainda tava de casaco verde”. Pronto, não prestou rimos muito dessa mulherice!

Na mesa ao lado mais uma mulherice: três moças ficarem tirando foto delas mas, na verdade, tentando pegá-lo ao fundo.

Nós também pensamos em muitas mulherices para tentar chegar perto, embora não as tenhamos levado a cabo, como ir ao banheiro do bar ao lado só para vê-lo (“A gente falaria assim: moço, podemos usar o banheiro daqui? Ah, deixa… O banheiro aqui é bem mais limpinho…!”).

Marquinhos Palmeira, você ontem no Grajaú nos fez gostar mais de você, o sentimos assim, como nós, gente como a gente. Pena que perdeu a chance de conhecer as Polentas, as quais não lhe decepcionariam para nada. Você iria compartilhar de senso de humor ferino, inteligência, carinho e da amizade peculiar de três mulheres.

Até a próxima, baby! Ainda tenho esperanças, já é a segunda vez em que fico assim tão perto de você. Na terceira, acho que não deixarei você me escapar, pois provavelmente deverei acreditar de que se trata, mesmo, de uma obra do destino.

(Imagem: entretenimento.br.msn.com)

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BOTÕES DO MARQUÊS DE SADE

Anna Paula, quando se casou, mandou fazer um vestido espetacular, abotoado nas costas de cima até embaixo. O casamento foi bacana e a festa muito alegre, como ela e o marido, Pedro. O sogro ofereceu de presente uma noite de núpcias num hotel chique, mas ela recusou, pois preferia guardar essa diária para usar na lua-de-mel. Dessa forma, ela e o marido foram para o apartamento onde morariam.

Chegaram loucos para tomar um banho daqueles, mas era tanto do botão, e com casas tão apertadas, que Pedro não conseguiu tirar o vestido da noiva. Anna teve de chamar a irmã que, por sorte, também morava no prédio, para lhe libertar do vestido suado e já incômodo.

“Já pensou se nós tivéssemos ido para o hotel? Olha o mico que pagaria tendo que pedir ajuda na recepção para tirar meu vestido, e de noiva!”, disse ela.

E tanto esforço tampouco adiantou de nada: os dois tomaram banho e caíram desmaiados! A noiva, para esquecer do vestido do desespero; o noivo, da dor nos dedos depois de tentar abrir uns botões que devem ter sido ideia do Marquês de Sade.

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“O TEMPO PASSOU PELA MINHA CARA E EU NÃO VI!”

D. Léa tinha quase 70 anos quando teve que operar seus olhos por uma catarata precoce. Aproveitaria e também jogaria fora sua miopia. Resistiu enquanto pode, tinha medo de cirurgia como todo mundo, no geral. Aliás, todo mundo, não. Quem faz cirurgia plástica acho que tem menos medo do que os demais. Se arriscar só para ficar mais bonito, sei não. Mas vamos à história de D. Léa, esposa de Seu Francisco, quem também iria se operar pelo mesmo motivo.

Combinaram de se operar no mesmo dia, pois se recuperariam em parceria. Além disso, irem juntos em macas lado a lado lhes dava coragem e a impressão de que renovavam os votos de um casamento de quase 40 anos (“na saúde e na doença, minha querida”, brincou Seu Francisco). “Ai, Francisco, que medo… Acho que não vou aguentar”! Seu Francisco ficou durão, alguém teria de fazê-lo, pois D. Léa tratou de entregar logo os pontos. Foi ele quem lhe segurou a mão.

E riram no quarto ao ficarem nus para vestir aquele avental de paciente aberto atrás, com suas bundinhas já um pouco murchas de fora. Seu Francisco comentou: ‘Puxa, e eu pensando que mais ninguém teria o luxo de ver o meu amor quase nua”. D. Léa disse: “Para! Quer me deixar mais nervosa”?! Mulherices na hora de entrar na faca. Ao acordarem no quarto sorriram um para o outro como se tivessem dormido e despertado de um sonho.

Quando chegou o tempo de verificarem sua visão, D. Léa correu primeiro para o espelho e eis que deu um grito, fazendo Seu Francisco dar um pulo da cama! “Francisco!!!! O tempo passou pela minha cara e eu não vi!!!!! E você é o culpado… Me convenceu a operar, agora eu vendo que envelheci”! Seu Francisco, que sempre fora um homem delicado, dessa vez não aguentou: “Deixa de ser fresca, Léa! Sabe que eu acho que eu também não deveria ter operado os meus”? Mulherices e Homices, quando juntas, são assim: pá-pum de tudo quanto é lado!

(Imagem:www.tumblr.com )

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